domingo, 18 de outubro de 2009

A verdade sobre as perguntas de um ex-namorado

Nós sabemos que quando nos tornamos "ex" de alguém, o clima estranho prevalece pelo menos por algum tempo. A palavra ex, não fica somente na palavra ex-namorado, a pessoa passa a ser "ex-muitasoutrascoisas", por exemplo, "ex-sabetudodele" ou "ex-podeperguntartudo".
Isso me lembra que, em se tratando de um namoro recém acabado, os assuntos ficam bem restritos, pois até mesmo as perguntas mais comuns podem ter um outro sentido, assim como suas respostas também.
Estávamos eu e Benjamin Otávio, ambos com insônia, numa dessas madrugadas ociosas no bate-papo. Resolvemos então, como ele mesmo disse, "canalizar e sublimar nossas experiências em algo proveitoso". Começamos a falar dos exs e de como suas perguntas poderiam ter significados diferentes da questão real da pergunta. Posso até dizer que me identifico com algumas coisas, outras nem tanto, porém, com certeza muitas outras pessoas se identificarão, já que é um post baseado em muitas opiniões.
Chegamos à conclusão de que uma regra essencial, para se conversar com um ex, é a de não estar bêbado, pois assim fica mais fácil de manipular e responder as perguntas que o mesmo poderá vir a fazer.
- Tudo bem?

Essa pergunta também pode ser traduzida para "Você está bem agora que não estou mais na sua vida?".
Ok, eu confesso que é uma pergunta normal, do tipo que se faz para qualquer pessoa, mas quando é vinda de um recente ex-namorado sempre há o que se desconfiar.
É claro que a resposta sempre será um "Tudo ótimo!", afinal de contas, você não dará o braço a torcer jamais! Essa é a resposta mais adequada para tal situação, pois demonstra que, mesmo com o relacionamento tendo acabado, você foi superior a tudo e está muito bem sem ele, mesmo que isso não seja verdade. Ou seja, você pode estar sem paquera, sem dinheiro, feia, depressiva, e mesmo assim dirá de uma maneira indireta que tudo está ótimo sem ele.
- Você ainda sente algo por mim?

Dizem que esta pergunta pode significar "Você ainda me ama?".
Alguns exs precisam massagear o ego, mesmo que ele não ame você, ele vai achar ótimo que você ainda o ame. Esse tipo de atitude também é conhecida como "sentimento de posse", pois isso "prova" o quão "demais" ele é. Não seja burra, é claro que existem sentimentos, eles sempre existirão! Afinal de contas, todo mundo sabe que ódio também é um sentimento!
- Você ainda lembra de mim?

Muitas vezes essa pergunta é uma maneira disfarçada de perguntar "Você ainda chora por mim?".
Não há muito o que se comentar nesse caso, talvez você ainda chore, talvez não, mas uma coisa é certa, a melhor resposta para essa pergunta seria um "É claro que lembro meu querido, eu tive foi raiva, não Alzheimer".
- Tá namorando?

Essa pergunta também é conhecida como "Você me superou?".
Uma pergunta chata e sem saída. Como vocês acabaram, isso deveria ser a coisa que menos interessa para ambos, além do mais o Orkut serve para tirar esse tipo de dúvida.
Se você disser que sim, vai parecer que você foi uma insensível, que o esqueceu logo. Se você disser que não, vai parecer que você ainda não conseguiu superar o rompimento. Então leitores, essa pergunta não tem saída, é "sim" ou "não" e ponto, sem mais delongas.
- Lembra daquele dia?
Algumas vezes isso quer dizer "Ah queridinha, vamos relembrar o passado e ver que tipo de reações químicas ocorrerão em nossas mentes e corpos".
Você pode optar por mentir, dizer que não lembra. Isso sempre parece mais adequado a situação, mas nunca é verdadeiro e sincero, e ele provavelmente vai saber que você está mentindo. Desenterrar o passado, ainda mais quando ele é recente, nunca é bom, então opte sempre pela verdade, mas uma verdade seca, dizendo apenas "lembro", nada de "lembro, foi legal" ou "lembro, foi engraçado", somente "lembro".
- Podemos ser amigos?

Totalmente compreensivo, porque na verdade isso quer dizer "Vamos fazer de conta que somos amigos?".
O relacionamento acaba de terminar, e a pessoa já quer ser sua amiga como se nada tivesse acontecido, tenha a santa paciência! Assim, sendo bem legal, amigo amigooo, não vai rolar não, mas nós podemos manter as aparências e fazermos um social quando nos encontrarmos por acaso.
Por isso, muito cuidado da próxima vez em que for fazer perguntas para seu ex ou ser questionada pelo mesmo. Uma simples pergunta pode não ser feita no seu real sentido, nem para você e nem para ele.
Obs de Vanessa: Meus exs, não me levem a mal, adoro todos vocês.
Obs de Benjamin: Meus exs, não me levem a mal, adoro todos vocês. Mas quero distância, por favor.

domingo, 30 de agosto de 2009

Nem pra te responder

Karina e eu, havíamos sido convidadas para um jantar na casa de um amigo em comum. Como nós não sabíamos exatamente aonde ficava a casa dele, nos perdemos algumas vezes no caminho.
Algumas voltas depois, paramos num semáforo próximo a casa dele. E nesse mesmo semáforo, dois caras com sotaque de outra cidade pararam ao nosso lado:
- Psiu, ei garotas!
Como pessoas educadas que somos, demos atenção aos turistas, talvez até por acreditar que eles iriam pedir informações sobre aonde ficava algum lugar.
- Vocês não querem sair pra jantar?
E educadamente a gente respondeu...
- Não, não...
Até parece que nós iríamos sair para jantar com dois turistas que nunca havíamos visto na vida.
- Nem pra tomar uma cervejinha?
E educadamente a gente respondeu...
- Não, não...
Se jantar não rola, piorou "tomar uma cervejinha".
- Nem pra dançar?
E educadamente a gente respondeu...
- Não, não...
Todo mundo sabe que, tratando-se de cantadas, existe a universal "regra do três". A "regra do três" nos mostra que se você tentou algo três vezes e isso não deu certo, é porque essa coisa não é para acontecer. Se você insiste em ultrapassar o limite da "regra do três", a coisa só tende a piorar.
- Nem pra dar beijinho?
Meu querido, entenda, se eu não quero jantar, nem "tomar uma cervejinha" e nem dançar com você, piorou "dar beijinho". Então por que continuar insistindo nisso?
Considerando que a "regra do três" foi quebrada, você tem todo o direito de começar a ignorar essas pessoas sem estar sendo mal educada e sem que elas possam reclamar de tal atitude.
- Nem pra dormir junto?
Não, não, não, peraí! Por que agora que vocês falaram nisso, eu realmente percebi que quero demais! Com certeza essa é a melhor opção entre todas as anteriores que nos foram propostas! Aliás, por que vocês não começaram por essa opção?
Bem, nesse caso, a gente ganha o direito de responder qualquer coisa que vier a mente. Então observem as possíveis respostas para os turistas:

1 - Resposta da "mulher da vida": Meu querido, me desculpe, mas é que nós só trabalhamos com carros de luxo, tipo Hilux ou acima disso... Grata pela sua atenção!
2 - Resposta da "mulher que pega ar": Seu palhaço, eu não quero nem olhar na sua cara, quanto mais fazer qualquer outra coisa com você! Vai dormir com a sua mãe!
3 - Resposta da "mulher preconceituosa": Se você queria isso, deveria ter ficado pela sua cidade mesmo, soube que por lá o negócio é bem mais fácil do que aqui.
Entretanto
, nós ficamos com a resposta daquelas mulheres que estão acima desse tipo de gente:
"A indiferença tem um poder devastador. [...] Os indiferentes, de uma forma ou de outra, ferem, rejeitam, excluem, matam. Está correta a conclusão: o contrário do amor não é o ódio, mas a indiferença."
Optamos pela indiferença ao ignorá-los, deixando eles para trás não só nesse sentido, mas no semáforo também.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Micareta de picareta

A Micareta, ou "Carnaval fora de época", é conhecida:
- Pelos Abadás: blusa que é a "dor de cabeça" das garotas. Não tem saída: é cortar, fazer seu modelo, costurar e amarrar. É um mau necessário, pois ninguém quer ir parecendo um saco de batatas.
- Pela grande quantidade de foliões suados: esse número pode variar de 7 pessoas/m² (quando ainda é possível respirar) para 15 pessoas/m² (quando as chances de morrer por asfixia e pisoteado aumentam em 77%);
- Pela música Axé: é tocada num volume tão alto, que se você estiver ao lado do carro (onde ficam as caixas de som) você precisa tapar os ouvidos literalmente;
- Pelos bêbados: eles bebem por duas razões básicas, a típica desculpa de "festa sem bebida não é festa", e encorajarem-se para beijar o máximo de meninas possíveis.
Isso nos leva ao principal motivo pelo qual as pessoas vão para a Micareta. Nas palavras de Cláudia Leitte:
"Eu ando muito a fim de experimentar, meter o pé na jaca sem ter que me preocupar. Eu quero mais, mais, mais, mais... Eu quero mais é beijar na boca! Eu quero mais é beijar na boca! Eu quero mais é beijar na boca! E ser feliz daqui pra frente... pra sempre".
Sim, a Micareta é especialmente conhecida como o dia do ano em que você vai "sair da seca", oportunidade para beijar é o que não falta.
Nesse ano, pela primeira vez na minha vida, decidi participar de uma Micareta, fomos eu, meu amigo Vinicius, minha amiga Deyse e seu namorado Thomas. Os números não mentem, eu fui no último dia e no último bloco da Micareta (e ainda cheguei atrasada) e 22 caras tentaram me beijar, desconsiderando os olhares perigosos.
Desses 22 caras que tentaram me beijar, surgiram algumas pérolas, pérolas que me fizeram lembrar do termo "picareta" que, "No jargão popular brasileiro, esta palavra também é empregada para designar pessoas que executam serviços sem pleno conhecimento profissional para tanto, resultando, frequentemente, em trabalhos de qualidade questionável também conhecidos por "picaretagem". Ou seja, meus caros 22 foliões, as cantadas e tentativas de executar o "serviço" de vocês foram sem nenhum conhecimento profissional, gerando atos e frases de qualidade questionável conhecidos por "picaretagem".
Ao chegar na Micareta entreguei meu ingresso, passei pela catraca e, por último, passei pela revista. Dei 3 passos para frente, e aconteceu a "abordagem" mais rápida da história:

- E aí belezinhaaa???
Apenas olhei para frente como quem procura alguém.
- Vixe, você tá com namorado? Me desculpa!
Ufa... Essa foi por pouco, quase comprovei que na Micareta ninguém é de ninguém mesmo! A "lenda" da Micareta é dizer que a galera vai te forçar a beijar, confesso que existem diversas tentativas e diferentes táticas, mas isso não significa que vão pegar no seu pescoço e tentar te asfixiar. Minto, vão sim, aconteceu comigo.
Foi assustador quando um picareta agarrou meu pescoço de lado e apertou minha garganta. Por sorte, Vinicius estava por perto, e consegui pegar na mão dele antes que algo pior acontecesse.
- Que foi Vanessa?
No mesmo segundo voltei a respirar. Ficamos pensando que aquela atitude só poderia significar duas coisas, ou ele era um psicopata de Micaretas, ou aquilo era realmente uma nova tática para beijar.
Por falar em táticas, houveram aqueles que utilizaram a "tática do pedinte de beijos", que consiste apenas em estender a mão na direção de sua pretendida. Para cada picareta que me apareceu com essa tática, receberam um cumprimento ou um famoso "toca aqui"! Um deles até ensaiou uma cara de choro que era de dar pena... para os outros picaretas obviamente.
São essas coisas que às vezes te fazem ficar com uma cara fechada, e principalmente com um pé atrás com aqueles que você não conhece.
- Vamos dançar?
- Não quero dançar não.
- Como é que você vem pra cá... Paga caro pra tá num bloco desse... Pra ficar assim... Com essa cara de emburrada?
- Eu tô com cara de emburrada?
- Tá sim!
- É? Como tá a minha cara?
Ele fez algo mais ou menos assim. E no mesmo instante eu tive que sorrir, quem diria, um picareta me dando uma lição.
- E agora? Melhorou?
- Melhorou bastante!
Depois disso comecei a interagir com as pessoas a minha volta da maneira mais lógica, com a música que tocava. As músicas sempre ajudam os picaretas a concretizarem a picaretagem:
- "E aí? Chupa todaaa!"
- "Disse toda!"
Sim, respondi a música que o picareta cantava na intenção de não ser mais a emburrada, mas respondi a pior música que alguém poderia responder numa Micareta. O amigo dele logo percebeu:
- Ei doido! Ela disse "toda"!
O próprio picareta cortou o barato:
- É da uva que você tá falando?
- Lógico que é da uva!
Você achou que era o quê? Da minha boca? Da sua boca? Não mesmo!
Com certeza "Tchau, I Have To Go Now" foi a minha música favorita na Micareta, ela tocou cerca de 4 vezes e foram os momentos mais fáceis para dispensar os picaretas:
- Tchau, I Have to go now, I have to go now, tchau!
Nem mesmo o namorado de Deyse escapou dos picaretas:
- Oiii! Como é o seu nome linda?
- Deyse...
- E esse bofe?
- Thomas, e é namorado da DEYSE!
- Aiii, já quero!
Depois de tamanha aventura, resolvemos comer e fazer um balanço da noite, nós, e é claro, os micareteiros da mesa vizinha a nossa:
- Cara, só sei que quando eu beijava a menina, eu passava a língua em todos os dentes pra ver se tava tudo lá mesmo!
É, nem psicopata e nem nova tática, mas não custava nada o picareta que agarrou meu pescoço perguntar se eu era banguela.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Matuto, matuta, noivo, noiva ou padre?

Basicamente, numa festa de São João convencional, existem cinco tipos de personagens fundamentais:
Os matutos: que são os homens com chapéu de palha, blusa quadriculada, calça jeans e bigode pintado, caso não possuam bigode de verdade.
As matutas: que são as mulheres com vestidos coloridos, tranças no cabelo e pintinhas no rosto.
O noivo: que quase sempre é um matuto, só que um pouco mais arrumado que o matuto típico. Muita vezes, a diferença está apenas no fato de que eles colocam um paletó por cima da roupa de matuto.
A noiva: que, obviamente, estará vestida de branco com véu na cabeça e pintinhas no rosto assim como as matutas.
E o padre: que vai de batina marrom ou preta e torna possível o casamento do noivo com a noiva.
A partir dessas descrições, eu faço a seguinte pergunta: Se você quisesse se dar bem, beijar muitos matutos ou muitas matutas que vão para a noite da festa de São João, qual destes trajes você escolheria para vestir-se?
É quase certo que aqueles que vão de noivo ou noiva já tem o seu par predeterminado, pois afinal de contas, eles irão casar. Os casais de namorados são mestres em irem fantasiados de noivo e noiva, até porque já fica expresso "Tenho compromisso com alguém".
O padre, coitado, sua função é a de casar os noivos e sair juntando casais durante a festa de São João. Fora o fato de que o seu traje, a batina, é a menos convidativa e atrativa para os que ali estão.
Então, pela lógica, só te restou ir de matuto ou matuta para se dar bem, não é mesmo? Errado!
Tomei um susto quando vi meu amigo, Benjamin Otávio, vestir-se de padre minutos antes de entrarmos em um São João. Eu, particularmente, sempre fui de matuta, e ao contrário das minhas amigas que iam vestidas de noivas, sempre era mais cantada por conta do traje.
Porém, Benjamin Otávio me provou o contrário: ser padre chama mais fiéis para "sua Igreja" do que matutos para minha quadrilha. Isso ficou evidente com as cantadas que ele recebeu no São João, não só dessa festa, como de outras festas de São João também desse ano.
Preciso dizer que, logo na entrada, todos já olhavam para ele. Claro, além de bonito, ele também chamava a atenção por ser o único padre da festa. Daí então, só foi cantada em cima de cantada, mas as que ficaram guardadas são justamente aquelas que se relacionavam ao fato dele "ser um padre".
Ao ir comprar cerveja, uma menina que estava comprando um selinho na Barraca do Beijo para ela, foi pega de surpresa ao ver a amiga roubar o beijo que ela havia comprado. Ao olhar para o lado, viu Benjamin com sua batina. Triste por ter perdido o beijo e sem vergonha nenhuma, ela perguntou:
- Onde você alugou essa roupa não tinha roupa de freira também não, para eu entrar no seu convento?
A festa continuou, e outra moça que olhava para ele, acabou pegando na batina dele. Ela era meio desprovida de beleza física, então, para se safar daquela situação, ele disse:
- Pegou na batina casou minha filha!
- Ai é? E se eu quiser casar com o padre?
- Sou celibatário!
O sucesso foi tanto que ele repetiu a dose, vestiu-se de padre em outra festa de São João. Por coincidência acabou recebendo a mesma cantada, dessa vez era de uma bela moça:
- E se eu quiser casar com o padre?
- O padre só pode dar um selinho minha filha! E um selinho pode!
- Então tá, né?
E ainda teve matuto que sentiu inveja desse sucesso todo, e para não ficar por baixo soltou:
- Ah, eu também vou já é me vestir de padre!
- Pois a gente vai ter que disputar nessa paróquia quem tem mais fiéis!
Outro matuto tentou amenizar o "clima hostil":
- Eu acho que os padres que é que vão se resolver.
E para não ficar por baixo também, Benjamin disse:
- Pois mais tarde, meia-noite, você me encontre atrás da Igreja que a gente se resolve bem direitinho!
E agora? Matuto, matuta, noivo, noiva ou padre no próximo São João?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Acessório indispensável

Deyse havia acabado um namoro sério e de longa data quando resolvemos jantar com a minha avó, Dona Laura. Naquela conversa toda, tanto eu como Deyse, desabafamos sobre os finais de relacionamentos.
Minha avó, muito sábia, tentava dizer coisas que pudessem fazer com que Deyse se sentisse melhor. E para que ela não se preocupasse, deixou claro:
- Olhe, nem se preocupe, o que tiver que ser, será. Se for para vocês ficarem juntos, vocês irão se reencontrar futuramente. E caso não deva ser assim, é porque tem coisa melhor vindo por aí, e um dia você conhecerá alguém que te faça mais feliz.
Conversa vai, conversa vem, acabamos passando do tema "finais de relacionamentos" para "começos de novos relacionamentos". Ela dizia que, na nossa idade:
- Vocês não devem se preocupar com essas coisas de romances duradouros, não adianta, as coisas sempre acabam ocorrendo do jeito que elas devem ser, mesmo que nós não saibamos qual jeito é esse.
E não satisfeita em deixar essas palavras soltas no ar, ela acabou citando um exemplo de "como as coisas acontecem do jeito que tem que acontecer", onde o mesmo exemplo era uma dica para arrumar paqueras.
- Mas olha, se vocês querem mesmo saber, contarei o meu segredo para que vocês arrumem alguns paqueras. Só para terem uma distração mesmo.
E finalmente, depois de muito mistério, ela nos contou "o segredo" para se conseguir um paquera, e mais, como fazer para vê-lo novamente!
- O segredo é sempre andar com uma pulseirinha!
Não, não, não é uma pulseirinha da sorte que traz a pessoa amada não. Pelo contrário, ela vai até a pessoa amada! Tá, tá, eu sei que ficou difícil de entender, então vamos ao início da história que ela nos contou.
Minha avó estava num baile de Carnaval, onde ela viu um rapaz muito bonito que por sorte, ou destino, a convidou para dançar. A noite seguiu maravilhosamente bem, e minha avó, muito esperta, queria que outros dias assim vinhessem, mesmo que estes não fossem para sempre.
Não quis abusar da sorte, que já tinha proporcionado uma dança com esse rapaz bonito e interessante, então, já tendo gastado a sua cota de sorte naquela noite de Carnaval, ela decidiu agir. Sem que ele percebesse, tirou a pulseira que estava usando e jogou-a no bolso da camisa dele enquanto dançavam, era como se isso fosse uma garantia de que ela o veria novamente para devolver a pulseira. E se realmente fosse para ser assim, assim seria.
No dia seguinte, minha avó acordou toda sorridente. A moça que trabalhava em sua casa logo percebeu e perguntou o porquê daquele sorriso.
- Por nada, apenas receberei uma visita hoje. Daniel vai passar aqui.
- Daniel? Como você sabe que um rapaz chamado Daniel vem aqui hoje?
- Espere, você verá.
Não passou muito tempo, e alguém bateu palmas no portão de sua casa. Era ele, Daniel.
- Olá, eu vim devolver uma pulseirinha que a Laura esqueceu comigo.
O "devolver a pulseirinha" de Daniel para Laura dura há quase 60 anos, 60 anos de muitas diferenças, mas principalmente, 60 anos de amor verdadeiro. Ou seja, Daniel se tornou meu avô, quer dizer, eu me tornei neta de Daniel e Laura.
Logo depois, fiquei a pensar com Deyse. Hoje em dia, algumas garotas da nossa idade, não esquecem suas pulseiras, e sim a calcinha dentro do carro de seus ficantes. E, diferentemente da pulseirinha da minha avó, as calcinhas muito dificilmente voltam, e servem até mesmo como troféu para alguns garotos.
Se você não é adepta das calcinhas esquecidas dentro do carro, terá que andar com muitas pulseirinhas e escolher bem no bolso de quem você vai jogá-las, para ver se pelo menos uma delas volta.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A bolha virtual

Os estudantes de Arquitetura e Urbanismo, mais precisamente aqueles que cursaram a disciplina de Psicologia Ambiental ou outra equivalente a mesma, sabem bem o que é uma bolha virtual.
A bolha virtual também não é algo totalmente fixo, dependendo da situação e do local ela pode se tornar maior ou menor, ou seja, o tempo inteiro estamos numa espécie de bolha imaginária inconsciente, e dependendo da pessoa e do local essa bolha modifica seu tamanho.
Por exemplo: A bolha virtual que tenho com um amigo íntimo com certeza será bem menor do que a bolha que tenho com um simples colega de faculdade. Então, se eu me sentasse num banco entre essas duas pessoas, com certeza ficaria mais próxima do meu amigo íntimo do que do meu simples colega de faculdade e me sentiria mais confortável com esta situação.
Outro exemplo: A bolha virtual que tenho com meu namorado é... Não, quer dizer, esqueçam. No caso dos namorados a bolha acaba estourando com um determinado tempo de namoro... Ou não.
Enfim, a maneira como você se comporta e se mantém a uma determinada distância de alguém, depende do tamanho da sua bolha virtual.
Nos relacionamentos isso não é diferente. Quantas vezes você já não deve ter se sentido invadido pela maneira como alguém abordou "seu espaço"? Seja com alguém puxando você para perto, se metendo na sua frente ou tentando te beijar à força, em todas essas situações a pessoa passou dos limites, ou seja, ele rompeu sua bolha virtual.
Embora muitos caras já tenham invadido a minha bolha virtual, uma situação em especial me fez lembrar de todo o conhecimento que eu tinha a cerca de bolhas virtuais.
Numa calourada, onde a grande maioria das pessoas eram estudantes de Arquitetura e Urbanismo, um estudante sentou-se ao meu lado e começou a "puxar" conversa. Era uma conversa meio sem sentido, ao mesmo tempo em que me perguntava que bandas eu gostava de escutar, ele fazia a perguntas como:

- Pois é, então, você estagia?
- Sim, no momento estou estagiando.
- Ah tá, eu perguntei porque senão te chamava para estagiar no escritório comigo.
Eu não sei se isso teve um duplo sentido, porém é muito estranho que um cara que me conhece há exatos 3 minutos me ofereça um estágio, onde eu poderia ser uma louca psicopata ou uma estudante vagal que não daria rendimento nenhum ao seu escritório.
E o que faltava para uma conversa estranha? Claro, um ato estranho. Foi então que aos 5 minutos e 34 segundos de conversa o indivíduo começou a aproximar o nariz dos meus ombros e rosto. Não entendi muito bem, mas aquilo ali na minha definição é "fungar". É isso mesmo, ele estava me cheirando, e mesmo eu me afastando ele continuava próximo, não parecia que estava tentando me beijar e sim me cheirar.
Eu, que já estava incomodada, pensei na mesma hora: "Esse cara tá invadindo minha bolha!". Então eu pensei que, se ele fazia Arquitetura, eu poderia claramente dizer isto e ele entenderia sem eu me passar por grosseira.
- É... Tipo assim... Você tá invadindo minha bolha.
- Quê?
- Você tá invadindo a minha bolha.
- Ãn?
- A bolha...
Ao mesmo tempo em que falava, eu movimentava os meus braços tentando delimitar a minha bolha virtual para que ele a visse ou pelo menos entendesse. Surpresa fiquei, pois ele não entendeu e ainda me olhou com uma cara de quem pensa: "Meu, que maconha estragada foi essa que tu fumou?". E quando falei "bolha" pela última vez, ele disse:
- Falou.
Fiquei sentada, vendo ele ir embora, me sentindo uma idiota e me perguntando: "Será que eu era a única pessoa ali que sabia o que era uma bolha virtual?".

terça-feira, 2 de junho de 2009

Quadrilha

Acho que praticamente todas as pessoas já devem ter lido ou ouvido falar naquele famoso poema "Quadrilha" de Carlos Drummond de Andrade.
"João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para o Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história."
Desde que nos entendemos por gente sempre estamos nos agrupando, formando e entrando para grupos que possuam os mesmos interesses ou, pelo menos, afinidades entre os integrantes do mesmo. Isso acaba gerando a famosa "panelinha", e a época em que a "panelinha" é percebida de maneira mais evidente é no tempo em que estamos no colégio. Um exemplo bem evidente da "panelinha" está nos lanches na hora do recreio, ou nos lugares aonde nos sentávamos na sala de aula.
Pois bem, são nessas "panelinhas" que você pode encontrar a famosa "quadrilha" de Carlos Drummond de Andrade.
Esse negócio de fulano que ama cicrano que ama beltrano é algo muito comum nesse tempo de colégio, é justamente a época em que menos somos correspondidos amorosamente. Lembrei-me dos meus tempos de colégio, mais ou menos há uns 6 anos atrás, pensei em todos os namoros, casos, traições, ficas e relações amorosas que aconteceram na "panelinha" dos meus amigos. Acabei montando a "quadrilha da minha panelinha". É claro que, diferentemente dos poemas, onde tudo é lindo e as pessoas tem sentimentos sublimes como o amor, a "quadrilha da minha panelinha" se deu através de atos que estão na nossa realidade atualmente, como ficar, gostar, namorar, beijar, trair, etc. Isso resultou numa "quadrilha" muito mais complexa do que a de Carlos Drummond de Andrade e com finais semelhantes e diferentes para cada personagem.
Quadrilha
por Vanessa Assenav
"Deyse que namorava Ítalo que tinha uma relação de amor e ódio por Mônica
que desper
tava sentimentos em Jonas que ficou com Mara
que ficou com Dirceu que traiu Loana
que dispensou Jonanthan que ficou com Ellen
que namorou com Leandro que arrumou um namorado para Vanessa
que beijou Bernardo que ficou com Lúcia
que não gostava de ninguém.
Deyse teve mais três namorados, Ítalo foi para a Europa,
Jonas engordou, Mônica fez 5 anos de namoro,
Mara desapareceu, Dirceu também,
Loana foi para o convento, Jonanthan arranjou outros amigos,
Ellen foi para o Estados Unidos, Leandro namora com alguém que não tinha entrado na história
Vanessa ficou para tia, Bernardo namora duas meninas
e Lúcia continuou sem gostar de ninguém."
Aposto que deu vontade de montar sua própria "quadrilha" também.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Quando me tornei Vanessa Assenav

Esse post surgiu graças aos vários pedidos das pessoas para que eu explicasse a origem do nome Vanessa Assenav, e porque eu utilizava um nome falso quando me apresentava aos caras que conhecia na balada.
Se você pensou que era porque eu agarrava todos e não queria sujar o meu nome verdadeiro, se enganou, eu nem sequer beijei nenhum desses caras que me apresentei como Vanessa.
Minha amiga Ellen possui um nome meio incomum na vida real, então para ela não ter que repetir muitas vezes seu nome, ela simplesmente inventou um mais simples. Se o negócio fosse mais a frente, ela explicaria porque mentiu e a pessoa entenderia perfeitamente, ou não. Então eu pensei "Ah, vou criar um nome falso para mim também!".
Já sei, a minha amiga tinha uma razão, mas eu não tinha um nome incomum, então qual a razão de se ter um nome falso no meu caso?
1 - Hoje em dia é muito fácil encontrar alguém pelo Orkut, e se você souber o nome, a cidade, e alguma outra informação adicional como profissão, ou colégio, ou o que está cursando, é quase certeza você achar essa pessoa. Pensando assim, eu não queria que ninguém me encontrasse, ainda mais se fosse um cara muito chato.
2 - Como eu estava saindo muito, seria comum ver sempre aquelas carinhas familiares que são vistas em todas as festas. Sendo assim, existiria a possibilidade de eu conhecer alguns deles, e provavelmente eles me chamariam pelo meu nome em outra festa, ou tentariam falar comigo, eu simplesmente diria:
- Eu Vanessa? Você está enganado. Gostaria de ver minha identidade?
3 - Caso o cara me achasse uma chata por ter dado um fora nele e fosse falar para outro amigo que não me conhecesse, ou me conhecesse, eu seria "aquela menina Vanessa chata". Ninguém saberia que sou eu de fato, pois meu nome não é Vanessa, e sempre que comentassem achariam que era outra pessoa.
Mas por que Vanessa? E não Gabriela? Ou Sofia? Ou Amanda? Vanessa nem sequer parece com meu nome real!
A história começa numa das noites em que saí logo depois de ficar solteira. Ellen me levou para um "Luau" que tocava forró (isso mesmo, um Luau que tocava forró), o cara que ouviu meu nome falso pela primeira vez foi o mesmo cara do post "Quando ser mãe faz toda a diferença", e o que vocês não viram nesse post foi o momento em que me apresentei para ele. Quando ele perguntou meu nome tentei pensar rapidamente em um nome que fosse diferente e que ele pudesse esquecer logo, o primeiro nome que me veio a cabeça foi:
- Valéria, meu nome é Valéria.
Eu acho que isso talvez tenha se dado pelo fato de na época alguém ter me lembrado algo da novela Carrossel, eu tinha que pensar rápido, pois afinal de contas era "meu nome", ninguém responde o nome:
-Éééé... meu nome é... é... é Valéria!
Esse mesmo cara provou para mim que a razão número 2, pela qual eu criei um nome falso, se realiza. Numa outra festa ele me viu e ficou gritando:
- Valéria! Valériaaaaa!
Minhas amigas, que também tinham nomes falsos, não conseguiram se acostumar com o fato de me chamarem de "Val", e embora eu até gostasse do nome, elas me aconselharam:
- Poxa, esse nome é estranho, você devia escolher outro nome!
Pensando nisso, numa outra festa, quando perguntaram meu nome novamente eu quase respondi que era Valéria:
- Vaaa... nessa! Vanessa! Meu nome é Vanessa!
Com a aprovação das minhas amigas surgiu Vanessa!
O Assenav veio depois, quando se referiam a mim era sempre como "a Vanessa do Meu Sopro", percebi então que existia a necessidade de se criar um sobrenome. Não consegui encontrar nenhum nome criativo, acabei indo pelo óbvio e coloquei o nome Vanessa ao contrário. A pronúncia me agradou e fiquei com o Vanessa Assenav. Aposto que deu vontade de ter um nome falso também, não?
Com o passar do tempo parei com esse negócio de me apresentar como Vanessa para as pessoas que eu conhecia nas baladas. Porém por aqui, nada mudou, prefiro continuar sendo conhecida por Vanessa Assenav.

sábado, 18 de abril de 2009

Sim ou não? Talvez, porém com certeza eu sei!

Quando eu e Thales acabamos continuamos nos falando e, devido aos amigos que tínhamos em comum, às vezes até nos encontrávamos. O problema era que nessas conversas e encontros sempre rolavam indiretas, ou diretas, vindas da parte dele. Foi como se tivéssemos regredido, com aquele velho jogo do "você quer ou não?".
Cansada disso, resolvi botar as cartas na mesa:
- Me diz uma coisa, qual é a tua? Qual o objetivo disso tudo?
Ele acabou sendo sincero, disse que ainda gostava de mim em todos os sentidos, incluindo como namorada, mas que não sabia o que pretendia com todas as indiretas e diretas.
- E você Vanessa, qual é a sua?
- Muda algo em sua vida saber qual é a minha?
E pasmem, ele disse que não mudaria em nada, que gostaria de saber apenas por curiosidade.
Sem pensar, e por estar chateada com o fato dele não saber o que pretendia, acabei por responder:
- Então você não precisa saber qual é a minha...
O arrependimento bateu logo após eu ter saído do carro, e no elevador de casa mesmo mandei uma mensagem: "É, não devia ter tocado no assunto, como você disse, não muda em nada. Mas só para 'matar sua curiosidade', eu também ainda gosto de você em todos os sentidos". Poderia ter sido um ótimo "final de filme" se uma semana não tivesse se passado e eu não tivesse ficado sem resposta.
Acabamos nos cruzando exatamente uma semana depois, e ele agiu como se nada houvesse acontecido, fiquei com a pulga atrás da orelha e acabei ligando:
- Oi!
- Oi!
- Vem cá Thales, você recebeu minha mensagem?
- É... Recebi...
- Você se deu ao trabalho de responder?
- É... Não...
- Posso considerar sua atitude como um "Vanessa, desisti de você"?
- Talvez...
- Sim ou não?
- Talvez...
- Eu quero uma resposta agora, sim ou não?
- Sendo assim, e tendo que dar uma resposta agora, então foi, eu desisti.
- Ok, era só isso que eu queria saber. Um beijo, tchau.
- Outro, tchau.
Um minuto depois, recebo uma ligação de volta.
- Alô?
- Você não vai ficar com raiva de mim né?
- Thales, dá vontade de "chorar de raiva" por causa da situação pela qual você me fez passar nos últimos meses. Faz 3 meses que a gente acabou, faz 3 meses que você fica com diretas, indiretas e brincadeiras.
- Eu faço brincadeiras com todas as minhas amigas.
- É mesmo? Você diz para todas as suas amigas que sente saudades delas, que ligou apenas para ouvir a voz delas, que elas são seu presente, passado e futuro, e ainda diz que gosta delas em todos os sentidos?
- Não faço, pois haviam coisas que eu FAZIA com você que eram diferentes.
- Fazia? Há uma semana atrás você fez.
- É, fazia, não faço mais.
- Eu realmente não consigo entender a lógica do nosso relacionamento. Como duas pessoas se gostam e não conseguem ficar juntas?
- Não gosto mais de você como antes.
- Como assim? Há uma semana atrás você disse: "Eu gosto de você em todos os sentidos", e agora vem me dizer que mudou?
- Sim, mudou.
- Muito bom, muito bom saber que seus sentimentos mudam em uma semana, ainda mais quando no mesmo dia você soube por uma mensagem que eu sentia o mesmo.
Não me lembro de detalhes e nem de toda a conversa, lembro apenas que ele sentiu-se mal, pediu desculpas, tentou justificar algumas coisas como "erros de comunicação". E por último demonstrou preocupação com o meu estado:
- Você não vai chorar né?
E eu, querendo "vingança" por esse tempo todo, disse:
- Não vou, não se preocupe não, em uma semana eu te esqueço também.
Pronto, essa é a parte em que vocês aconselham: "Vanessa, nunca mais fale com esse louco que não sabe o que quer!" ou "Vanessa, menina você pulou foi uma fogueira alta!".
Apesar dessa história de "loucos", a verdade sobre Thales ainda está por vir. Nos falamos novamente mais ou menos um mês depois. Agradeci a ele, sim eu agradeci o Thales, não pelo último acontecimento, claro, mas por ele ter feito a diferença em minha vida. O Thales apareceu em uma época ruim para mim, eu já não acreditava mais nos outros e nem nos meus sentimentos. Ele me trouxe novamente a empolgação da conquista, a dúvida de ser desejada ou não e a ansiedade do primeiro beijo. Ele me fez perceber o quão linda eu era, que eu poderia gostar de outras pessoas e que isso poderia ser recíproco. Me acolheu quando chorei, me entendeu quando precisei, e tentou quando eu quis desistir. Fiz questão que ele soubesse de todas as coisas as quais eu era grata.
O tempo passou e hoje, apesar da distância, somos amigos. Não me arrependo das coisas que vivemos juntos, teria feito tudo novamente. O Thales além de cumprir um papel no Meu Sopro, cumpriu e cumpre um papel em minha vida, o qual só eu sei o quanto importa.

domingo, 1 de março de 2009

A evolução nos relacionamentos

Evolução: "Do Lat. evolutiones. f., acto ou efeito de evolver-se; passagem lenta e gradual de uma a outra forma estável; desenvolvimento progressivo de uma ideia; teoria biológica que admite a transformação progressiva das espécies; crescimento sucessivo; mudança."
A evolução é uma coisa engraçada, ela está presente em tudo, não só na evolução física da espécie humana como também naquilo que faz parte das nossas vidas.
Foi com uma história da minha amiga Vitória que pude perceber as fases na evolução de um relacionamento. Antigamente as mulheres eram praticamente prometidas para seus futuros maridos, eram casamentos arranjados pela família, que, em alguns casos, o casal nem chegava a namorar. Nesse tempo, o noivado e o casamento eram as 2 fases distintas e necessárias para que duas pessoas começassem uma vida a dois.
Com o tempo, os casamentos continuaram sendo arranjados, mas pelo menos os casais passaram a namorar e se conhecer melhor. Embora fosse aquele namoro de mãos dadas e sentado no sofá da casa na frente dos pais, às vezes ainda rolava um beijinho, outros casais até conseguiam escapar e ganhar algo mais. Nesse tempo já temos 3 fases distintas: o namoro, o noivado e o casamento.
Essas três fases permaneceram durante muito tempo como as únicas fases nos relacionamentos. Porém, ocorreu que as pessoas começaram a querer "experimentar" ou fazer um "test drive" nas outras pessoas antes de realmente assumir um compromisso, pois namorar era o primeiro passo para que os casais viessem a noivar para se casar. Diante disto, surgiu o "fica", o fica consiste em conhecer alguém, sentir atração por esse alguém e agir como um casal que namora, mas tudo isso com um prazo de validade de uma noite, às vezes até só uma hora ou menos. A vantagem do fica é o fato de você estar disponível para ficar com outras pessoas sem a culpa da traição e sem ter que dar explicações para onde vai e com quem vai. Quando o fica vai bem, o casal vai ficando até decidir começar um namoro. Nesse tempo surgem 4 fases distintas: o fica, o namoro, o noivado e o casamento.
Com o passar do tempo, tornou-se comum que as pessoas ficassem, depois namorassem, depois noivassem e finalmente casassem. Contudo, o casamento era algo que necessitava dinheiro, e alguns tinham a pressa de querer se conhecer no dia-a-dia. Passaram então a simplesmente morar juntos, ou seja, passaram a se amancebar, tendo assim uma amostra de como seria a vida a dois caso resolvessem se casar. Ao se conquistar uma condição financeira boa estes se casam, ou não. Observem que agora são 5 fases distintas: o fica, o namoro, o noivado, o amancebamento e o casamento.
Sinceramente, com tantas fases criadas durante todo esse tempo eu não achei que pudessem criar uma nova fase. Vitória vivenciou essa nova fase, cujo o criador a denominou de "ficar direitinho". Ela já vinha ficando com um cara fazia algum tempo, naturalmente, e é o que chamo de "evolução nos relacionamentos", eles começaram a tocar em assuntos que envolviam a fase do namoro. Um dia ele disse:
- Então, eu gosto muito de você e tal. A gente bem que podia "ficar direitinho".
- E o que é ficar direitinho pra você?
- Ficar direitinho é namorar.
Pois bem, um dia eles acabaram decidindo:
- Vamos ficar direitinho então.
Ela, muito discreta, contou somente para os amigos mais próximos que estava namorando. Alguns dias depois ela me disse que algo muito estranho havia acontecido. Vitória havia deixado de ir para uma festa por algum motivo pelo qual não lembro mais, no entanto suas amigas e seu namorado foram. Quando elas se encontraram com ele perguntaram:
- Cadê tua namorada?
- Namorada?
- É, você não tá namorando?
- Não, não tô não.
A amiga de Vitória, achando estranho o diálogo, disse:
- Vem cá, você não viu a Vitória sexta, sábado e domingo?
- Vi sim.
- Pra mim isso é namorar.
A história acabou chegando aos ouvidos de Vitória, o que fez com que ela começasse a agir de maneira estranha com seu "namorado". Ele passou a noite tentando descobrir porque ela estava esquisita, e ela, que simplesmente odeia coisas mal resolvidas, contou a história que havia escutado de suas amigas. Logo em seguida, perguntou:
- Eu não tô entendendo, pra mim você diz uma coisa e para os outros diz outra. Você disse que queria ficar direitinho e eu aceitei, agora diz por aí que a gente não tá namorando.
- Ah, é que ficar direitinho é continuar ficando, mas só eu e você, sem ficar com mais ninguém.
- Não existe isso, é sem sentido, ou você fica ou você namora. Ficar você é livre pra ficar com quem quiser e fazer o que quiser, namorar já é algo sério e fiel, sem mais ninguém. Sendo assim, qual é a vantagem de ficar direitinho?
Confesso que na hora em que Vitória me contou a história eu pensei exatamente a mesma coisa que ela. Concluí que como antigamente a palavra "casamento" pesava na cabeça deles, hoje em dia é a palavra "namoro" que pesa e dá sentimento de prisão temporária.
Ela continuou:
- E além disso, o que você disse que era ficar direitinho pra mim?
- Disse que era namorar.
- Sendo assim, você acha que eu acreditava que estávamos o quê?
Ou seja, o cara queria namorar com ela, mas no final das contas pareceu que era ela quem queria namorar com ele e saiu espalhando isso para as pessoas. Imaginem o quanto ela não ficou chateada, principalmente porque a Vitória é do tipo que odeia que as pessoas pensem algo dela que não seja realmente aquilo que ela pretendia.
Atualmente, Vitória está na fase do namoro com ele, apesar desse desentendimento, o fica direitinho acabou servindo para eles finalmente decidirem o que ambos queriam.
Nós, como jovens modernos que somos, fiquemos por dentro das 6 fases distintas de um relacionamento do nosso tempo: o fica, o fica direitinho, o namoro, o noivado, o amancebamento e o casamento.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A boate gay pelo olhar de Vanessa

Todo mundo espera alguma coisa de um sábado a noite, porém Lúcia e eu não esperávamos nada além de nos sentarmos num bar com nosso amigo Benjamin Otávio para colocar os babados em dia. Sabe como é, duas mulheres e um gay só pode dar muitos babados, e babados fortíssimos!
Enquanto Benjamin Otávio se "roía" por um relacionamento que estava mal resolvido, as horas foram se passando, e aquele "clima de bar" acabou por nos enjoar. Foi quando um dos meninos que estava na mesa nos sugeriu:
- Vamos para a boate!
Como eu e Lúcia não somos gays e nunca havíamos ido para uma boate gay, nós achamos que o convite não estava nos incluindo. Considerando também que era a primeira vez em que Lúcia de fato saía com muitos gays e escutava o drama de um relacionamento gay, o que é uma verdadeira novela mexicana assim como a dos relacionamentos heteros, não achei que ela fosse topar. Mesmo assim o convite foi feito:
- E aí? Vamos?
Para minha surpresa Lúcia não hesitou:
- Vamos!
Ainda ganhamos boas referências e instruções em forma de piada com a situação:
- Vocês vão adorar! É o melhor lugar para as mulheres heteros dançarem! E nem se preocupem com o fato de alguém dar em cima de vocês, qualquer coisa vocês se agarram no meu braço e no do meu namorado, ou se preferirem, no braço uma da outra!
Na verdade, o meu desejo era o de ir em outra boate gay, uma em que toda vez que passava próximo a ela eu escutava as melhores músicas, daquelas que você sente vontade de dançar até o sol raiar! Sem falar naquela fila, o que é aquilo? Cada cara que entrava naquela boate era uma espécie de "depressão momentânea":
- Por quê? Por que você é gay? Eu posso te converter! AAAAAHHHHH!
Sempre ouvi que ela era a mais chique e mais cara entre todas da cidade, então sempre pensei que se fosse para ir numa boate gay que fosse nessa. Porém a única que estava funcionando no dia era a que os nossos amigos nos convidaram, a que eu tanto desejava ir havia fechado.
Ao chegar lá percebemos que o ambiente era legal, mas que nenhum cara se comparava aos caras da fila da boate na qual eu tinha vontade de conhecer (deixando claro que somente os NOSSOS amigos se comparavam), daí a "depressão momentânea" nem foi tanta. E para quem achava que eu ia contar que chegando lá eu vi toda espécie de coisas promiscuas, se enganou. Esse tipo de pensamento me faz lembrar...
Primeira coisa que uma hetero deve saber sobre a boate gay:
É uma boate normal, as mesmas músicas são tocadas, os ambientes são os mesmos, um aberto e um fechado, as danças são as mesmas, os cantores e os DJs são os mesmos e as mesmas bebidas são vendidas. A diferença está no fato de que algumas vezes você verá homens se beijando, o que já era até óbvio.
Segunda coisa que uma hetero deve saber sobre a boate gay:
De cada 10 pessoas que estão lá, 2 são mulheres e 8 são homens. Os 8 homens, com 99% de certeza, são gays. As 2 mulheres quase sempre são heteros, geralmente são amigas de seus amigos gays e não perdem uma boa balada.
Terceira coisa que uma hetero deve saber sobre a boate gay:
A segunda coisa me leva a lembrar a terceira coisa: você pode andar despreocupada, diferentemente das "boates heteros", onde alguns caras te puxam, ninguém me parou e tentou me agarrar. Como eu disse antes, lésbicas eu acho que são poucas e homens heteros creio que sejam só os garçons, seguranças, caixas, enfim, as pessoas que trabalham lá. Isso tudo não que dizer que você está livre de uma cantada e de uma "secada".
Quarta coisa que uma hetero deve saber sobre a boate gay:
Lembrando novamente que as pessoas que trabalham lá provavelmente são heteros, então eles vão te "secar"! Ou seja, mesmo que uma menina não tenha me olhado com segundas intenções, outras pessoas olharam, assim como acontece na "boate hetero".
Quinta coisa que uma hetero deve saber sobre a boate gay:
Mesmo sabendo que algumas pessoas te olham com segundas intenções, você sentirá falta de ser paquerada, e poderá ficar um tanto enciumada, pois todos os caras lindos vão dar em cima dos seus amigos gays e não de você.
Sexta coisa que uma hetero deve saber sobre a boate gay:
Já que você não precisa se "esquivar de cantadas e puxadas", só te resta fazer uma coisa, o motivo pelo qual você foi numa boate gay: dançar! Sim! Você pode dançar! E dançar do jeito que quiser, sem restrições, sem pessoas olhando com cara de "eu vou te pegar" ou achando que você está seduzindo alguém.
Sétima coisa que uma hetero deve saber sobre a boate gay:
Como você foi para dançar e vai dançar muito, aí vai um conselho: vá de salto baixo! Infelizmente eu fui de salto alto, e imaginem o meu desespero, as minhas pernas não respondiam à minha vontade de dançar. Normalmente eu diria para irem sem salto, mas, segundo meu amigo Benjamin Otávio, como os gays nos causam inveja com os caras lindos que eles agarram, façamos inveja dos nossos sapatos lindos de salto, os quais eles jamais poderão usar! É triste, muito triste!
Oitava coisa que uma hetero deve saber sobre a boate gay:
Tirando o lado triste, vamos para a parte alegre da dança. Outra coisa que eu fiz na boate foi dançar a dois com uma pessoa do sexo oposto e sem que ele ficasse pensando no quanto gostaria de estar me beijando. Porque além de ser somente meu amigo, ele é gay!
Nona coisa que uma hetero deve saber sobre a boate gay:
Além de ser meu amigo e gay, ele é o melhor dançarino do mundo! Os gays são os melhores dançarinos do mundo! Não, não, não é aquela dança do tipo "clube das mulheres", eles dançam muito bem mesmo, uma oportunidade igual você jamais terá!
E para finalizar...
Décima e última coisa que uma hetero deve saber sobre a boate gay:
O famoso globo espelhado não é uma lenda, ele existe!
Obs.: Combinei com Benjamin Otávio que agora não vou mais para a boate gay, somente se ele me levar na mais chique e mais cara da cidade!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

"Tá de portas abertas pra mode a gente se amar..."

Não adianta, é regra, todo casal sempre tem um lugar especial. Não acredita? Bem, se você diz que não tem ou acha que não tem um lugar especial, espere só até o dia em que vocês terminarem, em breve você passará por esse lugar e involuntariamente lembrará daquela pessoa e se dará conta de aquele era "O lugar" de vocês. Esse lugar geralmente está marcado por algum acontecimento que vocês dois realizaram juntos. Em alguns casos, foi lá aonde vocês deram o primeiro beijo, ou dançaram pela primeira vez, ou cruzaram os olhares pela primeira vez, ou o lugar aonde vocês se conheceram, ou muitos outros acontecimentos em particular.
No mundo ideal, dos filmes e dos sonhos, esse lugar sempre é um lugar "mágico", ou clichê, como uma praça de jardins verdes, um parque ensolarado, ou uma praia ao entardecer. Alguns casais tem a sorte de ter um lugar como no mundo ideal, as chances aumentam quando um dos envolvidos planeja a situação:
"Hum, vou beijá-lo pela primeira vez na praia onde nos conhecemos."
"É, vou pedi-la em casamento no nosso futuro apartamento."
Vocês lembram do Thales? Como não poderia ser diferente, nós também tivemos um lugar onde realizamos as coisas especiais de um casal, e se vocês lembrarem da primeira história que contei sobre ele, ficará fácil adivinhar qual lugar foi esse. Foi nessa história que contei exatamente a primeira situação especial de um casal: a declaração.
Eu diria até que talvez algumas pessoas se identificarão com esse local, não é o local mais romântico do mundo, mas com certeza te leva aos locais mais românticos. Ficou fácil não? Se você pensou o carro, acertou!
"- Me encontro na mesma situação que você me descreveu hoje, gosto de você como você gosta de mim, senão mais...
'Esta é a hora, flutuando na lagoa (no meu caso, dirigindo no carro)
Veja só que hora boa, não perca esta chance...'"
E se vocês lembrarem bem da história, a primeira demonstração de afeto dele por mim, veio com o carro também, com a escolta que ele me fez.
"O primeiro motivo foi uma 'escolta' que ele fez no próprio dia da festa até minha casa, segundo ele eu deveria ir ao grupo como uma forma de agradecimento pela sua gentileza."
E quem disse que a história do carro parou por aí? Na semana seguinte após a declaração, nós demos o primeiro beijo, e adivinhem aonde foi? Lógico... no carro! E não demorou muito para que o pedido de namoro viesse, e acreditem... foi no carro também!
Com o tempo, as pessoas começaram a perceber que nosso namoro só andava quando a gente andava... no carro! Era como se o carro tivesse poderes mágicos, que sempre renovava o namoro e nos unia mais.
As piadas começaram a surgir, Thales e eu brincávamos que se um dia aquele carro fosse vendido, ou trocado por outro, nosso namoro provavelmente acabaria. E quem achou que era uma piada interna, que somente nós fazíamos, se enganou. Certa vez, Deyse e outro amigo meu se perguntaram se eu e Thales estaríamos bem, e um deles acabou soltando a piada que os fez rir muito:
- Devem estar bem, soube que eles saíram no carro ontem.
O próprio Thales utilizava o carro para ficar mais tempo comigo, quando ia me deixar em casa sempre desacelerava ou até mesmo acabava dando voltas no quarteirão:
- Porque você tá indo tão devagar?
- Pra ficar mais tempo contigo...
Como todo casal, nosso namoro começou a ter pequenos problemas e nós discutimos a relação... no carro! E era incrível como tudo ficava bem depois que conversávamos lá. Fazer as pazes então, nem se fala, o carro já era profissional nisso. E se a gente pensasse em acabar o namoro, o carro dava todo o clima para isso não acontecer, e acabávamos... por namorar lá mesmo.
O tempo passou e o relacionamento não vingou... E nós acabamos... Não, não foi no carro! Eu disse que ele tinha poderes mágicos para unir as pessoas, não desunir! Provavelmente se tivéssemos tido a conversa do término no carro, nós ainda estaríamos juntos. Daí provavelmente ele teria me pedido em casamento no carro, ou mais, nós teríamos nos casado no carro, com direito a lua de mel lá mesmo, ou pelo menos ir para a lua de mel nele mesmo.
Hoje, Thales aluga o carro para os casais que precisam de um "empurrãozinho" no relacionamento. Brincadeira né, mas não é uma boa idéia?

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

10 motivos para não te beijar

Ellen e eu estávamos numa boate, já era fim de noite, quer dizer, na verdade era início de manhã, sendo mais precisa eram umas 6hs da manhã. Para a surpresa da Ellen um cara sentou ao seu lado e começou a babar nas cochas dela, literalmente falando. Ele deitou por cima das pernas dela e não parou de cantá-la.
Nessas horas a gente se pergunta aonde está a pessoa que veio acompanhando esse cara. E para que a gente pergunta? Não demorou muito, e lá estava o amigo dele, que acabou por sentar ao meu lado.
- Oi, sou Márcio, prazer, você é...
Quando alguém se apresenta para você na intenção de ter algo mais do que uma simples conversa, no seu subconsciente você faz uma lista de motivos pelos quais você não ficaria com aquele cara, não necessariamente na ordem em que elas vem. Geralmente começa por um simples motivo.

1° motivo: Eu não quero.
- Vanessa.
- Hum... Vanessaaa...
Ele deu uma longa pausa no meu nome, na certa deveria estar pensando na próxima coisa que ele diria para me "encantar" com a pessoa dele.
- Você parece uma bonequinha sabia?
- Bonequinha?
- É.
2° motivo: Você me chamou de bonequinha.
- Acho que nunca me chamaram disso.
- Não? E o dizem que você é?
- Que sou bonita, linda...

3° motivo: Sou areia demais para o seu caminhão.
- É, realmente, é uma bonequinha muito linda.
- Obrigado. Mas... Por que bonequinha?
A curiosidade que tive foi mais forte do que a vontade de expulsá-lo.
- Não sei, deve ser por causa do seu cabelo cacheado.
Alguém já percebeu que o fato de se ter cabelos cacheados são sempre uma razão, ou uma desculpa, para a aproximação de algumas pessoas? Nessas horas eu penso seriamente em alisar o cabelo.
Minha amiga Ellen, que já estava cansada do amigo dele, tentou desviar a atenção do cara que falava comigo, acho que até querendo "me salvar". Ela disse:
- Ei, ela tem namorado.
Ele fez de conta que não ouviu. Então ela disse outra coisa:
- Ei, teu olho é lindo.
Só para matar a curiosidade dos leitores, os olhos dele eram azuis.
- Obrigado, mas eu queria que a bonequinha achasse isso também.
- Ok, seus OLHOS são bonitos.
Eu falei OLHOS, tá? OLHOS! Satisfeito? Pronto, já fiz o que você queria, agora pode ir embora.
4° motivo: Seus olhos são bonitos, mas você é feio.
- Ai bonequinhaaa... Fica comigo?
Se ele ainda não havia percebido a maneira desanimada com a qual eu falava, então era porque outro motivo não havia ficado claro.
5° motivo: Não estou com a mínima vontade.
- Não.
- Por que não?
Tá certo, eu poderia fazer uma lista de motivos, a qual eu até já comecei no meu subconsciente, mas nesse momento os motivos conscientes vieram na minha cabeça:
6° motivo: Eu gosto de outra pessoa.
7° motivo: Eu estou pensando nessa outra pessoa agora mesmo, nesse exato minuto em que conversamos.
O 8° motivo, e com certeza o mais importante, foi o que eu realmente acabei por dizer:
- A bonequinha aqui já tem um bonequinho.
8° motivo: Eu tenho namorado.
- E aonde tá o bonequinho da bonequinha?
Tipo assim, é da sua conta?
- Em casa dormindo, ou talvez acordando agora para ir trabalhar.
- E ele sabe que você tá aqui?
- Sabe, na verdade, foi ele mesmo quem me deixou aqui. Eu saí para jantar com ele e logo em seguida ele me deixou aqui para passar a noite com minhas amigas.
- E que espécie de namorado é esse que te deixa sair só?
Da espécie "eu confio na minha namorada", já ouviu falar?
- Ele confia em mim.
- Ahhh bonequinha, ele não tá aqui, fica comigo...
Isso me leva a te dizer o 9° motivo pelo qual não fico com você.
- A bonequinha aqui é fiel ao bonequinho dela.
9° motivo: Eu sou fiel ao meu namorado.
- Bonequinha, eu também sou! Sou fiel a você!
E eu só pude fazer uma coisa, me levantar para ir embora.
10° motivo: Porque eu não tenho pena de ninguém.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

O debate político

Se você é daquele tipo de pessoa que não se arrisca por medo de levar um "fora", saiba: você pode levar um "fora" sem ter pedido absolutamente nada, e, é quase certo, que esse "fora" virá de alguém que você jamais iria querer ter algo a mais. Os "dispensados" que não se conformam com a derrota, fazem questão de que o jogo vire e você seja o derrotado.
É praticamente um debate político, onde o candidato (ou pretendente a te dar uns amassos) pergunta e você naturalmente responde. Não satisfeito com a resposta que você deu, o candidato logo seguida "tem direito" a uma réplica, a qual você não está pronta para receber e às vezes não consegue ser rápida o suficiente para elaborar uma tréplica à altura.
Ficou confuso? Ok, vamos as definições segundo o dicionário:
Pergunta:
ato de perguntar; interrogação; inquirição; quesito.
Ex.: Qual o telefone da gatinha?
Resposta: ato ou efeito de responder; o que se diz ou se escreve àquele que fez uma pergunta ou formulou uma questão.
Ex.: Tá na lista.
Réplica: ato ou efeito de replicar; contestação; objeção;
Ex.: Mas... Eu não sei seu nome.
Tréplica: resposta a uma réplica; ato de replicar.
Ex.: Tá na lista também, antes do número do telefone.
Nem sempre é possível responder a uma cantada, ou dar um "fora", e estar totalmente segura de que você se livrou do candidato, o pior ainda pode acontecer e talvez você não tenha tréplica para isso.
A primeira vez que isso aconteceu comigo, eu estava numa boate dançando, quando de repente escutei uma pergunta:
- Oi! Posso saber seu nome?
A resposta veio quase que automática:
- Não!
E eu tive que ouvir uma réplica que me deixou sem tréplica:
- Graças a Deus!
O próximo caso me faz dar o seguinte conselho para vocês: Jamais salve sua amiga de um cara chato que não pára de dar em cima dela.
Estava com minha amiga Hannah em uma mesa do lado de fora da boate, ela não aguentava mais a insistência de um cara que se utilizava do fato de ser Paulista como o maior argumento para ficar com ela.
- Porque eu sou Paulista... Blá, blá, porque eu sou Paulista.
A cara de desconforto, com aquela situação, ficava evidente cada vez em que ela me olhava. Era quase um "Socorro! me tira daqui!" só que falado através dos olhos.
Ele perguntou mais uma vez:
- Mas então, não vai rolar e tal?
E eu, cansada daquela situação, respondi:
- Seguinte, ela é minha irmã mais nova, minha mãe não quer ela se agarrando por aí e mandou eu tomar conta dela. Beleza?
Então... Eu ganhei uma réplica:
- Ah é? Então me responde por que a irmã mais velha ainda tá de batom e a mais nova não?
Ainda houve uma tréplica, que não convenceu o candidato, vinda da minha amiga Ellen:
- Já ouviu falar em "trazer o batom e passar de novo"? Ou você acha que um batom dura a noite inteira?
Mas a pior réplica que já ouvi falar, aconteceu com um amigo meu.
Rodolfo estava em um forró e resolveu convidar uma menina, mais velha que ele, para dançar.
Pergunta: - Oi, posso dançar com você?
Resposta: - Tu é doido é? Leite Ninho tá caro!
Réplica: - E por que você acha que vim atrás de uma vaca?
E eu acho que não existe tréplica para isso. Se existe, por favor me digam...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Quero ser uma princesa

Deve ser o sonho de quase toda garota encontrar o "príncipe encantado", casar e ter um final do tipo "Felizes para Sempre" como nos filmes da Disney. Porém, se você quer mesmo encontrar o príncipe encantado e virar uma princesa, vejamos o que as outras princesas já não tiveram que passar para ter o seu suposto final feliz.
A Pequena Sereia
Primeiramente, vejamos o caso da sereia Ariel. Ela simplesmente fez uma espécie de "pacto com o diabo" para ficar com o príncipe Eric, assinou um contrato com a bruxa mais poderosa do oceano para adquirir atributos que pudessem conquistar seu príncipe. No caso dela, pernas. Pobre Ariel, até sem voz ela ficou, e o príncipe Eric por um triz não casou-se com a bruxa!
Essa aí, coitada, tinha que jogar as tranças para o príncipe subir até a torre em que ela morava. O príncipe não se dava nem ao trabalho de levar uma escada ou uma corda. Nãããooo, ela tinha que ser puxada pelos cabelos mesmo!
A Bela e a Fera
A Bela precisou conviver, durante muito tempo e com muita paciência, com uma "fera" em vários sentidos. Era "fera" no nome, na aparência, na brutalidade e na grosseria, e ainda era mal-educado, mal-amado, e talvez até mal-comido. E digo mais, antes dele virar príncipe, a Bela teve que dar uma de professora e ensinar muitas boas maneiras para que o mesmo pudesse se salvar de ficar fera para sempre.
Shrek
Acho que da princesa Fiona não preciso nem dizer nada. O resultado da sua busca pelo "príncipe encantado" todos nós sabemos: virou uma ogra, foi viver na lama e ainda ganhou de brinde um amigo Burro.
Aladdin
A princesa Yasmin já era princesa, o que mais ela poderia querer? Ah sim, um príncipe lógico! E o que o Aladdin fez? Típico caso do "príncipe" mentiroso, o cara fingiu que era rico para ela supostamente se encantar com isso e criar a mera ilusão que eles podiam casar e viver felizes para sempre. Daí, quando ela já estava totalmente apaixonada, ele disse: "É, pois é né Yasmin, eu não sou rico, nem príncipe. Na verdade, eu roubo pão."
Sininho ou Tinker Bell
O maior sonho da Sininho era o de ter o tamanho de um ser humano qualquer. Desejava isso para poder abraçar o seu amor platônico, Peter Pan, um menino perdido, imaturo e que não queria crescer. Enfim, ela gostou dele a vida toda e o Peter Pan nunca se tocou disso.
Cinderella
Fez de tudo para ir para a porcaria do baile, cumpriu milhões de tarefas e sofreu o pão que o diabo amassou. Por sorte, a fada madrinha apareceu e fez mágica, fazendo com que ela dançasse com o príncipe a noite toda, olhos nos olhos e rosto colado. E por mais sorte ainda, ela esqueceu o sapato de cristal, porque senão ela nunca mais seria encontrada. Veja bem, o cego do príncipe ainda teve que sair calçando o sapato em todas as mulheres do reino até encontrá-la.
Branca de Neve e A Bela Adormecida
Esse caso tem tudo a ver com a expressão "espera sentado". Tenho que confessar, ainda bem que a princesa Aurora e a Branca de Neve estavam dormindo, porque esperar pela boa vontade de um príncipe não sei durante quanto tempo não é nada fácil.
Depois de todas essas histórias, só tenho uma coisa a dizer:
Acho que já somos princesas...

sábado, 11 de outubro de 2008

"Isn't it ironic... don't you think?"

Certa vez, conversando com minha amiga Vitória, ela me disse que acreditava que na vida nada acontecia por acaso, tudo tinha uma razão de ser, desde as pessoas que aparecem como as que se vão também. Ela continuou:
- Eu te falei tantas vezes que talvez você devesse acabar seu namoro por não estar sendo aquilo que você esperava, e hoje me encontro numa situação parecida, sem saber se desisto ou se continuo tentando. Será que a razão disso tudo é castigo por eu ter falado isso para você?
Na mesma hora eu disse que não, um castigo não faria sentido. Porém, pensei em outra coisa que também estava relacionado ao que ela havia me dito: "Será que ela precisava ver o meu exemplo para melhor entender a situação em que ela vive hoje e isso ter influência na decisão dela?"
Lembrei-me do meu primeiro namorado, um relacionamento a distância. Quase todas as pessoas à minha volta diziam que não daria certo, e foi assim durante muito tempo. O mais engraçado é que uma dessas pessoas, que julgava o tipo de relacionamento que eu levava, viveu isso também no decorrer do tempo em que eu namorei. Acabou dando certo para ela, já o meu, não vingou, e fracassou exatamente quando todos perceberam que poderia dar certo, quando se convenceram de que realmente iríamos nos casar. Enfim, talvez tenha durado tempo suficiente para as pessoas finalmente acreditarem que era possível e para inspirar outros que viriam a passar por tal situação.
Por falar em namoros que viram casamentos, não é engraçado que você namore, 3, 4, 5 anos e case justamente com aquele namorado que você conhece a menos de 1 ano? Na maioria dos casos acontece assim.
Lembrei da minha amiga Ellen, ela teve um desses namoros como o meu, onde todos acreditavam que eles iriam se casar. Alguns anos depois que eles acabaram, ele a procurou. O fato é que ele passava por um momento de tribulação em sua vida, e ao em vez de procurar apoio nas pessoas que estavam próximas, procurou apoio na Ellen, que já havia se afastado fazia algum tempo. A princípio a gente pode pensar: é, no caso dela talvez a vida dos dois tivesse que "dar essa volta" para eles se reencontrarem e finalmente ficarem juntos. Mas não, isso aconteceu para que ela finalmente o deixasse ir de sua vida, para a história deles ter seu fim e não uma continuidade como acontece com a maioria que se reencontra. Esse reencontro fez ela perceber que ele não era o cara certo para estar com ela, o que ela achou que devia dar certo, não deu, e ainda bem que não teve a chance de acontecer, pois não daria certo novamente, como foi há 3 anos atrás. Também, provavelmente, ela perderia tempo e não conheceria o Mário, seu atual namorado. Hoje eles, Mário e Ellen, estão enfrentando 6 meses de relacionamento à distância para poderem ficar juntos novamente. E o engraçado é que, ela sabendo o que eu já vivi, hoje recorre a mim para saber como eu agüentava tal situação, e consegue entender como me senti quando vivenciei aquilo.
Voltando ao que minha amiga Vitória disse sobre ela estar sendo castigada, também pensei em outro
exemplo, mas dessa vez bem ridículo. Há uns 4 anos atrás estávamos eu, Deyse e Loana na praia, nós soltamos uma brincadeira dizendo o quanto os "Dirceus" eram os melhores namorados do mundo, pois na época nós três namorávamos garotos que se chamavam Dirceu. Namoramos durante muito tempo, cada qual com seu Dirceu, mas hoje nenhuma de nós namora Dirceu, e tão pouco namoramos outro. Será que foi um castigo porque nos gabamos de namorar "Dirceus"?
Ok, falei isso para ser ridículo mesmo, é claro que não foi um castigo! Mas é mais uma estúpida ironia da vida, podendo te surpreender com situações pelas quais você nem imagina que irá passar. E como às vezes precisamos passar por situações ruins para que aconteçam situações boas, talvez seja sempre aquela velha história do "tive que sair disso para abrir os olhos e encontrar algo melhor" ou do "tive que perder para aprender dar valor".
Já dizia Alanis Morissette na música "Ironic":
"Bem, a vida tem uma maneira engraçada
de te atrapalhar quando você pensa que está tudo bem
e tudo está dando certo
E a vida tem uma maneira engraçada
de te ajudar quando você pensa que tudo deu errado
e tudo explode na sua cara..."
Será que a vida sempre dá um jeito de mostrar que quando você diz, ou faz algo, se está errado ou certo? Seja isso com sua própria experiência, a prática, ou pela experiência dos outros, a teoria? Aparentemente, entende-se que não são só as suas próprias experiências que tem influência na vida, as experiências dos outros, querendo ou não, tornam-se de alguma maneira nossa parte teórica também. Enquanto alguns vivenciam a prática, outros apenas tentam entender a teoria de nossa prática para não cometerem erros. Acho que a pergunta em questão seria: Será que a nossa prática sempre tem uma razão de ser? Mesmo que seja apenas para se tornar teoria para alguns, ou talvez prática depois?

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

"Quem bebe Sukita não engole qualquer coisa"

Pois bem, hoje eu tenho uma charada, aí vai:
Qual é o tipo de cara que numa balada te chama de bebê?
TIC TAC TIC TAC TIC TAC...
Tempo esgotado!
Se você respondeu que é o cara com faixa etária acima de 40 anos que dá em cima de garotas que são no mínimo 20 anos mais novas que ele, acertou! É o famoso "Tio". E quem não lembra daquele famoso "Tio" da propaganda da Sukita?
Nada contra os "Tios", para ser sincera alguns até despertam o nosso interesse, mas se você não dá bola para um deles, não tem porque o mesmo insistir.
Eu, Ellen e Lúcia, estávamos num desses barzinhos com música ao vivo. E veja bem, não tem nada mais inconveniente do que você sentar numa mesa e os caras da mesa ao lado ficarem "secando" você e suas amigas a noite inteira. Agora imaginem o quão inconveniente isto pode se tornar quando esses caras são 30 anos mais velhos que vocês e nem um pouco atraentes.
Cansadas de tal situação decidimos pedir a conta e nos levantar para ir embora. Mas ao nos levantarmos:
- Ei bebê!
Tem alguém de fralda, chupeta ou mamadeira pra ele tá chamando de bebê? Sinceramente, já passa de 1:00 da manhã, acho que todos os bebês do Brasil estão em seus berços dormindo!
- Psiu!
E como era de se esperar, a gente sempre ignora...
Já saindo do bar, estávamos na calçada para atravessar a rua quando...
- Psiu, ei bebê!
E quando acontece na terceira vez, a gente ignora também...
- Psiu, bebê!
Ignora...
Já atravessando a rua e chegando ao outro lado dela...
- Psiu, ei bebê!
Calma...
- BEBÊ!
Ok, entendam uma coisa, eu não tenho nada contra homens mais velhos, mas quem insiste merece resposta, e ele pediu por isso...
- Pois não vovô?
Porque enfim né, tio ainda dá pra pegar...

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Se o coco tiver os requisitos certos, rola

Quais são as chances do mesmo cara dar em cima de você no mesmo lugar, exatamente na mesma mesa e no mesmo dia da semana?
Deyse e eu estávamos numa dessas caraguejadas de quinta-feira. Eu não imaginava que pintar as unhas de azul e vestir uma camisa preta com a palavra "No" escrita, pudesse ser motivo para a aproximação de um cara.
- Ôôôôôiiiiiiii!
- Oi.
- Gostei de você!
- É mesmo? Por quê?
- Tipo, tu tá altamente tricolor com essas unhas azuis!
- É?
- É, Fortaleza e tal, azul e vermelho.
- Nossa...
- E essa blusa preta com esse "No"!
- O que tem ela?
- Ela é altamente tricolor! É tipo, "No preto", "No Ceará", sacou?
- Hum... Saquei... Deixa eu adivinhar seu nome?
- Deixo, duvido que você adivinhe!
- Lázaro.
- Caramba! Tu é boa mesmo! Ou... Vem cá, tu me conhece?
Vamos relembrar um post que fiz nas férias do começo do ano, em
17 de Fevereiro de 2008:
"História 4 - Escolha bem o batom que você usa
- Esse seu batom é muito bonito.
- Obrigado.
- Mas acho que você ficaria melhor ainda sem ele.
Silêncio constrangedor...
- Mas eu só posso fazer isso se você me permitir.
Silêncio ainda mais constrangedor...
- Posso?
- Não."
Pois bem, esse é o Lázaro. E com essa nós podemos concluir que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas uma cantada cai.
- Você já deu em cima de mim nas férias passadas, aliás, por coincidência, numa caranguejada de quinta-feira, nesse mesmo lugar e nessa exata mesa.
- Foi?
- Você disse que meu batom era bonito, mas que eu ficaria melhor ainda sem ele e perguntou se poderia tirar e eu disse "Não".
- Ei! Essa cantada é boa né não?
- Oh, se é!
- Peraí que vou usar com a tua amiga.
Coitada da Deyse, ele se voltou para ela e me pedindo silêncio soltou:
- Ei, teu batom é lindo.
Acho que nem preciso dizer que a Deyse me olhou com uma cara de "Quem é esse louco? O que eu digo?". Então eu a ajudei:
- Agora você diz "Obrigado".
- Obrigado.
- Mas você ficaria melhor ainda sem ele, posso tirar?
- Não.
- Tá, então assim, tu tá vendo aquele morro ali?
- Não.
Detalhe: Embora estivéssemos na praia, não havia nenhum morro ou duna próximo, não faço a menor idéia de que morro ele estava falando para a Deyse.
- Tá, mas o coqueiro, aquele ali, tu tá vendo?
- Tô.
- Tá vendo o coco?
- Não tem coco.
- Mas se o coco cair rola?
- Cai.
Isso veio seguido de uma risada coletiva dos três envolvidos.
- Olha lá o que você vai me responder hein.
- Mas não tem coco!
É, e não tinha mesmo. Mas vamos filosofar a respeito, mesmo que existisse um coco, será que o coco cairia e rolaria? Oh Céus, eu me pergunto! Porque se você pensar bem dependem de muitas coisas para um coco cair e rolar.
1 - A altura da qual ele cai;
2 - A velocidade com a qual ele chega ao chão;
3 - O quão redondo ele é;
4 - O atrito dele com a superfície;
5 - A inclinação dessa superfície;
Ou seja, o coco tem que ser um coco com os requisitos certos pra poder cair e ainda rolar. Então, pensando bem, a pergunta dele foi até complexa.
Mas, voltando para a história, a noite se seguiu com ele tentando beijar minha amiga e ela dizendo:
- Não.
Ele tentando, e ela:
- Não.
E eu pensando: "Isso vai dar uma ótima história para o Meu Sopro."
Quando ele finalmente cansou...
- Olhe, eu vou embora! Mas se eu te ver ficando com um cara mais feio que eu, eu volto aqui! Ouviu?
Sim Senhor! Quem é ela para dizer algo? Ela não entende nem de cocos que caem e rolam na areia, quanto mais de caras bonitos.
Esse encontro foi construtivo para as nossas vidas, pois nós aprendemos que se aquele coco, especificamente aquele coco daquele coqueiro, cair, ele não rola... Ou será que rola? Não sei, acho que depende de qual coco vai cair.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Os 5 Estágios da Vanessa na Areia Movediça

Não é exatamente uma história minha que tenho para contar hoje, na verdade é uma história "universal", que acontece praticamente com todos, o famoso "chute" de uma relação. Pode ser qualquer tipo de relação, um fica, um namoro, um casamento, uma sociedade, uma parceria, etc. Se você não viu aquele famoso vídeo "Os 5 Estágios de uma Girafa na Areia Movediça", provavelmente não entenderá esse post, sendo assim, assista.
Os estágios apresentados são: Negação, Fúria, Barganhando, Depressão e Aceitação. Considerando as experiências já vividas pelas pessoas que conheço e por mim mesma, nem sempre esses 5 estágios ocorrem exatamente nessa ordem no que se refere ao fim de um relacionamento. No meu caso, por exemplo, ocorreram na seguinte ordem: Fúria, Depressão, Negação, Barganhando, GRANDE DEPRESSÃO e Aceitação.
A partir disso, é possível traçar um paralelo do vídeo da Girafa com o final de um relacionamento.
Num primeiro momento você negará até o fim, não acreditará, pensará que está num pesadelo e que brevemente acordará. Não será por mal, mas seus amigos provavelmente te dirão frases idiotas como "vocês voltam" e "é só uma fase".
Quando você finalmente perceber que não é só uma fase, que vocês não vão voltar, que não é um pesadelo e que na verdade já está acordado, você será dominado pelo estado da fúria, se sentirá traído e enganado, tanto pela pessoa que fez isso com você quanto por você mesmo. Para aqueles que possuem "sangue quente" ou "cabeça quente", possivelmente terão pensamentos brutais, como por exemplo: socando a cara de seu "amado" até ele sangrar, ou mordendo a cara de alguém como no caso da Girafa.
Depois de tentar todas as coisas terrenas possíveis para que vocês tivessem um final feliz, você resolverá recorrer as coisas "não terrenas", seja tendo uma conversa sincera com Deus, ou indo naquele pai de santo para fazer aquele feitiço, ou quem sabe, venderá sua alma ao diabo. Não importa como, mas de alguma maneira você tentará barganhar para ter de volta o que perdeu.
Visto que nem as coisas terrenas e nem as "não terrenas" funcionaram, você cairá num estado de depressão, onde a única coisa que você saberá fazer é chorar e enxugar lágrimas, chorar e enxugar lágrimas, às vezes chorar, ligar para um amigo, se lamentar e enxugar lágrimas.
E por último, o estágio mais importante de todos, você aceitará. Vá pro inferno! A vida é muito melhor e maior do que ficar numa cama chorando por quem, uma hora dessas, está por aí vivendo enquanto você está morrendo.
Só haverá um problema, nesse tempo todo você não se dará conta, mas na verdade estava afundando, e mais cedo ou mais tarde chegará ao "fundo" do poço, ou como a Girafa, ao "fundo" da areia movediça. O seu consolo é que, estando no "fundo" do poço, as coisas não têm mais como piorar, e a tendência será a de alguém vir e te puxar para fora dele.
Considerando todos estes estágios e suas explicações, podemos "traduzir" as falas da Girafa para a nossa realidade:
Estágio 1 - Negação

A Girafa diz:
"Tá, grande coisa. Provavelmente nem é areia movediça! Vou dar boas risadas com a galera quando lembrar disso hoje à noite. Hahahah... Hahah... Ha..."
Nós dizemos:
"Tá, grande coisa. Provavelmente nem é o fim mesmo! Vou dar boas risadas com ele quando lembrar disso amanhã. Hahahah... Hahah... Ha..."
Estágio 2 - Fúria

A Girafa diz:
"AH PERFEITO! Areia movediça ESTÚPIDA! Floresta ESTÚPIDA! AAAAHHH! Quero morder a cara de alguém!!! FILHA DA P... ! FILHA DA P... ! F-I-L-H-A D-A P... ! AAAHHH! ESSA FLORESTA ESTÚPIDA!!!"
Nós dizemos:
"AH PERFEITO! Garoto ESTÚPIDO! Eu sou uma ESTÚPIDA! AAAAHHH! Quero espancar a cara de alguém!!! FILHA DA P... ! FILHA DA P... ! F-I-L-H-A D-A P... ! AAAHHH! ESSE RELACIONAMENTO ESTÚPIDO!!!"
Estágio 3 - Barganhando
A Girafa diz:
"Você está aí Deus? Sou eu... Girafa. E... Escuta... Se você me der uma nova chance fora dessa areia movediça e tal... Eu prometo... Eu PROMETO... Não mijarei mais em cima das suas pequenas criaturas... E aí? Temos um acordo?"
Nós dizemos:
"Você está aí Deus? Sou eu... Vanessa. E... Escuta... Se você me der uma nova chance com ele e tal... Eu prometo... Eu PROMETO... Não brigarei mais por causa de pequenas coisas... E aí? Temos um acordo?"
Estágio 4 - Depressão
A Girafa diz:
"BUÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!!BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!!!!!!"
Nós dizemos:
"BUÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!!BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!!!!!!BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!!!!!!BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!!!!!!BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!!!!!!"
Estágio 5 - Aceitação

A Girafa diz:
"Sabe de uma coisa? Eu tô de boa... Eu aposto que no paraíso tem mais folhas suculentas do que eu posso comer. E cada um tem sua própria máquina de raspadinha. Issooooo... Leve-me ó doce morte! Eu aguardo pelo seu doce abraço... O quê? Acho que eu cheguei no fundo... MERD..."
Nós dizemos:
"Sabe de uma coisa? Eu tô de boa... Eu aposto que no mundo tem mais caras maravilhosos do que eu posso imaginar. E cada um tem sua própria alma gêmea. Issooooo... Chute-me ó doce tolo! Eu aguardo pelo seu doce arrependimento... O quê? Acho que eu cheguei no fundo... MERD..."
Agora você já pode se perguntar: "Qual a minha ordem de Estágios na Areia Movediça?"

sexta-feira, 11 de julho de 2008

"Beija a Moça"

Já conhecia o Thales de outras festas que já havia ido do grupo de voluntários, mas numa festa em particular acabamos nos conhecendo melhor, e a partir desse dia ele sempre encontrava motivos para que eu fosse para as reuniões do grupo de voluntários.
O primeiro motivo foi uma "escolta" que ele fez no próprio dia da festa até minha casa, segundo ele eu deveria ir ao grupo como uma forma de agradecimento pela sua gentileza. Então... Eu fui...
Na segunda vez, segundo ele, eu teria que ir para buscar um anel meu que ele tinha "pegado emprestado" na primeira vez em que fui. Então... Eu fui...
Na terceira vez eu teria que ir, segundo ele, porque ele havia me entregado uma carta pessoalmente, então eu teria que responder essa carta e entregá-la pessoalmente assim como ele havia feito. Então... Eu fui...
E foi nessa terceira vez que acabei constatando "se afasta enquanto ainda dá tempo".
- Então, quando você vier sábado... Aliás, tenho que pensar no motivo pra você vir no próximo sábado.
- Thales, não virei mais.
- Por quê?
- Não posso mais ficar vindo.
- Não tá gostando?
- Não muito, mas o motivo é outro. É que não posso mais te ver.
- Por que não?
- Eu vinha pra cá por causa das pessoas, claro que também pelos motivos que você me dava, até porque eu nem gosto muito das reuniões. Mas com o tempo o meu motivo pra vir aqui mudou, eu venho porque quero ver você, porque gosto de estar com você, da sua companhia. Entende?
Tá, acho que agora ele vai me beijar...
- Entendo...
- Era isso, me desculpe qualquer coisa.
Eu ia adorar se fosse com um beijo...
- Mas então você pode vir e não me ver!
Pausa: é o quê?
- Mas eu só venho porque quero te ver.
Me beija...
- É né... Então você vem e me vê!
Sha-la-la-la-la, vocês já ouviram aquela música do filme da Pequena Sereia?
"Aí está ela, aprendendo a namorar
Nada, nada vai falar mas embora não a ouça
Dentro de você, uma voz vai dizer agora
Beije a moça..."
- Thales, não posso mais te ver, não tô afim de tomar na testa agora.
Me beija...
- Hum... Então você só vem por minha causa, e agora não pode vir mais por minha causa também?
- Sim...
Me beija...
- Eu entendo.
Vocês acham mesmo que ele entendeu?
- Então... Eu vou sentir sua falta...
Me beija...
"É verdade, gosta dela como vê
Talvez ela de você, nem pergunte a ela
Pois não vai falar, só vai demonstrar
Se você a beijar..."
- Mas a gente não pode se ver fora daqui?
- Se não posso te ver aqui, por que poderia em outro lugar?
Me beija...
- É, não fez sentido isso que eu disse.
Na verdade nada até agora fez.
- É isso...
Me beija...
- Bem, eu vou ali falar com o pessoal, você vai também?
- Não, vou ficar aqui.
Esperando você me beijar...
- Refletindo?
- Sim...
Não, esperando você me beijar...
Então eu fiquei ali e ele lá.
"Sha-la-la-la-la, vai não vai,
Olha o rapaz não vai, não vai beijar a moça
Sha-la-la-la-la, essa não, ele não tenta não
E vai perder a moça..."
2 horas depois...
- Vamos pra casa?
Acreditem, para complicar a situação eu estava de carona logo com ele. Imaginem o silêncio constrangedor. Eu que não gosto de nada mal resolvido, logo quebrei esse silêncio.
- Thales, você entendeu o que eu disse hoje?
- Sim, mas se você quiser me explicar de novo.
- Não, me explique você.
Depois disso você me beija...
- Você não pode mais me ver porque está começando a gostar de mim e não quer se decepcionar agora.
- Isso.
- Mas você não devia fazer isso.
- Por que não?
- Porque você não vai tomar na testa.
- Como assim?
- Porque eu gosto de você...
- Como assim?
Depois daquela atitude sem sentido eu tinha que ter certeza do que ele estava falando dessa vez.
- Me encontro na mesma situação que você me descreveu hoje, gosto de você como você gosta de mim, senão mais...
"Esta é a hora, flutuando na lagoa (no meu caso, dirigindo no carro)
Veja só que hora boa, não perca esta chance
Ela não falou e ela não vai falar,
Se você não a beijar..."
- E por que você não disse isso antes?
Traduzindo: E por que você não me beijou antes?
- Na verdade, eu fui pensar como eu ia fazer pra te convencer de ficar, pois queria poder te ver de novo.
Meninas, agora vocês podem fazer "ooooowwww".
- Você me deixou pensar mil e uma coisas.
Como por exemplo, que não queria me beijar...
- Desculpe Vanessa...
- Tudo bem...
- Agora que está claro para nós e para todos?
- Para todos?
- Sim, acho que todos perceberam que estava acontecendo algo entre nós nessas últimas semanas.
- É...
"Sha-la-la-la-la, vai com fé,
Que agora vai dar pé, é só você beijar
Sha-la-la-la-la, vai em frente
Não desaponte a gente, você tem que beijar..."

- Então... Como ficamos?
- Você quer saber se ainda vou nas reuniões do grupo?
Claro que não sua tonta!
- Não, quero saber como ficamos independente do grupo ou de qualquer outra coisa.
- Eu quero te ver mais vezes...
Mas antes me beija...
- Então verá.
Nesse momento chegamos na minha casa.
"Sha-la-la-la-la, pegue a mão,
Escute esta canção e beije logo a moça
Sha-la-la-la-la, pra ser feliz, faça o que a gente diz
E beije logo a moça.
Beija a Moça... Beija a Moça..."

Ah sim! Se ele me beijou ou não? Isso é segredo, e quem sabe assunto para uma outra história...

domingo, 1 de junho de 2008

Os 3 melhores, ou piores, "foras" que pode-se dar

Bem, ao longo de sua vida as mulheres recebem muitos elogios, cantadas, etc. Mas às vezes fica difícil saber como se livrar quando as pessoas são verdadeiros "pregos" e incomodam. Essa é uma lista de como algumas mulheres conseguiram se livrar desses "pregos". Porém, antes de usar alguma frase dessa lista ou outra qualquer, lembre-se: toda resposta pode vir seguida de uma outra muito mais desagradável que a sua, por isso, pense bem antes de falar e aplicar certas técnicas.
3° Lugar - As Aparências Enganam
Andando normalmente numa dessas festas com a Ellen, somos paradas por alguém que diz:
- Vocês são gêmeas?
Para tomarmos consciência do caso, notem as nossas descrições:
Ellen: Loira, cabelo liso, 1,65m, olhos verdes.
Vanessa: Morena, cabelo cacheado, 1,78m, olhos castanhos.
Nesse caso a melhor resposta a se dar é:
- Sim, almas gêmeas.
2° Lugar - Só Um
- Ah, me dá um beijo vai!
- Não...
- Só um...
- Não...
- Vou embora da sua cidade sem te dar um beijo?
- Vai...
- Tem certeza que não quer?
- Deixa eu te ver melhor.
[...]
- Agora eu tenho.
1° Lugar - Vamos Evitar o Constrangimento
Esse ocorreu com minha amiga Ellen.
O garoto olhou para ela, ela olhou para ele, porque afinal de contas ele está olhando para ela. Então, o que aconteceu? Pois é, ele veio na direção dela crente que era a última coca-cola gelada no deserto... Ela balançou a cabeça negativamente e pensou:
- Ah não! De novo não! Odeio, odeio essas conversinhas que já sei que a resposta é "não"! Não, só por hoje não!
Então, com aquele sorrisinho de "eu sou o cara" ele começou a abriu a boca, sabe lá Deus para falar o quê. E antes que ele pudesse dizer algo, ela se pegou dizendo:
- Não, sério, vamos evitar o constrangimento. Volta pro teu lugar.
E na sequência ela teve que aguentar aquela famosa cara de "Hã?".
- Não, é sério, você volta pro teu lugar, economiza a saliva e um discurso, continua sua noite agradável com os seus amigos e me poupa do trabalho de ser chata. E de quebra ainda me deixa continuar curtindo minha noite com as minhas amigas, que até então estava maravilhosa. Aí a gente evita uma conversa que todo mundo já sabe qual vai ser o final e fica todo mundo bem e feliz!
E para terminar, aquele sorrisinho amarelo:
- Certo?
É, para ela até estava certo, mas para ele não estava certo não, ele tentou mesmo assim e levou o não mesmo assim.
Não foi dessa vez que ela conseguiu se livrar fácil dele, mas o "vamos evitar o constrangimento" acabou servindo como pretexto em uma outra ocasião que fez com que ela conseguisse se livrar dele.
Em outro lugar, numa outra festa, esse mesmo cara apareceu e tentou novamente, mas dessa vez não foi com o "vamos evitar o constrangimento" que ela se livrou dele, e sim com "o vamos relembrar o seu constrangimento".

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Nem todo hetero age como hetero... E nem todo gay age como gay...

Estávamos eu, Hannah, Ellen e Lúcia dançando numa boate, e de repente nos aparece um cara dançando loucamente, pra ser mais exata tentando dançar comigo. Num primeiro momento eu não dei bola, pois quase sempre eles tem algo mais em mente do que apenas dançar, vocês sabem do que estou falando.
Então ele começou a dançar com todas nós e meio que tentou conversar, conversar não, gritar né, porque na boate só se fala meias frases e gritadas. Numa dessas 'meias frases gritadas' ele falou para Hannah:
- No soy de aquí, yo soy Español!
Ele dançava tão bem e estava tão à vontade dançando com nós quatro que o mistério parecia desvendado: "Dançando tão bem assim, com as quatro e sem tentar nada... Ele é gay!". Não que todo gay dance bem e todo hetero dance mal, é que pelo menos os meus amigos que são gays geralmente dançam muitooo, e não sou só eu quem acha isso. Já os heteros, geralmente são mais 'duros' e parecem ter vergonha de dançar.
Ele tentou dançar comigo novamente, daí eu pensei "Ah, vai ser bom dançar com um cara que dança bem e que não tenha segundas intenções!". E como todo mundo sabe, é sempre bom fazer novas amizades, ainda mais se estas moram na Espanha.
E quando eu menos espero, escuto "uma meia frase gritada em espanhol".
- Hace horas que te quiero!
E eu não precisei pensar muito para elaborar a 'meia frase gritada' que saiu da minha boca.
- Pero yo no!
Com classe e na mesma língua, "meia frase gritada em espanhol".
Em outra ocasião, e que também aconteceu com um cara que era estrangeiro, minha amiga Simone logo percebeu a presença de um ser muito bonito na boate, mas algo de muito estranho dizia para ela que havia alguma coisa errada. Então não demorou muito pra ela perceber:
- É isso, ele é!
Sim meus caros, ele era gay. Um desperdício para nós mulheres e uma sorte para os gays. Mas, como dizem, a esperança é a última que morre, então, não se contendo de curiosidade (e de vontade), e sendo brasileira (aquela que não desiste nunca), ela acabou tentando...
- Ei, vem cá!
- Diz.
- Tu é gay?
Bem direta ela, não?
- Sou, por que?
É, realmente, por qual razão uma garota perguntaria se um cara é gay?
- Porque se não fosse eu te pegava ó!
É, SE não fosse...
- E por que não pega?
Sim, ele disse isso, acredite. Nem sempre 'se' significa que não vai acontecer. E como não se esperava, eles ficaram.
Conclusão:
Enquanto alguns heteros nos surpreendem agindo como gays, alguns gays nos surpreendem agindo como heteros...

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Ser curto e direto nem sempre é o melhor

Essas são 5 conversas curtas e diretas que levaram ao nada, mas que acabaram virando pérolas de uma sexta a noite.
História 1 - Qualquer motivo serve
Num luau com a quase inseparável amiga Ellen, que também foi abordada por um elemento do mesmo nível que o seguinte.
- Oi, como é seu nome?
- Vanessa.
- Prazer, eu sou o Fred.
- Prazer.
- Eu já vou, tchau.
Isso mesmo, a direta dele só tem começo e fim, sem meio, sacou?
Então só me resta dizer:
- Tchau.
- Você vai sair assim sem me dar um beijo?
Como assim eu vou sair? Eu continuo sentada! Mas o mais intrigante não é isso, a pergunta que não quer calar é:
- E por que eu deveria te dar um beijo?
Preparem-se para a resposta.
- Porque eu acho que nós formamos um belo casal!
E nesse exato momento eu pulei no pescoço dele e disse: Eu também acho!
História 2 - Eu te perdôo
Sentada numa mesa com a Ellen e a Lúcia num bar.
Um cara vem em direção a mesa e tenta brindar sua garrafa de cerveja com o meu copo de coca-cola. Eu, educadamente, correspondo ao brinde.
- Oi, como é seu nome?
- Vanessa.
- Meu nome é Alexandre.
Na hora você pensa: Eu perguntei o nome dele? Mas também se ele não se apresentasse não seria nada educado.
Ele continua.
- Me desculpa se eu te incomodei tá?
- É... tá...
- Tchau.
E oferece mais um brinde e sai.
Esse é mais um caso de conversa sem meio, apenas começo e fim.
História 3 - Um vidente formado em Harvard
Essa aconteceu no mesmo local da história 2, mas dessa vez a vítima foi a Lúcia.
Um indivíduo se aproxima, e sem ser convidado senta em nossa mesa de frente para a Lúcia.
- Você já teve um grande amor.
- Aham.
- E ele vai voltar e você vai ficar balançada com ele.
- E como você sabe disso?
- Eu sou vidente, formado em Harvard.
- Nossa!
- É, e você vai casar duas vezes. Vai ser infeliz no primeiro casamento, mas você vai se realizar no segundo casamento, esse sim você vai dar certo!
- Cara, isso não tá colando.
- Não estou tentando dar em cima de você não.
Então ela me olha com aquela cara de "Me tira daqui!". E eu ajudo dizendo:
- Cara, seja lá o que for que você queira, não tá colando!
Ele olha pra ela e diz:
- E essa sua amiga aí, vai ser a sua amiga solteirona. Ela não vai casar!
- Como você sabe que ela já não foi casada?
- Pode até ter sido, mas agora não casa mais não, vai morrer solteira!
Grau 5 de bebedeira, acho que ele estava mais pra 'rogador de pragas' do que vidente.
História 4 - Escolha bem o batom que você usa
- Esse seu batom é muito bonito.
- Obrigado.
- Mas acho que você ficaria melhor ainda sem ele.
Silêncio constrangedor...
- Mas eu só posso fazer isso se você me permitir.
Silêncio ainda mais constrangedor...
- Posso?
- Não.
História 5 - A Nora que o papai pediu
Até no shopping você não consegue escapar de uma curta e direta.
Um senhor que passa rapidamente com seu filho olha para mim e a Hannah. Não se aguentando acaba soltando:
- Essas aí vão ser minhas futuras noras!
Não se eu puder evitar casando com ela primeiro! É melhor eu correr!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Quando ser mãe faz toda a diferença

Numa dessas noites de balada, depois de muito se pensar e dirigir, Ellen e eu acabamos por parar num certo luau de um certo sítio. Mal sabíamos nós que o lugar na verdade era um circo, onde existiam mágicos, aberrações e palhaços. Uma noite que mal começou, mas que já veio com um espetáculo surpreendente.
Para começar o show, um mágico fez o celular da Ellen desaparecer misteriosamente, a mágica foi tão boa que não conseguimos encontrar o celular e nem identificar o autor dá mágica. Oh! Vai me dizer que não foi uma mágica boa? Duvido se você faria melhor!
Nessa noite cheia de mágicas, presenciamos a mágica da transformação. Sabe quando o mágico põe uma pessoa numa jaula ou caixa e ele vira gorila? Pois é, dessa vez a gente viu um cara bem legal se transformar num verdadeiro otário.
E não posso deixar de falar dos nossos queridos amigos palhaços, sempre presentes com suas piadas hilárias e contribuindo para a série "cantadas bem sucedidas" do Meu Sopro.
Enquanto a Ellen procurava espectadores do circo na tenda eletrônica, eu acabei ficando sozinha. Não demorou muito, e alguém veio conversar comigo, essa conversa parecia ir normal até que...
- Desculpe por perguntar, mas você é mãe?
Mãe? Como assim eu sou mãe? Geralmente só "criança" dá em cima de mim. E quando um cara mais velho resolve fazer isso ele me pergunta se eu sou mãe com 3 minutos de conversa?
Agora imaginem a cara que eu fiz.
- É... Não!
- Não, não, não! Eu não tenho nenhum preconceito com mãe não, até porque se você fosse seria a mãe mais linda do mundo!
E o mais impressionante disso tudo é que ele devia estar na escala 3 ou 4 de embriaguez, ou seja, ele devia ter uma certa consciência do que estava falando.
Ainda bem que a Ellen apareceu, depois fiquei pensando:
- Desculpe por perguntar também, mas você é pai?
- Não, por que?
- Não, não, não! Eu não tenho nenhum preconceito com pai não, mas se você fosse eu teria pena do seu filho!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Meu nome é Vanessa

Ontem, num certo dia de caranguejada, numa certa barraca, eu, Ellen e Lúcia dançávamos. Cansada, resolvi sentar. Não demorou muito para aparecer um cara que já tinha tentado me "puxar" durante a festa. Sentou do meu lado e com o braço apoiado em volta da minha cadeira.
- Ôôôii...
Só no "Oi" você já percebe o grau de bebedeira em que o indivíduo se encontra. E na escala de 0 a 10 posso garantir a vocês que ele estava no mínimo na 8.
- Oi...
Tenho que confessar, eu tenho um sério problema, não consigo ser mal educada com ninguém.
- Posso saber seu nome?
- Vanessa.
Mentira, meu nome não é Vanessa, nem ao menos se parece com Vanessa, é apenas o 'codenome' para os meninos que você sabe que nunca mais vai ver.
Meu nome é Cristiano.
É... quem perguntou?
- Quer cerveja?
- Eu não bebo.
Não é mentira, realmente não bebo. E o mais incrível foi que o bêbado me olhou como se eu fosse a bêbada.
- Você não bebe?
- Não bebo.
Qual parte do "eu não bebo" ele não entendeu?
- E você tá tomando o que?
- Coca-Cola.
- Você vai querer dançar ou vai querer ficar aqui conversando sentada?
Quer dizer, eu não tenho escolha, ou eu danço com ele ou eu converso com ele.
- Não, não quero dançar.
- Você sabe dançar?
- Não, eu não sei dançar pagode.
- Tudo bem, então a gente conversa.
Dentre as opções impostas por ele, acho que só me restou isso, não é mesmo?
- Você tá bêbado.
- O quê? Você acha que tô muito embriagado?
É incrível como algumas pessoas tem o poder de pegar uma palavra sua e jogar outra em cima como se fosse exatamente a mesma coisa.
- Não, eu disse bêbado.
- Hum... Sabe aquelas duas meninas ali na frente?
- Hum.
- Eu tentei conversar com elas, mas elas ficaram com medo de mim dizendo que era porque eu tava bêbado. E você não tá com medo de mim.
Meu Deus, por que eu também não pensei em fingir que tava com medo dele?
- Depois quando eu saí elas ficaram lá com um menino tão feio. Não, sério, eu sou feio! Como é teu nome?
- Vanessa.
- Então Vanessa, meu nome é Cristiano.
- Eu sei, você já disse.
- Continuando, porque eu sou feio, não, olha pra mim! Sério, pode olhar pra mim. Eu sou feio!
Então olhei e percebi o quanto ele tinha sido sincero nessa afirmação.
- Eu sou feio, mas o cara lá era pior que eu.
- Vai ver ele não tava bêbado.
- É...
Quando me dou conta, ele colocou meu cabelo pra trás, então coloquei pra frente de volta, e ele pra trás de novo.
- Não pega no meu cabelo.
- Tá. Então Cibele...
- Meu nome não é Cibele.
- Como é teu nome?
- Vanessa.
- Você nem sabe o meu.
- Cristiano.
- Parabéns! Quer cerveja?
- Eu já falei que não bebo.
- Você não bebe?
Suspiros... Também não posso deixar de comentar o quanto ele tentava desesperadamente pegar nas minha mãos como se eu fosse o Papa ou Jesus. Lembro
que ele veio com um papo muito estranho de quando uma coisa é uma coisa, e depois ficou falando que ia falar a frase no plural. Bem eu até gostaria de lembrar, porque isso me fez rir muito, mas conversa sem sentido é difícil lembrar.
- Como é teu nome?
- Cara, já te falei meu nome 4 vezes.
- E você lembra do meu?
- Cristiano.
- Pera, eu vou dizer.
Um paranormal em ação...
- Gisele!
- Não.
- Por favor, me diz só mais uma vez?
- Vou falar, mas se você não decorar, você vai embora.
- Você quer que eu vá embora?
Nossa, como ele tá até esperto pra quem tá bêbado!
- Se você não souber meu nome, eu quero!
Pra você ver como eu tinha certeza que ele não ia saber.
- Vanessa.
- Ok.
Ele pega no meu cabelo de novo, e nessa hora o capeta dentro de mim se libertou e eu fiz aquela cara! É! Aquela cara!
- EU JÁ FALEI PRA NÃO PEGAR NO MEU CABELO!
- Quer cerveja?
- EU JÁ DISSE QUE NÃO BEBO!
A Elen olha pra ele.
- Cara, ela vai te bater. Tu quer que ele saia?
Bem, não precisou muito, ele saiu e eu fui no banheiro com a Lúcia. Quando voltamos adivinha quem vem tentar dançar comigo?
- Você lembra meu nome?
Pronto! Agora eu finalmente ia me livrar dele.
- Sim! Vanessa!
Putz... Fugi novamente. Mas não demorou muito pra ele aparecer de novo.
- Cara, eu curto mulher!
Isso mesmo, eu inventei que era lésbica! E deu certo, ele foi embora!
3 minutos depois...
- Eu acho que você tá inventando isso.
- Gente, diz pra ele que eu gosto de mulher!
- Ela gosta de mulheeer!
E para encerrar com chave de ouro:
- Eu acho que se você tá inventando isso é porque você gosta de mulher mesmo!
- Isso!
Então ele finalmente foi embora para sempre e com raiva.
Então, o que aprendemos hoje?
Que um bêbado precisa que você diga seu nome de 5 a 7 vezes até ele decorar. E que jamais devemos pegar no cabelo cacheado de uma garota.