terça-feira, 5 de maio de 2009

Quando me tornei Vanessa Assenav

Esse post surgiu graças aos vários pedidos das pessoas para que eu explicasse a origem do nome Vanessa Assenav, e porque eu utilizava um nome falso quando me apresentava aos caras que conhecia na balada.
Se você pensou que era porque eu agarrava todos e não queria sujar o meu nome verdadeiro, se enganou, eu nem sequer beijei nenhum desses caras que me apresentei como Vanessa.
Minha amiga Ellen possui um nome meio incomum na vida real, então para ela não ter que repetir muitas vezes seu nome, ela simplesmente inventou um mais simples. Se o negócio fosse mais a frente, ela explicaria porque mentiu e a pessoa entenderia perfeitamente, ou não. Então eu pensei "Ah, vou criar um nome falso para mim também!".
Já sei, a minha amiga tinha uma razão, mas eu não tinha um nome incomum, então qual a razão de se ter um nome falso no meu caso? 


1 - Hoje em dia é muito fácil encontrar alguém pelo Orkut, e se você souber o nome, a cidade, e alguma outra informação adicional como profissão, ou colégio, ou o que está cursando, é quase certeza você achar essa pessoa. Pensando assim, eu não queria que ninguém me encontrasse, ainda mais se fosse um cara muito chato.

2 - Como eu estava saindo muito, seria comum ver sempre aquelas carinhas familiares que são vistas em todas as festas. Sendo assim, existiria a possibilidade de eu conhecer alguns deles, e provavelmente eles me chamariam pelo meu nome em outra festa, ou tentariam falar comigo, eu simplesmente diria:
- Eu Vanessa? Você está enganado. Gostaria de ver minha identidade?

3 - Caso o cara me achasse uma chata por ter dado um fora nele e fosse falar para outro amigo que não me conhecesse, ou me conhecesse, eu seria "aquela menina Vanessa chata". Ninguém saberia que sou eu de fato, pois meu nome não é Vanessa, e sempre que comentassem achariam que era outra pessoa. 

Mas por que Vanessa? E não Gabriela? Ou Sofia? Ou Amanda? Vanessa nem sequer parece com meu nome real!
A história começa numa das noites em que saí logo depois de ficar solteira. Ellen me levou para um "Luau" que tocava forró (isso mesmo, um Luau que tocava forró), o cara que ouviu meu nome falso pela primeira vez foi o mesmo cara do post "Quando ser mãe faz toda a diferença", e o que vocês não viram nesse post foi o momento em que me apresentei para ele. Quando ele perguntou meu nome tentei pensar rapidamente em um nome que fosse diferente e que ele pudesse esquecer logo, o primeiro nome que me veio a cabeça foi:
- Valéria, meu nome é Valéria.
Eu acho que isso talvez tenha se dado pelo fato de na época alguém ter me lembrado algo da novela Carrossel, eu tinha que pensar rápido, pois afinal de contas era "meu nome", ninguém responde o nome:
-Éééé... meu nome é... é... é Valéria!
Esse mesmo cara provou para mim que a razão número 2, pela qual eu criei um nome falso, se realiza. Numa outra festa ele me viu e ficou gritando:
- Valéria! Valériaaaaa!
Minhas amigas, que também tinham nomes falsos, não conseguiram se acostumar com o fato de me chamarem de "Val", e embora eu até gostasse do nome, elas me aconselharam:
- Poxa, esse nome é estranho, você devia escolher outro nome!
Pensando nisso, numa outra festa, quando perguntaram meu nome novamente eu quase respondi que era Valéria: 
- Vaaa... nessa! Vanessa! Meu nome é Vanessa!
Com a aprovação das minhas amigas surgiu Vanessa!
O Assenav veio depois, quando se referiam a mim era sempre como "a Vanessa do Meu Sopro", percebi então que existia a necessidade de se criar um sobrenome. Não consegui encontrar nenhum nome criativo, acabei indo pelo óbvio e coloquei o nome Vanessa ao contrário. A pronúncia me agradou e fiquei com o Vanessa Assenav. Aposto que deu vontade de ter um nome falso também, não?

Com o passar do tempo parei com esse negócio de me apresentar como Vanessa para as pessoas que eu conhecia nas baladas. Porém por aqui, nada mudou, prefiro continuar sendo conhecida por Vanessa Assenav.

sábado, 18 de abril de 2009

Acabou, mas não foi em vão

Quando eu e Thales acabamos continuamos nos falando e, devido aos amigos que tínhamos em comum, às vezes até nos encontrávamos. O problema era que nessas conversas e encontros sempre rolavam indiretas, ou diretas, vindas da parte dele. Foi como se tivéssemos regredido, com aquele velho jogo do "você quer ou não?".
Cansada disso, resolvi botar as cartas na mesa:
- Me diz uma coisa, qual é a tua? Qual o objetivo disso tudo?
Ele acabou sendo sincero, disse que ainda gostava de mim em todos os sentidos, incluindo como namorada, mas que não sabia o que pretendia com todas as indiretas e diretas.
- E você Vanessa, qual é a sua?
- Muda algo em sua vida saber qual é a minha?
E pasmem, ele disse que não mudaria em nada, que gostaria de saber apenas por curiosidade.
Sem pensar, e por estar chateada com o fato dele não saber o que pretendia, acabei por responder:
- Então você não precisa saber qual é a minha...
O arrependimento bateu logo após eu ter saído do carro, e no elevador de casa mesmo mandei uma mensagem: "É, não devia ter tocado no assunto, como você disse, não muda em nada. Mas só para 'matar sua curiosidade', eu também ainda gosto de você em todos os sentidos". Poderia ter sido um ótimo "final de filme" se uma semana não tivesse se passado e eu não tivesse ficado sem resposta.
Acabamos nos cruzando exatamente uma semana depois, e ele agiu como se nada houvesse acontecido, fiquei com a pulga atrás da orelha e acabei ligando:
- Oi!
- Oi!
- Vem cá Thales, você recebeu minha mensagem?
- É... Recebi...
- Você se deu ao trabalho de responder?
- É... Não...
- Posso considerar sua atitude como um "Vanessa, desisti de você"?
- Talvez...
- Sim ou não?
- Talvez...
- Eu quero uma resposta agora, sim ou não?
- Sendo assim, e tendo que dar uma resposta agora, então foi, eu desisti.
- Ok, era só isso que eu queria saber. Um beijo, tchau.
- Outro, tchau.
Um minuto depois, recebo uma ligação de volta.
- Alô?
- Você não vai ficar com raiva de mim né?
- Thales, dá vontade de "chorar de raiva" por causa da situação pela qual você me fez passar nos últimos meses. Faz 3 meses que a gente acabou, faz 3 meses que você fica com diretas, indiretas e brincadeiras.
- Eu faço brincadeiras com todas as minhas amigas.
- É mesmo? Você diz para todas as suas amigas que sente saudades delas, que ligou apenas para ouvir a voz delas, que elas são seu presente, passado e futuro, e ainda diz que gosta delas em todos os sentidos?
- Não faço, pois haviam coisas que eu FAZIA com você que eram diferentes.
- Fazia? Há uma semana atrás você fez.
- É, fazia, não faço mais.
- Eu realmente não consigo entender a lógica do nosso relacionamento. Como duas pessoas se gostam e não conseguem ficar juntas?
- Não gosto mais de você como antes.
- Como assim? Há uma semana atrás você disse: "Eu gosto de você em todos os sentidos", e agora vem me dizer que mudou?
- Sim, mudou.
- Muito bom, muito bom saber que seus sentimentos mudam em uma semana, ainda mais quando no mesmo dia você soube por uma mensagem que eu sentia o mesmo.
Não me lembro de detalhes e nem de toda a conversa, lembro apenas que ele sentiu-se mal, pediu desculpas, tentou justificar algumas coisas como "erros de comunicação". E por último demonstrou preocupação com o meu estado:
- Você não vai chorar né?
E eu, querendo "vingança" por esse tempo todo, disse:
- Não vou, não se preocupe não, em uma semana eu te esqueço também.
Pronto, essa é a parte em que vocês aconselham: "Vanessa, nunca mais fale com esse louco que não sabe o que quer!" ou "Vanessa, menina você pulou foi uma fogueira alta!".
Apesar dessa história de "loucos", a verdade sobre Thales ainda está por vir. Nos falamos novamente mais ou menos um mês depois. Agradeci a ele, sim eu agradeci o Thales, não pelo último acontecimento, claro, mas por ele ter feito a diferença em minha vida. O Thales apareceu em uma época ruim para mim, eu já não acreditava mais nos outros e nem nos meus sentimentos. Ele me trouxe novamente a empolgação da conquista, a dúvida de ser desejada ou não e a ansiedade do primeiro beijo. Ele me fez perceber o quão linda eu era, que eu poderia gostar de outras pessoas e que isso poderia ser recíproco. Me acolheu quando chorei, me entendeu quando precisei, e tentou quando eu quis desistir. Fiz questão que ele soubesse de todas as coisas as quais eu era grata. 

O tempo passou e hoje, apesar da distância, somos amigos. Não me arrependo das coisas que vivemos juntos, teria feito tudo novamente. O Thales além de cumprir um papel no Meu Sopro, cumpriu e cumpre um papel em minha vida, o qual só eu sei o quanto importa.

domingo, 1 de março de 2009

A evolução nos relacionamentos

Evolução: "Do Lat. evolutiones. f., acto ou efeito de evolver-se; passagem lenta e gradual de uma a outra forma estável; desenvolvimento progressivo de uma ideia; teoria biológica que admite a transformação progressiva das espécies; crescimento sucessivo; mudança." *
A evolução é uma coisa engraçada, ela está presente em tudo, não só na evolução física da espécie humana como também naquilo que faz parte das nossas vidas.

Foi com uma história da minha amiga Vitória que pude perceber as fases na evolução de um relacionamento. Antigamente as mulheres eram praticamente prometidas para seus futuros maridos, eram casamentos arranjados pela família, que, em alguns casos, o casal nem chegava a namorar. Nesse tempo, o noivado e o casamento eram as 2 fases distintas e necessárias para que duas pessoas começassem uma vida a dois.
Com o tempo, os casamentos continuaram sendo arranjados, mas pelo menos os casais passaram a namorar e se conhecer melhor. Embora fosse aquele namoro de mãos dadas e sentado no sofá da casa na frente dos pais, às vezes ainda rolava um beijinho, outros casais até conseguiam escapar e ganhar algo mais. Nesse tempo já temos 3 fases distintas: o namoro, o noivado e o casamento.
Essas três fases permaneceram durante muito tempo como as únicas fases nos relacionamentos. Porém, ocorreu que as pessoas começaram a querer "experimentar" ou fazer um "test drive" nas outras pessoas antes de realmente assumir um compromisso, pois namorar era o primeiro passo para que os casais viessem a noivar para se casar. Diante disto, surgiu o "fica", o fica consiste em conhecer alguém, sentir atração por esse alguém e agir como um casal que namora, mas tudo isso com um prazo de validade de uma noite, às vezes até só uma hora ou menos. A vantagem do fica é o fato de você estar disponível para ficar com outras pessoas sem a culpa da traição e sem ter que dar explicações para onde vai e com quem vai. Quando o fica vai bem, o casal vai ficando até decidir começar um namoro. Nesse tempo surgem 4 fases distintas: o fica, o namoro, o noivado e o casamento.
Com o passar do tempo, tornou-se comum que as pessoas ficassem, depois namorassem, depois noivassem e finalmente casassem. Contudo, o casamento era algo que necessitava dinheiro, e alguns tinham a pressa de querer se conhecer no dia-a-dia. Passaram então a simplesmente morar juntos, ou seja, passaram a se amancebar, tendo assim uma amostra de como seria a vida a dois caso resolvessem se casar. Ao se conquistar uma condição financeira boa estes se casam, ou não. Observem que agora são 5 fases distintas: o fica, o namoro, o noivado, o amancebamento e o casamento.

Sinceramente, com tantas fases criadas durante todo esse tempo eu não achei que pudessem criar uma nova fase. Vitória vivenciou essa nova fase, cujo o criador a denominou de "ficar direitinho". Ela já vinha ficando com um cara fazia algum tempo, naturalmente, e é o que chamo de "evolução nos relacionamentos", eles começaram a tocar em assuntos que envolviam a fase do namoro. Um dia ele disse:
- Então, eu gosto muito de você e tal. A gente bem que podia "ficar direitinho".
- E o que é ficar direitinho pra você?
- Ficar direitinho é namorar.
Pois bem, um dia eles acabaram decidindo:
- Vamos ficar direitinho então.
Ela, muito discreta, contou somente para os amigos mais próximos que estava namorando. Alguns dias depois ela me disse que algo muito estranho havia acontecido. Vitória havia deixado de ir para uma festa por algum motivo pelo qual não lembro mais, no entanto suas amigas e seu namorado foram. Quando elas se encontraram com ele perguntaram:
- Cadê tua namorada?
- Namorada?
- É, você não tá namorando?
- Não, não tô não.
A amiga de Vitória, achando estranho o diálogo, disse:
- Vem cá, você não viu a Vitória sexta, sábado e domingo?
- Vi sim.
- Pra mim isso é namorar.
A história acabou chegando aos ouvidos de Vitória, o que fez com que ela começasse a agir de maneira estranha com seu "namorado". Ele passou a noite tentando descobrir porque ela estava esquisita, e ela, que simplesmente odeia coisas mal resolvidas, contou a história que havia escutado de suas amigas. Logo em seguida, perguntou:
- Eu não tô entendendo, pra mim você diz uma coisa e para os outros diz outra. Você disse que queria ficar direitinho e eu aceitei, agora diz por aí que a gente não tá namorando.
- Ah, é que ficar direitinho é continuar ficando, mas só eu e você, sem ficar com mais ninguém.
- Não existe isso, é sem sentido, ou você fica ou você namora. Ficar você é livre pra ficar com quem quiser e fazer o que quiser, namorar já é algo sério e fiel, sem mais ninguém. Sendo assim, qual é a vantagem de ficar direitinho?
Confesso que na hora em que Vitória me contou a história eu pensei exatamente a mesma coisa que ela. Concluí que como antigamente a palavra "casamento" pesava na cabeça deles, hoje em dia é a palavra "namoro" que pesa e dá sentimento de prisão temporária.
Ela continuou:
- E além disso, o que você disse que era ficar direitinho pra mim?
- Disse que era namorar.
- Sendo assim, você acha que eu acreditava que estávamos o quê?
Ou seja, o cara queria namorar com ela, mas no final das contas pareceu que era ela quem queria namorar com ele e saiu espalhando isso para as pessoas. Imaginem o quanto ela não ficou chateada, principalmente porque a Vitória é do tipo que odeia que as pessoas pensem algo dela que não seja realmente aquilo que ela pretendia.
Atualmente, Vitória está na fase do namoro com ele, apesar desse desentendimento, o fica direitinho acabou servindo para eles finalmente decidirem o que ambos queriam.

Nós, como jovens modernos que somos, fiquemos por dentro das 6 fases distintas de um relacionamento do nosso tempo: o fica, o fica direitinho, o namoro, o noivado, o amancebamento e o casamento. 

Referências:
* Definição de evolução. Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Disponível em http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

"Tá de portas abertas pra mode a gente se amar..."

Não adianta, é regra, todo casal sempre tem um lugar especial. Não acredita? Bem, se você diz que não tem ou acha que não tem um lugar especial, espere só até o dia em que vocês terminarem, em breve você passará por esse lugar e involuntariamente lembrará daquela pessoa e se dará conta de aquele era "O lugar" de vocês. Esse lugar geralmente está marcado por algum acontecimento que vocês dois realizaram juntos. Em alguns casos, foi lá aonde vocês deram o primeiro beijo, ou dançaram pela primeira vez, ou cruzaram os olhares pela primeira vez, ou o lugar aonde vocês se conheceram, ou muitos outros acontecimentos em particular.
No mundo ideal, dos filmes e dos sonhos, esse lugar sempre é um lugar "mágico", ou clichê, como uma praça de jardins verdes, um parque ensolarado, ou uma praia ao entardecer. Alguns casais tem a sorte de ter um lugar como no mundo ideal, as chances aumentam quando um dos envolvidos planeja a situação:
"Hum, vou beijá-lo pela primeira vez na praia onde nos conhecemos."
"É, vou pedi-la em casamento no nosso futuro apartamento."
 


Vocês lembram do Thales? Como não poderia ser diferente, nós também tivemos um lugar onde realizamos as coisas especiais de um casal, e se vocês lembrarem da primeira história que contei sobre ele, ficará fácil adivinhar qual lugar foi esse. Foi nessa história que contei exatamente a primeira situação especial de um casal: a declaração.
Eu diria até que talvez algumas pessoas se identificarão com esse local, não é o local mais romântico do mundo, mas com certeza te leva aos locais mais românticos. Ficou fácil não? Se você pensou o carro, acertou! 

"- Me encontro na mesma situação que você me descreveu hoje, gosto de você como você gosta de mim, senão mais...
'Esta é a hora, flutuando na lagoa (no meu caso, dirigindo no carro)
Veja só que hora boa, não perca esta chance...'" 

E se vocês lembrarem bem da história, a primeira demonstração de afeto dele por mim, veio com o carro também, com a escolta que ele me fez. 

"O primeiro motivo foi uma 'escolta' que ele fez no próprio dia da festa até minha casa, segundo ele eu deveria ir ao grupo como uma forma de agradecimento pela sua gentileza."

E quem disse que a história do carro parou por aí? Na semana seguinte após a declaração, nós demos o primeiro beijo, e adivinhem aonde foi? Lógico... no carro! E não demorou muito para que o pedido de namoro viesse, e acreditem... foi no carro também!
Com o tempo, as pessoas começaram a perceber que nosso namoro só andava quando a gente andava... no carro! Era como se o carro tivesse poderes mágicos, que sempre renovava o namoro e nos unia mais.
As piadas começaram a surgir, Thales e eu brincávamos que se um dia aquele carro fosse vendido, ou trocado por outro, nosso namoro provavelmente acabaria. E quem achou que era uma piada interna, que somente nós fazíamos, se enganou. Certa vez, Deyse e outro amigo meu se perguntaram se eu e Thales estaríamos bem, e um deles acabou soltando a piada que os fez rir muito:
- Devem estar bem, soube que eles saíram no carro ontem.
O próprio Thales utilizava o carro para ficar mais tempo comigo, quando ia me deixar em casa sempre desacelerava ou até mesmo acabava dando voltas no quarteirão:
- Porque você tá indo tão devagar?
- Pra ficar mais tempo contigo...
Como todo casal, nosso namoro começou a ter pequenos problemas e nós discutimos a relação... no carro! E era incrível como tudo ficava bem depois que conversávamos lá. Fazer as pazes então, nem se fala, o carro já era profissional nisso. E se a gente pensasse em acabar o namoro, o carro dava todo o clima para isso não acontecer, e acabávamos... por namorar lá mesmo.
O tempo passou e o relacionamento não vingou... E nós acabamos... Não, não foi no carro! Eu disse que ele tinha poderes mágicos para unir as pessoas, não desunir! Provavelmente se tivéssemos tido a conversa do término no carro, nós ainda estaríamos juntos. Daí provavelmente ele teria me pedido em casamento no carro, ou mais, nós teríamos nos casado no carro, com direito a lua de mel lá mesmo, ou pelo menos ir para a lua de mel nele mesmo.
Hoje, Thales aluga o carro para os casais que precisam de um "empurrãozinho" no relacionamento. Brincadeira né, mas não é uma boa idéia?

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

10 motivos para não te beijar

Ellen e eu estávamos numa boate, já era fim de noite, quer dizer, na verdade era início de manhã, sendo mais precisa eram umas 6hs da manhã. Para a surpresa da Ellen um cara sentou ao seu lado e começou a babar nas cochas dela, literalmente falando. Ele deitou por cima das pernas dela e não parou de cantá-la.
Nessas horas a gente se pergunta aonde está a pessoa que veio acompanhando esse cara. E para que a gente pergunta? Não demorou muito, e lá estava o amigo dele, que acabou por sentar ao meu lado.
- Oi, sou Márcio, prazer, você é...
Quando alguém se apresenta para você na intenção de ter algo mais do que uma simples conversa, no seu subconsciente você faz uma lista de motivos pelos quais você não ficaria com aquele cara, não necessariamente na ordem em que elas vem. Geralmente começa por um simples motivo.

1° motivo: Eu não quero.
- Vanessa.
- Hum... Vanessaaa...
Ele deu uma longa pausa no meu nome, na certa deveria estar pensando na próxima coisa que ele diria para me "encantar" com a pessoa dele.
- Você parece uma bonequinha sabia?
- Bonequinha?
- É.
2° motivo: Você me chamou de bonequinha.
- Acho que nunca me chamaram disso.
- Não? E o dizem que você é?
- Que sou bonita, linda...

3° motivo: Sou areia demais para o seu caminhão.
- É, realmente, é uma bonequinha muito linda.
- Obrigado. Mas... Por que bonequinha?
A curiosidade que tive foi mais forte do que a vontade de expulsá-lo.
- Não sei, deve ser por causa do seu cabelo cacheado.
Alguém já percebeu que o fato de se ter cabelos cacheados são sempre uma razão, ou uma desculpa, para a aproximação de algumas pessoas? Nessas horas eu penso seriamente em alisar o cabelo.
Minha amiga Ellen, que já estava cansada do amigo dele, tentou desviar a atenção do cara que falava comigo, acho que até querendo "me salvar". Ela disse:
- Ei, ela tem namorado.
Ele fez de conta que não ouviu. Então ela disse outra coisa:
- Ei, teu olho é lindo.
Só para matar a curiosidade dos leitores, os olhos dele eram azuis.
- Obrigado, mas eu queria que a bonequinha achasse isso também.
- Ok, seus OLHOS são bonitos.
Eu falei OLHOS, tá? OLHOS! Satisfeito? Pronto, já fiz o que você queria, agora pode ir embora.
4° motivo: Seus olhos são bonitos, mas você é feio.
- Ai bonequinhaaa... Fica comigo?
Se ele ainda não havia percebido a maneira desanimada com a qual eu falava, então era porque outro motivo não havia ficado claro.
5° motivo: Não estou com a mínima vontade.
- Não.
- Por que não?
Tá certo, eu poderia fazer uma lista de motivos, a qual eu até já comecei no meu subconsciente, mas nesse momento os motivos conscientes vieram na minha cabeça:
6° motivo: Eu gosto de outra pessoa.
7° motivo: Eu estou pensando nessa outra pessoa agora mesmo, nesse exato minuto em que conversamos.
O 8° motivo, e com certeza o mais importante, foi o que eu realmente acabei por dizer:
- A bonequinha aqui já tem um bonequinho.
8° motivo: Eu tenho namorado.
- E aonde tá o bonequinho da bonequinha?
Tipo assim, é da sua conta?
- Em casa dormindo, ou talvez acordando agora para ir trabalhar.
- E ele sabe que você tá aqui?
- Sabe, na verdade, foi ele mesmo quem me deixou aqui. Eu saí para jantar com ele e logo em seguida ele me deixou aqui para passar a noite com minhas amigas.
- E que espécie de namorado é esse que te deixa sair só?
Da espécie "eu confio na minha namorada", já ouviu falar?
- Ele confia em mim.
- Ahhh bonequinha, ele não tá aqui, fica comigo...
Isso me leva a te dizer o 9° motivo pelo qual não fico com você.
- A bonequinha aqui é fiel ao bonequinho dela.
9° motivo: Eu sou fiel ao meu namorado.
- Bonequinha, eu também sou! Sou fiel a você!
E eu só pude fazer uma coisa, me levantar para ir embora.
10° motivo: Porque eu não tenho pena de ninguém.
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