domingo, 23 de outubro de 2011

Meu Sopro no 2° Turno do Prêmio Top Blog 2011

Olá queridos leitores! Gostaria de agradecer a todos que votaram no Meu Sopro para o Prêmio Top Blog 2011. Por causa de vocês o blog foi classificado para concorrer ao 2° turno, e por isso preciso novamente do seu voto!
Para votar de novo clique no selo de votação e coloque o seu nome e e-mail, ou se preferir utilize o seu twitter. Não se esqueçam de que é necessário validar o seu voto através do e-mail fornecido.
E mais uma vez, obrigada!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Efeito Fiona

Meu amigo Jorge, me sugeriu que eu abordasse aqui no Meu Sopro o tema "efeito Fiona", teoria que ele mesmo nomeou e me explicou mais ou menos como ela funcionaria.
Para entender o efeito Fiona, é preciso conhecer a história da princesa Fiona do filme "Shrek", sendo assim, para quem não conhece ou não lembra do filme, aí vai um resumo:
Fiona era uma princesa que estava presa num castelo, guardado por um dragão, adormecida, sonhando e esperando que o seu príncipe encantado viesse salvá-la. No entanto o que aconteceu foi que um "príncipe" fez um acordo com um ogro, o Shrek, para que ao invés do príncipe o ogro era quem fosse resgatá-la.
Logo após o salvamento, o Shrek precisou ainda levá-la até o tal príncipe, e isso fez com que a Fiona fosse "obrigada" a conviver com o ogro nos próximos dias até que eles chegassem no fim da jornada.
Nesse tempo, como já era de se esperar nos contos de fada, a convivência fez Fiona conhecer o ogro um pouco melhor e ela acabou se apaixonando por ele. Isso fez com que, mais tarde, ela decidisse mudar pelo o amado, já que carregava consigo uma maldição na qual ela poderia escolher entre ser ogra e humana. Porém, o amor pelo ogro prevaleceu e ela assumiu sua forma física como ogra "para sempre".

Foto por Airchinapilot Keith Loh

Pensando nisso, e explicando a teoria que o meu amigo formulou, a teoria do efeito Fiona se inicia quando uma mulher quer, a qualquer custo, um relacionamento amoroso. Como nem sempre é fácil achar o tal "príncipe encantado" ela resolve escolher um "sapo", "ogro" ou "fera" já pensando em mudá-lo, transformando-o num verdadeiro príncipe encantado, o que já pudemos presenciar em alguns contos de fada conhecidos, como a "Bela e a Fera" por exemplo.

Porém, devemos nos atentar, pois o contrário pode ocorrer, onde, ao invés dele virar príncipe, é ela quem vira ogra. É nisso que consiste o efeito Fiona, ogros transformando princesas em ogras.
É claro que na história do Shrek é meio diferente, já que ele é um ogro legal e tem até quem o ache bonitinho. A teoria do efeito Fiona é apenas uma alusão ao filme, pois o efeito trata-se do real significado da palavra ogro, ou pelo menos do significado inicial que ela tinha antes do filme Shrek.
Para esclarecer aí vão algumas informações encontradas sobre ogro no Dicionário inFormal:
Sinônimos: Demônio, mal-educado, ignorante, estúpido, grosseirão e bobo.*
Antônimos: Educado, culto, ativo, inteligente e esperto.*
Significado: Monstro, demônio, nos contos de fadas é um ser gigante que se alimenta de carne humana. Com cérebro reduzido, o que pode explicar seus atos de insanidade, falta de competência e capacidade mental reduzida.*
A partir dessas informações, conclui-se que o efeito Fiona começa a se manifestar quando assumimos as características supostamente ruins do parceiro. As características não podem ser ditas com precisão, já que depende do tipo de ogro que foi escolhido.
Se for um ogro isolado, que vive totalmente na solidão, você passa a ser mais isolada, esquece dos amigos e amigas e só vive para o seu ogro. Se for um ogro que gosta de traições ou relações abertas, você aceita e passa a ter o mesmo hábito para não ficar para trás. Se for um ogro com hábitos ruins, mal educado, que arrota e peida na sua frente, você também se sentirá na liberdade de fazer o mesmo. Se for um ogro que fala muito palavrão, você também se torna uma boca suja. Enfim, tipos de ogro é que não faltam.
Obviamente que efeito Fiona não acontece com todas as pessoas, algumas se libertam do seu ogro antes que isso aconteça. Lembrando também que não são apenas mulheres que podem sofrer com o efeito Fiona, a situação também pode se manifestar em homens que viram ogros pelas suas ogras.
Fiquei curiosa, queria achar exemplos reais de mulheres ou homens que vivenciaram esse feito para colocar aqui. Até achei alguns amigos e amigas que admitiram já terem passado por situações parecidas com o efeito Fiona. Resolvi então perguntar ao Jorge, amigo que me sugeriu esse tema, se o efeito Fiona havia acontecido com a namorada dele, já que ele sempre se julgou um verdadeiro ogro.
"Quem me dera eu conseguisse praticar o efeito Fiona, mas foi o contrário mesmo, sempre acabo por abrir mão da minha 'perversão', porque não consigo mudar a cabeça nem com abridor de latas. Ela está me tornando príncipe, desses bem chatos, idiotas, fiéis, quietos e sóbrios. Aceitei, pois nenhuma mulher aceita uma vida de aventuras, são todas iguais..."
Percebi então que nem sempre ser ogro ou ser príncipe significa ruim e bom respectivamente, e que nem todo homem de fato quer uma princesa ao seu lado.
Referências:
* Definção de ogro. Dicionário inFormal. Disponível em http://www.dicionarioinformal.com.br/definicao.php?palavra=ogro&id=1186

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Dando um tempo na relação

Recentemente meu amigo Leonardo, que já vinha com o relacionamento um pouco desgastado há algum tempo, veio me contar que ambos resolveram dar um tempo na relação a fim de realmente decidir se eles deveriam continuar juntos.
O fato é que houve um desentendimento nessa questão de dar um tempo pelo seguinte motivo: interpretações e conceitos diferentes de "dar um tempo".
Não entrarei no mérito de responder se dar um tempo na relação é bom ou ruim, até porque isso é algo muito subjetivo, onde as situações variam de casal para casal. Conheço casos em que, depois de dado um tempo, a relação voltou com força total e outros em que acabaram terminando de vez. Sempre cabe a cada casal avaliar sua relação e decidir o que será melhor para ambos.
A verdade é que cada um de nós já tem um conceito mais ou menos formado sobre dar um tempo, nós até podemos achar que é um conceito universal num primeiro momento, no entanto cheguei a conclusão de que não é bem assim.
Leonardo achou que eles deveriam deixar de se ver e que cada um precisava resolver seus conflitos internos e externos, para depois de um tempo se acertarem novamente. Mas a namorada dele achou que eles deveriam continuar se vendo de vez em quando, caso ambos precisassem um do outro e sentissem saudades, para que depois de um tempo as coisas fossem ficando normais entre os dois aos poucos. Acho que não preciso nem dizer que isso acabou gerando mais um novo conflito para ser resolvido pelo casal.

Foto por ЕленАндреа Andrea

Então comecei a pensar que, quando se dá um tempo num relacionamento, é preciso que ambos determinem certas "regras", para que assim o tempo traga uma solução e não mais problemas para o casal.
Nesse caso, as decisões seriam basicamente as seguintes:

Vamos continuar nos vendo?

Deixar de se ver pode demonstrar o quanto o outro faz falta na sua vida, ou que na verdade não faz mais diferença alguma. E continuar se vendo pode fazer com que ambos percebam que não conseguem se abandonar nem em tempos difíceis como esse, mas isso pode não ser tão eficaz e nem fazer sentido quando o negócio é "dar um tempo".
Vamos continuar fazendo velhos costumes de vez em quando?

Assim como deixar de se ver, isso também pode ser importante para demonstrar a falta que os velhos costumes fazem ou não. Os velhos costumes incluem atos como beijos, trocas de carinhos, saídas para jantar, cinema, dentre outros. Até parece legal fazer isso dando um tempo, pois pode gerar uma sensação de início de namoro, quase como um fica, já que não estão namorando oficialmente. Porém, uma das partes pode se machucar caso isso não seja tão recíproco, fazendo com que o outro se sinta apenas "usado".
Vamos continuar nos falando?

Isso inclui falar por telefone, via msn, mensagens, e-mails, redes sociais, etc. Basicamente trata-se de perder o contato durante esse determinado tempo, o que pode até ser bom, se a questão for pensar e refletir sobre os problemas sem a influência do outro e depois chegar a um consenso. Ou pode afastar ambos de vez, já que às vezes pensar e refletir por si só pode implicar em descobrir que, contrariando o que já ouvimos antes, às vezes uma cabeça pensante é melhor do que duas.
Quanto tempo o "tempo" vai durar?

É difícil estipular datas quando o assunto é sentimento, pois podem parecer períodos longos ou curtos demais, e deixar essa data como uma interrogação permite uma certa liberdade, livre de pressões que o tempo pode vir a causar. Por outro lado, se você não as estipula, o tempo vai passando e ninguém tem uma meta de até quando resolver o que há para ser resolvido.
Podemos conhecer ou ficar com outras pessoas?

Um assunto bem chato, mas que necessita ser acertado. Quantas vezes já não ouvimos falar de alguém que se chateou quando soube que a pessoa amada ficou com alguém, durante um breve término ou quando foi dado um tempo na relação, quando a outra parte do casal nem sequer pensou em beijar um outro alguém? Então, para evitar esse tipo de chateação, é melhor acertar essa questão.
Devemos saber o que aconteceu durante esse tempo?

Alguns querem sim saber o que aconteceu, até mesmo por acreditarem que essa seria mais uma maneira de estar melhor conhecendo a pessoa amada. Já outros, acham melhor serem adeptos dos velhos ditados "o que os olhos não vêem, o coração não sente" e "o que acontece em Vegas, fica em Vegas".
Existem coisas que só o tempo resolve, outras que nem todo o tempo do mundo poderá resolver.
Dar um tempo na relação pode ser o início do fim de uma relação, como também pode ser um recomeço do que se foi deixado para trás no início do namoro. E é como dizem "recomeçar é preciso sempre", mas cabe a você decidir se vale a pena ser a dois ou apenas consigo mesmo.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Os 5 sentidos dos ciúmes

Já ouvi muito falar de estratégias e dicas de como podemos utilizar os 5 sentidos na hora da conquista.
Quando falamos de conquista os 5 sentidos, resumidamente, se relacionam da seguinte maneira:
Visão - Olhar que quase sempre dispensa qualquer palavra;
Audição - Escutar uma boa cantada, ter uma conversa interessante ou que te seduz;
Olfato - Sentir o perfume do outro, um cheiro diferenciado que nos lembra alguém;
Tato - Tocar nas mãos ou até mesmo no rosto, um abraço ou uma "pegada" forte;
Paladar - Beijar qualquer parte do corpo que seja.
Mas e quando já conquistamos alguém? É claro que continuamos aplicando tais sentidos, até mesmo de maneira mais intensa, o problema é quando vemos esses sentidos sendo aplicados por outras pessoas no nosso alguém.

Foto por djwudi Michael Hanscom

Conversando com minha amiga Sara chegamos a conclusão de que, assim como na conquista, os 5 sentidos também estão presentes nos ciúmes. Resolvemos então fazer uma escala de níveis de ciúmes ligadas a cada sentido distinto e baseada no que já sentimos nas situações referentes.
Nível 1 - Visão
Ocorre quando um simples olhar, seja ele com segundas intenções ou não, incomoda. Esse olhar pode vir de uma outra pessoa para o seu namorado(a), ou o contrário, do o seu namorado(a) para uma outra pessoa, ou até mesmo uma troca de olhares entre ambos.
Existe uma grande diferença entre olhar e "secar", pois é natural que você olhe alguém e pense "que pessoa bonita", "que pessoa estranha" ou "que pessoa feia". O problema é que se já tem gente que se incomoda com um olhar aparentemente inocente, imagine quando esse olhar vira uma verdadeira inspenção ou análise do "território alheio", ou quando inspencionam o "seu território", ou seja a famosa "secada".
Isso resulta naqueles tapinhas comuns para chamar atenção, "Joãããããooooo!", "Mariiiiiaaaaa!".

Nível 2 - Audição
Ocorre quando sabemos de alguém que muito conversa e escuta o nosso namorado(a), ou que o nosso namorado(a) muito conversa e escuta um outro alguém.
Existem pessoas que somente o fato do parceiro ligar ou receber ligações de alguém, já se torna um motivo suficiente para suspeitas, às vezes sem fundamentos reais. E se essa ligação for muito longa e com um contexto sentimental, desabafos e segredos sendo contados, piora, pois isso denota uma situação de intimidade entre ambos.
Isso resulta em perguntas do tipo "quem era?" e "o que vocês falaram?". São perguntas que podem ser feitas apenas por curiosidade, mas em outros casos podem insinuar que exista algo mais, e virão seguidas de uma cara bem desconfiada.

Nível 3 - Olfato
Ocorre quando a pessoa amada sente algum cheiro que lembra alguém ou alguma situação vivida com outra pessoa, ou também quando ela fala e elogia outro com relação ao seu perfume.
O olfato também pode ser motivo de ciúmes e desconfiança quando encontramos a pessoa amada com um perfume diferente do qual estamos acostumados, ou mesmo com um cheiro que não é comum ao seu dia-a-dia, como por exemplo o cheiro de cigarro e bebidas.
Isso resulta em perguntas como "onde você esteve?" e "com quem você esteve?"
, assim como no nível 2, são perguntas feitas às vezes por curiosidade ou para insinuar algo.
Nível 4 - Tato
Ocorre quando abraçam, tocam na mão ou no cabelo, enfim qualquer parte do corpo do seu namorado(a). Esse sentido é um dos que trazem grandes problemas pelo "grau de intimidade" que o tato pode acabar demonstrando entre a pessoa amada e um terceiro.Quando o tato é visto sendo feito, em alguém que nunca vimos ou ouvimos falar durante todo o tempo de relacionamento, isso resulta em questionamentos do tipo "que intimidade toda era aquela?" ou "você deixa qualquer pessoa te abraçar daquele jeito sempre?".
Nível 5 - Paladar
Talvez o paladar possa ser considerado no mesmo nível do sentido tato. Ocorre quando a pessoa amada é beijada por outra, ou o contrário, o outro é beijado pela pessoa amada. Pode ser no rosto, nas mãos, no pescoço e pode ser até mesmo um selinho, pois tem quem os faça mesmo namorando.
Dependendo do local do beijo, existem casais que não se incomodam, mas existem outros que independentemente do local ficarão com a "boca espumando" e um "desejo de matar" por um beijo que pode ser aparentemente inocente e entre amigos.
Os beijos também podem ser denunciados da forma mais clichê, as marcas de batom na roupa por exemplo. Em muitos casos isso resulta em uma briga daquelas seguida do rompimento do casal.

Para uma parte dos casais os "sentidos dos ciúmes" apresentados não incomodam, até porque existem casais que sabem utilizar esses sentidos de maneira respeitosa, sabem "olhar, ouvir, cheirar, tocar e saborear" de forma "inocente", ou pelo menos passam essa ideia.
Por outro lado existem casais que se incomodam com qualquer sentido e de qualquer forma, até porque alguns destes às vezes passam dos limites, mas me refiro também aos famosos ciumentos que se incomodam com qualquer ato que envolva outra pessoa.

O fato é que você se incomodando ou não, e mesmo tendo uma pessoa ao seu lado que sabe te respeitar e se controlar, os terceiros com más intenções estão sempre por aí , não devem satisfações a ninguém e isso sempre incomoda a todos, ciumentos ou não.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Não custa nada tentar

Quantas vezes você já não ouviu a frase "não custa nada tentar"? O "não custa nada tentar" nos incentiva a tentar, em alguns casos, coisas simples que eram complicadas apenas na nossa cabeça, coisas que realmente valiam a pena. Em outros casos, incentiva a tentar coisas impossíveis, inéditas, ridículas ou até mesmo sem noção.
No mundo dos relacionamentos o "não custa nada tentar" serve para tentativas de convites, aproximações, cantadas, declarações, confissões, etc. Ele se manifesta principalmente quando estamos de olho em alguém e não conseguimos achar um motivo para não tentarmos algo.

Foto por Jsd_Quas0 Jean-Sébastien Dennebouy

Conversando com alguns amigos, ouvi algumas
situação reais incentivadas por essa frase. Parte-se sempre do princípio que não se tem nada a perder, somente tem-se a ganhar ou deixar de ganhar. O problema é que nem sempre ganhar significa ganhar algo bom...
Não custa nada tentar chamar alguém para sair pela primeira vez...

Era sexta-feira e ambos saíam do trabalho no mesmo horário, ele então criou coragem e a chamou para saírem juntos pela primeira vez:
- Tá afim de ir num lugar ali? A cerveja lá é no preço e bem gelada, a comida também é no preço, tudo no preço! Mas tipo... Tu só tem que tirar esse teu cordão ae e o teu relógio...
- Meu, pra onde é que você vai me levar?
- Não, você não entendeu... A cerveja é no preço, gelada, tem churrasquinho também... É ótimo! Mas você tira só esse teu relógio e esse cordão...
Nesse caso ele ganhou um fora e o constrangimento de vê-la todos os dias.
Não custa nada tentar uma aproximação...

Conversando com ela numa festa já há alguns minutos, ele resolveu perguntar:
- Onde você mora?
- Ah, moro ali no bairro norte!
- É, então vai ser difícil para o nosso amor se realizar...
Nesse caso ambos deixaram de ganhar.
Não custa nada tentar um lugar diferente...

Estava entediada no msn, quando resolvi jogar conversa fora com um amigo na esperança de sair para algum lugar.
- Ah cara, eu preciso sair... tão entediada!
- Vamos sair então! Eu conheço um lugar massa!
- É?! Vamos, aonde fica?
- Lá tem até espelho no teto! Muito irado!
Nesse caso ninguém ganhou nada.
Não custa nada tentar uma rima engraçadinha...

Ele estava numa boate quando finalmente conseguiu puxar conversa com ela. Conversa vai, conversa vem, ele descobriu que ela morava no Piauí.
- Você é do Piauí? Eu adoro o caranguejo de lá!
- Sou sim, também adoro!
- Mas sabe o que é melhor do que caranguejo?
- Não, o quê?
- O meu beijo!
Com certeza ambos ganharam uma boa risada.
Não custa nada tentar pelo computador...

Já fazia um tempo que ela conversava com ele pela internet, até se viram pessoalmente uma única vez. Um dia ele se declarou apaixonado.
- Mas isso não é possível! A gente só se viu uma vez!
- Então garota, os cegos não tem o direito de amar???
Ela ganhou uma boa resposta e ele o silêncio dela.
Não custa nada tentar ter outra...

Ela conversava no msn com um garoto que tinha namorada e que estava dando em cima dela.
- Queria ser seu, mas você não me quer!
- Você tem NAMORADA!
- E você tem eu! Deixa eu te ver? Até já sei sua resposta.
- Tá ficando espertinho!
- Por que você é tão idiota comigo, hein?
- Será que você não se tocou que você tem NAMORADA? Fica me cobrando coisas que eu não tenho que te dar satisfações! Não sou nada sua! Prefiro minha amiga do que você!
- Obrigado pelo maior fora da minha vida.
Como o próprio garoto disse, ele ganhou o maior fora da vida dele.
Pensando assim, se ganhar pode significar ganhar situações ruins e constrangedoras, ainda bem que não custa nada tentar, porque se custasse o prejuízo poderia ser ainda maior.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Meu Sopro no Top 30 Semanal do Prêmio Top Blog

Olá queridos leitores! Gostaria de agradecer a todos aqueles que já votaram no Meu Sopro para o Prêmio Top Blog 2011 na categoria variedades. O blog está entre os 30 mais votados até agora, por isso, mais uma vez, muito obrigada! Sem vocês isso não seria possível!Para quem ainda não votou e deseja votar, basta clicar aqui e deixar seu nome e e-mail. Não se esqueça de validar o seu voto através do e-mail fornecido.
Agora você também pode seguir o Meu Sopro através do twitter @meusopro. Confira!

domingo, 17 de julho de 2011

Vanessa e Antoni - O universo conspira? - Parte II

Ainda no bar, não consegui suportar o frio, me levantei mais uma vez.
- Ok, agora vou pegar meu casaco!
- E eu vou te acompanhar!
No meio do caminho havia um corredor que dava acesso à chapelaria, e foi nesse corredor que ele resolveu me encostar, literalmente, na parede. Ele me abraçou forte e quando percebi que ele poderia tentar me beijar fiquei muito nervosa.
- Antoni! Não tô pronta pra isso!
- Não tem problema, só quero ficar abraçado com você...
Ficamos abraçados durante um bom tempo, até que resolvi pedir para pegarmos meu casaco e voltarmos para a mesa, o que acabou resultando em zero beijos naquela noite.
Finalmente fomos para casa, mas minha amiga percebeu que havia esquecido sua bolsa no carro de Alberto e Antoni, pois foram eles que a levaram até o bar. Como eles ainda estavam por perto, voltaram para devolvê-la.
Ao chegarem me deparei com Antoni segurando um buquê de rosas amarelas e bichinhos de pelúcia me esperando na porta do carro. Fiquei bastante envergonhada, até porque o Alberto fotografava tudo. Agradecida e muito tímida, dei um beijo no rosto dele.

Foto por Vanessa Assenav

Ao entramos no apartamento minha amiga já foi reclamando:

- Vanessa! Como é que você faz isso com o menino? Não deu nenhum selinho nele para agradecer!
Tentei explicar que ele queria um namoro sério e que eu tinha medo de me envolver de novo com alguém que morava longe.
No dia seguinte nos encontramos novamente, havíamos acertado que Alberto faria um jantar na casa da minha amiga. Antoni e eu ficamos o tempo inteiro juntos, mas dessa vez percebi que ele não insistia como antes, talvez por causa da noite anterior ou porque era mais complicado tentar algo ali rodeado por amigos.
Pensei comigo mesma que eu tinha que dar algum sinal para que ele não desistisse. Aproximei minha mão para perto da mão dele, ele percebeu e a segurou por debaixo da mesa, então me senti à vontade para encostar minha cabeça no ombro dele.
Apesar de também não termos nos beijado, ficamos abraçados e a noite tornou-se especial. É engraçado lembrar também que quase todos que estavam no jantar tinham celulares TIM, mas somente eu e Antoni recebemos a mesma mensagem da operadora e ao mesmo tempo. Era uma dessas propagandas de chat que dizia "o amor pode estar ao seu lado".
Continuando, já no outro dia, decidimos sair com nossos amigos para o Burger King. Conversamos sobre diversos assuntos, inclusive sobre as decepções amorosas já sofridas. Lembro-me que ele falava sobre algo triste e acabei dando um beijo em seu rosto para consolá-lo, e desse beijo ele foi virando bem devagar em minha direção, quando percebemos já estávamos nos beijando.
Sim, seguido de suspiros e sorrisos, nós demos o nosso primeiro beijo no andar superior do Burger King. Ok, deixo vocês brigarem comigo por isso. Tive a oportunidade de beijá-lo numa balada ao som de músicas sensacionais, ou em frente ao prédio que estava hospedada numa rua simpática e cheia de árvores lindas, ou num jantarzinho super descontraído com os amigos íntimos e tudo mais, e nosso primeiro beijo foi logo no Burger King.
Não que o Burger King seja um lugar ruim, pelo contrário até gostamos de lá, só que agora teremos que admitir que ele se tornou especial e inesquecível, o que é muito estranho.
Logo após o beijo ele perguntou se eu queria namorar, respondi que não sabia se acreditava mais em relacionamento à distância e que provavelmente ele desistiria de mim com o tempo. Antoni então, tirou do pescoço um cordão de ouro com um crucifixo e colocou nas minhas mãos.
- Quem me deu isso foi a mulher que mais amei na vida, minha avó. Quero que fique com você.
- Não! Tá maluco? Você nem sabe quando vai me ver de novo! Quando vou te devolver isso?
- Não sei, quem sabe quando a gente casar...
Insisti para que ele ficasse com o cordão, afinal de contas eu não tinha aceitado o pedido. Mas ele foi firme na decisão e não aceitou.
O dia do show chegou, que por sinal foi ótimo. Logo após, nos reunimos na casa de um amigo do Antoni, onde todos acabaram dormindo por lá. Estávamos bem, mas ainda incomodava o fato de eu não ter respondido ao pedido de namoro.
Pela manhã, quando acordei, ouvi Antoni ainda dormindo falar baixinho:
- Vanessa, eu te amo...
Fiquei na dúvida se ele realmente havia falado aquilo e sussurrei:
- O que foi que você disse?
- Vanessa, eu te amo...
- O QUÊÊÊ???????????
Ele acordou assustado:
- O que foi?! O que foi?!
- Você não ouviu o que estava dizendo?
- Disse o quê?
- “Vanessa, eu te amo...”
Surpreso, ele disse:
- Ih... Lascou!
As palavras praticamente saltaram da minha boca:
- Não tem problema, porque eu também já te amo...
Com um sorriso de orelha a orelha ele me perguntou:
- Namora comigo?
- Siiim!
Até agora o "universou conspirou" para estarmos com quase 1 ano e meio de namoro e, apesar da distância, nós continuamos e vivemos esse amor nos visitando sempre que possível e nos falando todos os dias, seja por telefone ou pela internet. O cordão também continua comigo para que eu possa devolvê-lo no dia em que nos casarmos!

Sei que o Antoni teve que suar muito para poder ficar comigo, mas segundo o próprio, valeu a pena para ele e para mim também!
Caso você tenha uma história interessante, diferente, inusitada ou engraçada sobre relacionamentos e queira vê-la publicada no
Meu Sopro, envie um e-mail para meusopro@hotmail.com para que eu possa lê-la e reescrevê-la.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Vanessa e Antoni - O universo conspira? - Parte I

Hoje, começo mais um novo tema para o Meu Sopro, trata-se de histórias interessantes, diferentes, inusitadas ou engraçadas sobre inícios de relações. Caso você tenha uma história assim e queira vê-la publicada aqui, envie um e-mail para meusopro@hotmail.com para que eu possa lê-la e reescrevê-la.
Nada mais justo então, do que começar com a minha história romântica, até porque há quem diga que foi coisa do destino ou do universo conspirando. Aviso logo que se você não gosta de histórias longas, já deve parar de ler por aqui porque essa é bem longa, tanto que foi divida em duas partes.
Tudo começou quando escolhi um tema nada comum para a minha monografia, Astrologia. Minha orientadora logo sugeriu que eu marcasse uma consulta com um Astrólogo para melhor entender o tema, e assim eu o fiz.
A consulta foi bem interessante, fiquei impressionada com tudo o que ele falava ao meu respeito, mas a questão amorosa, obviamente, foi a que mais me chamou a atenção. Ele disse que eu estava muito fechada para o amor ultimamente, e de fato eu já estava há um ano e meio sem me interessar por ninguém.
Apesar disso, ele disse que eu iria conhecer e namorar uma pessoa que era muito falante, boa de papo, muito carismático e que ele chamaria atenção de outras mulheres por conta da simpatia. Falou também que não sabia ao certo como, mas talvez por causa desse alguém eu precisaria ir embora da minha cidade.
Como qualquer pessoa, fiquei curiosa, ficava tentando descobrir quem seria o tal pretendente e se ele poderia ser o rapaz por quem eu estava interessada na época. Mas ele me disse uma frase que me fez ficar mais tranquila.
- Astrologia é assim, o universo vai conspirar para aquilo acontecer, mas você é dona do seu destino, você é quem vai decidir. Isso tudo são apenas tendências.
Um mês se passou e fui esquecendo essa história do Astrólogo, naquele mês eu estava totalmente empolgada com o show do Coldplay, tão empolgada que eu e meu amigo Ramon compramos os ingressos e as passagens com 4 meses de antecedência.
Mais um mês se passou, e um dia, quando estava respondendo aos comentários do Meu Sopro, percebi que os comentários de um tal Alberto eram constantes, tão constantes que acabamos trocando "msn's". Por coincidência, ou quem sabe destino, um amigo estava fazendo uma visita ao Alberto naquele mesmo dia, por conta disso conheci o Antoni, e desse dia em diante não paramos mais de conversar.
Apesar do Antoni morar em São Paulo, nos tornamos amigos rapidamente, já contávamos tudo um para o outro e nos falávamos quase todos os dias, até mesmo sobre assuntos pessoais, como os relacionamentos anteriores e inclusive sobre o rapaz que me interessava na época. Antoni sempre me escutava e dizia que se eu realmente queria o rapaz que deveria seguir em frente.
Outro mês se passou e eu e o tal rapaz brigamos, imediatamente fui desabafar com o Antoni. Lembro-me que falei de como me sentia uma idiota, e ele ficou tentando me consolar:
- Você não deveria ficar falando isso, pois pode estar magoando quem gosta de você de verdade.
Aquela frase me deixou um tanto “encucada” por alguns segundos, mas logo em seguida voltei a desabafar.
Sem o foco no outro rapaz, Antoni foi ganhando mais espaço no meu coração com o passar dos dias, até que ele finalmente se declarou:
- Bem, eu preciso te contar algo... É que... Eu gosto de você... Mesmo!
Confessei que também sentia algo, mas que não nos conhecíamos pessoalmente e que era uma situação complicada devido ao fato de morarmos longe um do outro, não sabia se confiava mais em alguém para viver novamente um namoro à distância. Enfim, como em toda história romântica, ele disse que provaria que era diferente dos outros.
Dois meses depois eu já estava de malas prontas para ir a São Paulo. Como tinha dito anteriormente, eu já havia comprado a passagem e o ingresso para o show do Coldplay antes mesmo de conhecer Alberto e Antoni.
Eles queriam me conhecer pessoalmente já que eu ficaria 10 dias em São Paulo. Sendo assim, marcamos no mesmo dia em que cheguei, de nos encontrarmos num bar junto com o Ramon, amigo que viajou comigo, e mais um amigo e uma amiga que moravam em São Paulo.
A noite no bar foi muito agradável, todos nos demos bem e conversamos os seis a noite inteira. Quando vi o Antoni pela primeira vez foi aquele clichê, nos abraçamos e meu coração acelerou.
Já estava no final da balada quando decidi pegar meu casaco na chapelaria, levantei-me e ele também dizendo que me acompanharia. Rapidamente sentei-me de novo e disse que não iria mais, que não estava tão frio assim.
O problema era que eu desejava que acontecesse algo entre nós, mas não queria me apegar pois morava longe e ele já havia deixado claro que queria um compromisso sério. Sabia que se ficássemos sozinhos nos beijaríamos e isso se tornaria algo sério.
Será que daria certo viver novamente um namoro à distância?

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Amor real virtual ou amor virtual real?

Depois que você assume que possui muitos amigos virtuais e que atualmente já está no seu segundo namoro virtual, você passa a ser uma espécie de referencial para todos daquela garota que entende como é possível se interessar por alguém que nunca se viu pessoalmente.

Foto por CPGXK

Vamos por partes, para quem não sabe ou não me conhece, eis o meu histórico de relacionamentos virtuais:

- Namorei 3 anos e meio com o Dirceu que morava em Florianópolis - SC. Nos conhecemos e começamos a namorar pela internet, mais tarde também nos conhecemos pessoalmente e nos encontrávamos sempre que possível.
- Tenho mais ou menos uns 7 amigos virtuais que moram em cidades distantes da minha e que não conheço pessoalmente, mas que tento manter contato sempre que possível.
- E atualmente, estou namorando à distância novamente, só que dessa vez com o Antoni. Nos conhecemos pela internet e só começamos a namorar quando nos conhecemos pessoalmente. Essa longa história até merece ser contada em um outro post.
Com a minha experiência em relacionamentos virtuais e reais, entenda-se relacionamentos como amores entre namorados e amigos, percebi que nem sempre o real é de fato real e o virtual é virtual, ou seja, o real pode ser virtual e o virtual pode ser real.
Benjamim Constant estava certo quando disse que:
"Todo sentimento precisa de um passado pra existir, o amor não, ele cria como por encanto um passado que nos cerca. Ele nos dá a consciência de havermos vivido anos a fio com alguém que a pouco era quase um estranho. Ele supre a falta de lembranças por uma espécie de mágica..."
Se o amor de fato cria esse passado e supre a falta de lembranças, isso significa que isso é possível também no mundo virtual, já que no mundo real nos também criamos um passado que nunca existiu.
Em se tratando do mundo real, em alguns relacionamentos as coisas acontecem assim: saímos para algum lugar, vemos aquela pessoa bonita ou charmosa que dá vontade de conhecer, até então, apenas pela sua aparência, rolando a famosa atração física. Por mais que você queira conhecê-la antes de beijá-la, isso quase nunca é possível, afinal de contas 5 a 10 minutos de conversa com alguém não é de fato conhecer, mas é claro que é possível que você tenha uma noite muito divertida e agradável ao lado da pessoa.
Em se tratando de mundo virtual as coisas são diferentes, se queremos conhecer e manter contato com alguém somos "obrigados" a conversarmos, porque simplesmente é a ÚNICA coisa que podemos fazer. Se a conversa flui bem da primeira vez a tendência é que ela se repita praticamente todos os dias.
Conclui que no mundo real às vezes precisamos beijar alguém para que TALVEZ possamos conhecê-lo de verdade algum dia. Já no virtual precisamos conversar com alguém para que TALVEZ possamos beijá-lo de verdade algum dia. Numa primeira ideia parece que em um o "físico" vem antes do "mental" e em outro o "mental" vem antes do "físico", se você prefere um ou o outro, tanto faz, não existe certo ou errado, cada caso é um caso.
É lógico que a parte física é de grande importância, mas não podemos nos esquecer que os longos casamentos, as longas amizades e os grandes amores não se prenderam essencialmente por causa da parte física, e sim por conta de algo que transcende o corpo, o conhecer além, a sincronia de pensamentos.
As pessoas, de maneira geral, entendem o virtual como o oposto do real. É fácil quebrar essa ideia apenas expondo os conceitos do dicionário:
Real: "Que existe de facto. = efetivo, verdadeiro ≠ imaginário, irreal. Que tem existência física, palpável. = concreto ≠ abstracto." *
O virtual pode ser efetivo e verdadeiro, com existência física e palpável. Só porque não posso tocar em algo não significa que não seja real.
Virtual: "Que existe potencialmente e não em ação. Suscetível de se realizar ou de se exercer. Possível. Analógico; potencial." *
O real pode existir apenas potencialmente e não em ação. Só porque presencio ou observo algo não significa que irei tomar alguma atitude. Existe o potencial, mas eu não agi.
Tive alguns relacionamentos "reais", tanto com amigos quanto com namorados, que duraram pouquíssimo tempo, mal nos víamos, saíamos, ou conversávamos. E já tive relacionamentos "virtuais" onde as pessoas conseguiram ou ainda conseguem, por incrível que pareça, serem mais presentes do que outras que moram próximas a mim.
Apesar de expor que em certos casos os relacionamentos virtuais são mais reais do que os ditos como reais, não viva somente de relacionamentos virtuais, pois
também precisamos de pessoas presentes fisicamente para aquela saidinha ou aquele abraço de vez em quando.
Acreditem, relacionamentos virtuais tem vantagens e desvantagens. Assim como um relacionamento real ele também acontece naturalmente, quando não se procura e nem se espera, ele aparece.
Referências:
* Definição de real. Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Disponível em http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=real
* Definição de virtual. Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Disponível em http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=virtual

domingo, 22 de maio de 2011

Prêmio Top Blog 2011

Olá queridos leitores! O Meu Sopro foi indicado e está concorrendo ao Prêmio Top Blog 2011 na categoria variedades. Para votar basta clicar no selo ao lado e deixar seu nome e e-mail. Não se esqueçam de validar o seu voto através do e-mail fornecido. Agradeço vocês desde já!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O passado nos persegue?

No mês passado conheci uma amiga do meu atual namorado que recentemente havia terminado um relacionamento. Passei vários dias com a Mellany tentando animá-la e fazendo com que ela não lembrasse tanto do ex-namorado. A situação dela me lembrou quando terminei o meu primeiro namoro, término no qual resultou o blog Meu Sopro.
Parece que essa coisa de terminar namoro é sempre a mesma situação clichê para todas as pessoas, digo isso porque ela falava exatamente as mesmas coisas que eu falava:
"Vocês não entendem, não era para ter acabado!"
"Vocês não sabem o que eu estou passando!"
"Por que ele está fazendo isso comigo?"
"Eu sei que ainda dá para ajeitar!"
"Ele ainda me ama, eu sei que ama!"
"Tenho certeza que não vou conseguir esquecê-lo!"
"Eu nunca mais vou achar ninguém que combine comigo como ele..."

Foto por eren | thisvintagechica

Dentre todas as frases, uma me chamou mais atenção: "TUDO me lembra ele, TUDO!"

Esse negócio de "TUDO me lembra ele" acaba derivando para "o passado me persegue" e "o universo conspira contra mim", e isso chega a ser ridículo. Tão ridículo que um azulejo quebrado lembra o dia em que você entrou numa loja com ele e o azulejo também estava quebrado. Tão ridículo que um cara que passa na rua, e que não se parece nenhum um pouco com o seu ex, pode lembrar ele só porque ele também tem o cabelo liso. E as músicas românticas? Para ser mais ridículo ainda, nem precisa ser uma música romântica, porque em QUALQUER música vai existir um trecho que vai te lembrar algo do seu ex.
Enfim, você fica totalmente paranóica, com aquela impressão de que o passado te persegue em qualquer lugar, a qualquer hora, com qualquer pessoa e com qualquer palavra.
Mas, voltando a história, vendo a Mellany naquela situação fiquei tentando lembrar quais eram as coisas ridículas que me faziam lembrar do meu ex na época em que acabamos. Tinha um pouco de cada uma já dita anteriormente, mas o meu maior problema foi relacionado a cidade em que morava Dirceu, meu ex, que era Florianópolis - SC. Namoramos à distância e lembro-me que, quando terminamos, as placas de carro me lembravam ele porque, acredite se quiser, quase todas as vezes em que eu decidia olhar para a placa de um carro lá estava escrito Florianópolis - SC. E parecia que tudo no Brasil só acontecia em Florianópolis, o jornal todos os dias tinha notícias relacionadas a Florianópolis, até a maldita previsão do tempo tinha que dar a mínima ou a máxima de Florianópolis sempre!
Meus amigos, é claro, diziam que isso estava apenas na minha cabeça, e eu tentava mesmo acreditar que era apenas uma paranóia, porém, chegou um tempo em que eu tive a certeza absoluta de que o universo realmente conspirava contra mim. Minha confirmação veio quando resolvi sair para uma balada pela primeira vez depois do término do namoro.
Três rapazes abordaram eu e minha amiga Ellen no fim da balada e se apresentaram, um deles falou:
- Olá! Muito prazer, meu nome é Tirceu!
No mesmo instante pensei:
- Primeira vez que saio depois que acabei o namoro, primeiro cara que conheço, e o nome dele tinha que ser parecido com o do meu ex. E sem falar que ele ainda tem o mesmo tipo do meu ex, cabelos, olhos, altura, etc.
Deixei para lá, paranóia minha, o cara era legal e eu não podia culpá-lo só por ter um nome parecido com o do meu ex, não é mesmo?
Como eu já disse em outros posts, eu e a Ellen não dizíamos nossos nomes verdadeiros para as pessoas que conhecíamos nas baladas e nesse dia nós também o fizemos. Mas já no final da festa o arrependimento bateu, pois havíamos conversado horas e horas e todos haviam sido muito simpáticos.
- Olha, preciso ser sincera contigo, Vanessa não é meu nome verdadeiro.
Ele levou numa boa o fato de eu ter mentido o nome, e até tirou brincadeira:
- Poxa, que injusto! Eu falei meu nome verdadeiro para você, tiro até minha carteira de identidade para comprovar.
Quando ele mostrou a carteira acabei vendo uma informação a mais... A cidade em que ele havia nascido... Não, não, não... Não era Florianópolis, era Blumenau. Isso quebraria com toda a minha teoria de que o passado de fato estava me perseguindo... Isso se Blumenau não fosse a cidade em que meu ex também havia nascido.
Até hoje eu não consegui saber se o passado realmente me perseguiu naquela época, o que eu sei é que o passado fica presente durante algum tempo, mas que cabe a mim decidir se ele vai ser o meu futuro.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Os segredos da loja de lingerie

Imagino que esse post não será surpresa para algumas pessoas, mas com certeza para mim e para minha amiga Sabrina a situação foi de constrangimento, surpresa e ao mesmo tempo curiosidade. Já deixo avisado esse post é para maiores de 18 anos.

Foto por our.city.lights

Estávamos eu e Sabrina entediadas em minha casa. Então, para matar o tempo, resolvi mostrar algumas roupas e conjuntos de sutiã e calcinha que eu havia comprado recentemente em algumas lojas.
- Ai Vanessa! Eu adorei tudo, vamos fazer compras, estou precisando de algumas coisas também. Me leva nessas lojas?
- Lógico, quero até passar nessa loja de roupas íntimas para ver se chegou um sutiã branco sem alça.
Chegando na tal loja, botamos ela inteira de cabeça para baixo, vimos tudo o que tinha, pelo menos achávamos que tínhamos visto tudo. Era calcinha, sutiã e camisola de todo jeito, para grávidas, para o pós-parto, "meu primeiro sutiã" para meninas de 10 a 12 anos, tudo nos mais tamanhos variados.
Todo mundo sabe que nas lojas de lingeries sempre tem algo mais ousado também, e nós até vimos algumas coisas, calcinhas do tipo fio dental, outras com uma certa transparência, enfim, nada que já não tivéssemos visto em qualquer outra loja de roupas íntimas.
Quando estávamos fechando a conta a atendente disse aquela famosa frase:
- Mais alguma coisa meninas? Não querem levar nada a mais?
E eu não sei porque, mas a Sabrina olhou para a última prateleira da loja. Lá haviam alguns frascos coloridos, e curiosa ela perguntou:
- Moça, o que é aquilo?
E nessa hora, por sorte ou azar, entrou a dona da loja que já devia ter por volta de uns 50 anos, que ao ouvir a pergunta já foi logo entrando na conversa.
- Minhas queridas, isso aqui é um gel erótico, é ótimo para usar com a namorado! Me dê aqui a sua mão, e a sua também, olhem como é delicioso.
Nós ficamos um pouco sem reação no momento, mas ambas acabamos cheirando o produto. E ela retrucou:
- Não, não, vocês tem que sentir o gosto.
Eu me lembrei da minha infância, de quando escovar os dentes era algo super legal por causa que eu comia um pouco de pasta Tandy.
Envergonhadas, nós dissemos:
- É, pois é, legal né... Hehehehe.. hehe... he...
Pausa para o momento constrangedor...
De alguma maneira, a dona da loja foi com a nossa cara e começou a mostrar o que eram todos aqueles outros produtos na prateleira.
- Esse aqui é um desodorante corporal íntimo.
- Desodorante corporal íntimo?
Atente para o detalhe, era um embalagem em forma de coração com três pequenas bolinhas, como aquilo poderia ser um desodorante corporal?
- Então, é assim, você coloca isso quando for fazer amor, daí no ato ela vai estourar e vai deixar um cheiro maravilhoso!
A minha pergunta veio quase que instantânea:
- E não tem perigo desse negócio não estourar ou ficar preso lá?
- Não minha filha, é batata! Sempre estoura e nunca fica preso, eu mesma já experimentei!
Pausa para o momento constrangedor 2...
- Olhem meninas, nós também temos esse aqui, o "Surpresinha". Com ele você volta a ser virgem!
Nós fizemos a única coisa que poderíamos fazer naquele momento, rir. Pensem bem, as mulheres atualmente se submetem a uma intervenção cirúrgica para voltarem a serem virgens, e você pode encurtar todo o processo sem cirurgia, gastando menos tempo e dinheiro apenas utilizando o "Surpresinha"!
- Ok, como funciona isso?
Eu tinha que perguntar né.
- É o seguinte, é uma pomada que você passa daí a musculatura fica contraída como se você fosse virgem de novo!
- Isso não pode causar nenhum tipo de alergia não?
- Dá nada! Eu já testei também!
Pausa para o momento constrangedor 3...
Depois que você passa pelo momento constrangedor 3, você fica mais solta e começa a não ter mais vergonha nem medo de perguntar sobre qualquer outra coisa. Tanto eu quanto a Sabrina descobrimos o que eram todos aqueles produtos e suas variações, como por exemplo o gel labial erótico, havia um tipo que deixava a boca quente e um outro que deixava a boca fria.
E já que nós aparentávamos mais confortáveis com a situação, a dona da loja nos revelou a maior surpresa de todas:
- Olha, nós temos fantasias também. Se vocês quiserem eu posso pegar para vocês aqui no estoque, é que a gente não deixa elas expostas.
Foi então que eu pensei: "Cara, eu simplesmente tô numa Sex Shop enrustida! E quer saber, já que eu nunca fui numa Sex Shop..."
- Eu quero ver sim, traz aí!
Eram fantasias das mais variadas, Policial, Bombeira, Empregada, Colegial e até de Ronda do Quarteirão, que é um tipo de polícia que existe lá no Ceará.
Depois de tantas emoções, finalmente fechamos a conta e a dona da loja se despediu:
- Voltem sempre meninas! E olhem, para o Natal estão chegando mais novidades, inclusive a fantasia de Mamãe Noel!
Nos despedimos e fomos embora. E não, nós não levamos nada a mais, quem sabe numa próxima vez.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Vanessa entrevista: Por que homens e mulheres "gostam" do desprezo?

Este é um novo tema para as minhas postagens "Vanessa entrevista". Aqui não contarei histórias, apenas entrevistarei homens e mulheres para tirarmos dúvidas e discutirmos a cerca do assunto.
A pergunta de hoje surgiu porque me lembrei que há muito tempo atrás eu, Vanessa, estava interessada em um rapaz que também se mostrava bastante interessado em mim, mas que não sabia muito bem o que queria fazer com esse interesse. Impaciente com a indecisão do garoto, resolvi sumir, ou então falar muito pouco, ou não dar muito atenção para o mesmo. Pouco tempo depois, recebi uma mensagem dele que dizia apenas "saudades de você".

Então, resolvi perguntar para ambos os sexos: Por que homens e mulheres "gostam" do desprezo?
Sara (23 anos):
"Do meu ponto de vista, acho que nenhum ser humano gosta de ser desprezado. O que eu como mulher, gosto mesmo, é do frio na barriga que a dúvida causa: Será que ele está afim? Não é desprezo. Eu gosto de atenção, carinho e valorização, mas deixando também uma dúvida se a pessoa está se envolvendo ou não. Então não é que a gente goste do desprezo, é que o desprezo dá, de alguma forma, uma saculejada no relacionamento. A pessoa fica mais envolvida em conquistar, ir atrás, etc etc, ou não. Um dos ditados que eu acho mais certo é: 'Só valorizamos as coisas, como elas devem ser valorizadas, quando realmente perdemos'. E o desprezo causa isso.
Em algumas circunstâncias, quando somos desprezados, corremos atrás de reconquistar o que um dia já foi nosso ou queremos que seja nosso. Ou então, verificamos que aquele alguém que está nos desprezando não significa nada para a gente."
Katarina (28 anos):
"Os homens e as mulheres sentem desejo de dominar uns aos outros, e quando não conseguem criam em suas mentes um desafio, querendo dominar aqueles que não conseguem. A partir do momento que se é desprezado, sentimos que além de não termos poder sobre a pessoa, podemos perdê-la a qualquer m
omento. De certa forma isso é gostar, pois você sente a perda, sente a falta, e se você não gostasse não faria esforço pra conseguir de volta. E por que as mulheres, como eu, não desprezam os homens para tê-los de volta? Por medo de desprezar e eles não sentirem falta, perceber que não gostam de você. Aí falhou!"
Alice (24 anos):
"Eu acho que ninguém gosta realmente do desprezo. Home
ns e mulheres gostam da conquista, e quando eles não são bem sucedidos vem o desprezo. Entende? Eles insistem porque tem esperança, porque é ruim admitir uma derrota, e quando se trata de gente nada é tão simples. Deve ser como procurar um emprego, você precisa de emprego pelas razões óbvias: dinheiro para comprar sapatos! Não, brincadeira. Mas tipo, você acha uma vaga que te interessa e tenta preencher, se o encarregado diz que gostou e vai entrar em contato, você espera, se ele não liga em 2 dias você liga mostrando que está determinado, e por aí vai até ele dizer "já achamos outra pessoa!", então você começa a procurar outra vaga. Eu acho que o desprezo é como uma enchente, perturba, mas não move montanhas, pelo menos no caso das pessoas."
Vinicius (22 anos):
"Na verdade, não gosta não. Mas é igual a todas as outras pessoas do mundo, quando acha que não consegue fica doido. Só que birra emocional dói e tem gente que acaba pirando. Mas homem gosta do desprezo do mesmo tanto que a mulher, o
que é um saco."
Alberto (26 anos):
"O desprezo tem que ser cuidadoso, é uma boa arma, mas é uma faca de 2 gumes. Desprezo é bom só em pequena quantidade. Homens tem o péssimo costume de esquecer a pessoa que está do lado, não por deixar de gostar dela, nem pela "garantia" de estar junto de alguém. Eu percebi, durante os meus namoros fracassados, que um pouquinho de desprezo nos faz voltar a emoção da reconquista. Sabe tudo aquilo q
ue as mulheres reclamam? Dos homens que não as reconquistam constantemente? Pois é, então, se não houver o 'desafio' o homem não irá fazer, e é aí que entra o desprezo. Claro que tudo piora quando o desprezo é demais e o homem vê suas tentativas serem frustradas dia a dia. Eu já passei pelas duas situações, tanto a do 'sem desprezo nenhum' quanto a do 'desprezo demais'."
Doupi (26 anos):
"O ser humano é como um gato, principalmente a mulher tem a personalidade parecida com a de um gato. Se você fica dando importância para uma pessoa, a pessoa sente que já tem sua atenção e você passa a ser alguém já certo ao invés de uma pessoa que precisa ser conquistada. Então o desprezo é uma forma do outro entender que você não está tão interessado, e isso é estimulante, porque você quer
ser desejado. É como um gato, pegue o gatinho no chão e fique abraçando e acariciando que ele vai querer sair de perto de você, mas se você balançar uma pena na frente dele, vai atrair a atenção dele, e se você tirar isso da frente dele, o bicho vai ficar louco procurando."

Foto por Lel4nd Leland Francisco

Minha opinião? Bem, dizem que o entrevistador apenas deve relatar um fato e fazer as devidas perguntas. Jamais deve expressar sua opinião, pois o leitor pode ser influenciado pela a mesma.
Mas como todo bom entrevistador, um resumo cabe aqui.
Depois de ouvir todas as respostas, percebi que diferentemente do que a maioria das pessoas falam, que homens e mulheres são dois mundos totalmente distintos, ambos
na verdade pensam de maneira semelhante pelo menos nessa questão do desprezo. Ambos os sexos acham que as pessoas "gostam" do desprezo por uma questão de conquista ou reconquista, por medo de perder aqueles que amamos.
Talvez a posição de quem despreza também seja difícil, já que grande parte dos que desprezam também se sentem numa certa condição de desprezados, pois tudo o que querem é serem valorizados pela pessoa amada. Afinal de contas, não podemos nos esquecer que na verdade somos todos gatos à procura de um bom emprego.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Encontro de casais

Era um casal comum, Adriano e Paula. Um dia, não sei exatamente por qual motivo, Paula pediu ao marido Adriano:
- Amor, tive uma ideia! O que você acha de nós irmos para as reuniões do Grupo de Casais da Igreja?
O marido não queria, Paula insistiu. Ele não queria, ela queria, ele não queria, ela queria... Por fim, o marido acabou cedendo ao pedido da esposa e ambos começaram a frequentar o Grupo de Casais da Igreja.
Numa dessas idas ao Grupo conheceram Andréia e Pablo, outro casal que já frequentava o mesmo Grupo. Conversa vai, conversa vem, uma saída ali, outra acolá, adivinhem o que aconteceu? Não, não foi isso que você pensou, eles não fizeram troca de casais e foram numa Casa de Swing. Apenas Adriano conversou demais com Andréia e Andréia conversou demais com Adriano. De fato, a conversa foi tão intensa e profunda que um acabou se apaixonando pelo outro.
Pulando a parte clichê, onde os traídos descobrem a traição e rola aquele barraco, o resultado disso foi a separação de ambos os casais e a união de um novo casal, Adriano e Andréia, que se encontram juntos até hoje, firme e forte! Dá até para imaginar porque, afinal de contas o que o Grupo de Casais uniu o homem não separa. Brincadeiras à parte, já Pablo e Paula não tiveram conversas intensas e profundas e nem tão pouco se apaixonaram um pelo outro.
Notem a situação dos casais, quer dizer os ex-casais, eles estavam todos juntos no mesmo lugar, podendo assim "vigiar" uns aos outros, e estavam num lugar onde as pessoas acreditam ser bastante improvável de ocorrer uma traição.
O que quero dizer com isto? Bem, fica a lição para todos os casais que não saem para determinados locais porque acham que são locais propícios para se levar cantadas que te farão perder a pessoa amada. E também para aqueles que não gostam que o outro tenha uma vida própria e saía sozinho vez por outra.
A verdade é que para perder um companheiro ou companheira, basta apenas ter um.
Não é porque vamos numa balada, ou num show, ou até mesmo na casa de uma ex-namorada dele, que vamos perder a pessoa amada. Não é porque ela sai sozinha que ela vai te trair ou te trocar por outro.
Traição acontece em qualquer lugar, e não podemos deixar de viver ou sair por causa da possibilidade de uma eventual perda. Não precisamos estar sozinhos ou longe para trair ou perder alguém,
porque afinal de contas, o pecado pode mORAR ao lado...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

V de Valquíria

Particularmente, sou uma pessoa não muito a favor da vingança sendo paga na mesma moeda, principalmente quando a questão é a traição. Imagino que a sensação de dar o troco na mesma moeda possa até ser boa, até porque eu confesso que já tive meus momentos de dar o troco por meio de palavras, e todos eles foram realmente libertadores para mim.
Porém, quando alguém nos trai e nós revidamos traindo também, seja com um namorado ou de um amigo em que confiávamos, isso me faz pensar que estamos nos igualando a pessoa que nos traiu, nos tornando um reflexo daquilo que nos deu tanto repúdio.
Por outro lado, não tenho nada contra aqueles que preferem dar o troco na mesma moeda. Às vezes acho até que gostaria de fazer isso também, pois talvez seja uma maneira mais eficaz de se libertar da raiva e de fazer com que aquele alguém, que nos fez sofrer, se coloque de fato em nosso lugar.
Esse assunto me lembra uma colega, Valquíria, ela era casada havia algum tempo e sempre desconfiou de algumas "puladas de cerca" do marido. Ela me provou que uma vingança diferente da traição, pode ser até mais eficaz do que um troco devolvido na mesma moeda.
Em um dia comum, curiosamente, o marido dela chegou com uma roupa de cama artesanal nova para dar de presente a ela. Não demorou muito e Valquíria desconfiou, pois seu marido nunca dava presentes, ainda mais sendo um dia comum e uma roupa de cama que parecia ter sido muito cara. A desconfiança veio no mesmo instante:
- Que sem vergonha! Tá me traindo com alguma mulher que trabalha numa loja de roupas de cama!
As suspeitas só se confirmaram no dia seguinte, quando ela resolveu conhecer a nova loja de roupas de cama artesanais que abrira na pequena cidade em que ela e o marido moravam.
Ao chegar na loja, olhando as mercadorias, Valquíria deparou-se com uma roupa de cama extremamente familiar, na verdade uma roupa de cama exatamente igual a que havia ganho do marido no dia anterior. Encontrou então a única mulher que trabalhava na loja, e que era inclusive gerente da mesma. Sem pensar muito, perguntou:
- Boa tarde! Gostaria de saber se ontem veio aqui um homem chamado Manoel. Sou ESPOSA dele, ganhei uma roupa de cama deste mesmo modelo e gostaria de saber se ele a comprou aqui para eu possa trocá-la.
A mulher deu um sorriso estranho, segundo Valquíria era um sorriso do tipo maligno, sendo o suficiente para que ela encaixasse as peças do quebra-cabeça. Ela chegou a conclusão de que havia sido traída com aquela mulher que, por ser gerente da loja, deu uma roupa de cama cara ao seu marido, a qual ele não poderia pagar.
Tentando disfarçar, a mulher responde:
- Sim, esse senhor veio aqui e comprou essa mesma roupa de cama que a senhora me mostrou.
Valquíria tratou logo de descobrir aonde a mulher morava por meio dos funcionários da loja. Com a informação em mãos, voltou para casa, e dessa vez disposta a tomar uma atitude mais enérgica, daquelas que podem mudar uma vida.
No dia seguinte, Valquíria foi bater na porta da casa da mulher. Imaginem a surpresa dela ao perceber que quem veio atender a porta era justamente seu próprio marido. Nem esperou, entrou na casa da mulher como uma louca e sem pensar muito começou a quebrar tudo o que via pela frente, mesas, cadeiras, pratos, copos e garrafas. O marido apenas pedia:
- Valquirinha meu amor, se acalme, vamos para casa, eu posso explicar tudo isso.
O ódio a dominou e ela deu um tapa no rosto da mulher que, acreditem, não revidou.
Valquíria encerrou gritando que iria se vingar, deu as costas aos dois e foi para casa. O marido também não demorou a voltar.
- Valquirinha, abre a porta para mim! Vamos nos resolver meu amor!
Ainda com raiva, ela respondia:
- Não posso abrir agora, estou com meu amante aqui em casa!!!
Claro que não havia amante algum, e o marido sabia disso. Ele acabou indo embora depois de muita tentativas sem sucesso.
Assim que o dia amanheceu, Valquíria foi se vingar. Ao chegar na loja, falou com a mulher como se nada houvesse acontecido.
- Oi queridinha, tudo bem? Tá lembrada de mim? Eu vim aqui na loja querendo trocar aquela roupa de cama HORROROSA que meu marido "comprou". Posso falar com o dono antes?
A mulher, que não queria escândalos na loja, achou melhor fazer aquilo que ela pedia e a levou até o dono da loja.
- O senhor que é o dono da loja, não é? Olhe, vou ser bem direta e não tomarei o seu tempo. É o seguinte, o senhor sabe que aqui é loja de cidade pequena onde as fofocas sempre se espalham rapidamente. Então vim logo avisar o que está ocorrendo, para que assim o senhor possa tomar uma atitude.
- Pois não, o que se passa?
- A sua gerente está saindo com um homem casado, a cidade inteira já está comentando, e o pior de tudo é que dá presentes da sua loja para ele. Estou falando do meu marido, lá em casa estamos com muitas roupas de cama da sua loja que ele andou ganhando dela.
O homem enlouqueceu.
- Mas como pode ser isso? Eu namoro com ela! Eu dei o emprego que ela tem hoje e tudo o que tem na casa dela, e é assim que ela me agradece? Me traindo? Não aceitarei isto não!
O resultado disso tudo não poderia ser outro, o dono da loja pegou todos os presentes que havia dado para a mulher e a demitiu. Nunca mais Valquíria ouviu falar dela.
Hoje, Valquíria não está mais casada com Manoel, mas a experiência da vingança a marcou e ela continuará aplicando o seu V de Vingança, e de Valquíria, em todos aqueles que merecerem.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Os amigos homens são como as amigas mulheres

Eu sempre tive uma relação bem legal com os meus amigos homens, uma relação bem aberta, no bom sentido obviamente. Enfim, relações sem frescuras por assim dizer, onde eu nunca precisei selecionar ou filtrar determinados assuntos.
O que acontece é que, quando você tem relações desse tipo, isso leva a famosa "liberdade entre amigos". Ou seja, os comentários, as piadas, as dicas, os conselhos e os desabafos passam a não ter limite.
Para entender melhor como cheguei a conclusão do título desse post, é preciso deixar claro que cresci num prédio onde só haviam meninos, e isso fez com que eu tivesse mais amigos homens do que amigas mulheres. Esse fato me ajudou a perceber, com o tempo, que os meus amigos homens eram exatamente como as minhas amigas mulheres, ou vice-versa.

Foto por art lIve Wan Mohamed Aliff Ibrahim


Os amigos homens desabafam
, assim como as amigas mulheres, eles se enganam com o sexo oposto e caem nas mesmas armadilhas da conquista.
Um exemplo que me lembro bem, vem do meu amigo Antoni.
- Ah Vanessa... Você sabe que TUDO acontece comigo nessa vida...
- Que que houve Antoni?
- Você acredita que fui dar em cima de uma menina e ela me disse "Meu bem, da fruta que você gosta eu tenho de SOBRA!"?
Para ficar mais evidente a semelhança, eu conheço pelo menos umas três amigas que já se interessaram por alguém que já tinha de SOBRA da fruta que elas queriam.
Os amigos homens também se metem na sua vida
, assim como as amigas mulheres, eles dão conselhos bons e ruins.
Um conselho que me veio em mente agora foi de três amigos meus, cuja a liberdade entre nós é grande, já que somos amigos de infância. Bartolomeu, Rodolfo e Guilherme me disseram:
- É Vanessa, eu tava pensando aqui... Se eu fosse mulher, eu só pegava homem rico!
E assim como as boa amigas que tenho, os bons amigos apoiaram e concordaram com ele:
- É mesmo doido, você tem toda a razão!
Uma pequena observação sobre esse fato: Nenhum deles é rico, e se isso é um bom conselho ou não, fica a critério do leitor.
Continuando com os conselhos, os amigos homens ficam do seu lado, assim como as amigas mulheres, eles buscam uma cura para o fora que você levou e odeiam aqueles que te fazem sofrer, mesmo que ele seja do mesmo sexo que o dele.
Certa vez, numa dor de cotovelo misturada com a indecisão de uma possível volta com um ex, Sidney me disse:
- Olha Vanessa, se você quiser um remédio péssimo, mas eficaz, é o seguinte: volta com ele e depois de duas semanas dá um pé na bunda dele. Vai ser horrível, mas você vai se sentir melhor logo depois, acredite!
Os amigos homens te fazem se sentir bem em um dia ruim, assim como as amigas mulheres, eles estão dispostos a dizerem coisas que você nem imagina, como o próprio Benjamin fez comigo uma vez.
- Vanessa, você é uma mulher fálica!
- Fálica? O que é fálica?
- Fálica vem de falo, falo = pênis... Ou seja, você é uma mulher independente e completa. Tá meu bem?
E com isso eu posso encerrar dizendo que, por incrível que pareça, eles fazem com que eu me sinta sempre bem, assim como as minhas amigas mulheres.