sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

O debate político das cantadas

Se você é daquele tipo de pessoa que não se arrisca por medo de levar um "fora", saiba: você pode levar um "fora" sem ter pedido absolutamente nada, e, é quase certo, que esse "fora" virá de alguém que você jamais iria querer ter algo a mais. Os "dispensados" que não se conformam com a derrota, fazem questão de que o jogo vire e você seja o derrotado.
É praticamente um debate político, onde o candidato (ou pretendente a te dar uns amassos) pergunta e você naturalmente responde. Não satisfeito com a resposta que você deu, o candidato logo seguida "tem direito" a uma réplica, a qual você não está pronta para receber e às vezes não consegue ser rápida o suficiente para elaborar uma tréplica à altura.
Ficou confuso? Ok, vamos as definições segundo o dicionário:
Pergunta:
ato de perguntar; interrogação; inquirição; quesito.
Ex.: Qual o telefone da gatinha?
Resposta: ato ou efeito de responder; o que se diz ou se escreve àquele que fez uma pergunta ou formulou uma questão.
Ex.: Tá na lista.
Réplica: ato ou efeito de replicar; contestação; objeção;
Ex.: Mas... Eu não sei seu nome.
Tréplica: resposta a uma réplica; ato de replicar.
Ex.: Tá na lista também, antes do número do telefone.
Nem sempre é possível responder a uma cantada, ou dar um "fora", e estar totalmente segura de que você se livrou do candidato, o pior ainda pode acontecer e talvez você não tenha tréplica para isso.
A primeira vez que isso aconteceu comigo, eu estava numa boate dançando, quando de repente escutei uma pergunta:
- Oi! Posso saber seu nome?
A resposta veio quase que automática:
- Não!
E eu tive que ouvir uma réplica que me deixou sem tréplica:
- Graças a Deus!
O próximo caso me faz dar o seguinte conselho para vocês: Jamais salve sua amiga de um cara chato que não pára de dar em cima dela.
Estava com minha amiga Hannah em uma mesa do lado de fora da boate, ela não aguentava mais a insistência de um cara que se utilizava do fato de ser Paulista como o maior argumento para ficar com ela.
- Porque eu sou Paulista... Blá, blá, porque eu sou Paulista.
A cara de desconforto, com aquela situação, ficava evidente cada vez em que ela me olhava. Era quase um "Socorro! me tira daqui!" só que falado através dos olhos.
Ele perguntou mais uma vez:
- Mas então, não vai rolar e tal?
E eu, cansada daquela situação, respondi:
- Seguinte, ela é minha irmã mais nova, minha mãe não quer ela se agarrando por aí e mandou eu tomar conta dela. Beleza?
Então... Eu ganhei uma réplica:
- Ah é? Então me responde por que a irmã mais velha ainda tá de batom e a mais nova não?
Ainda houve uma tréplica, que não convenceu o candidato, vinda da minha amiga Ellen:
- Já ouviu falar em "trazer o batom e passar de novo"? Ou você acha que um batom dura a noite inteira?
Mas a pior réplica que já ouvi falar, aconteceu com um amigo meu.
Rodolfo estava em um forró e resolveu convidar uma menina, mais velha que ele, para dançar.
Pergunta: - Oi, posso dançar com você?
Resposta: - Tu é doido é? Leite Ninho tá caro!
Réplica: - E por que você acha que vim atrás de uma vaca?
E eu acho que não existe tréplica para isso. Se existe, por favor me digam...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Quero ser uma princesa

Deve ser o sonho de quase toda garota encontrar o "príncipe encantado", casar e ter um final do tipo "Felizes para Sempre" como nos filmes da Disney. Porém, se você quer mesmo encontrar o príncipe encantado e virar uma princesa, vejamos o que as outras princesas já não tiveram que passar para ter o seu suposto final feliz.
A Pequena Sereia
Primeiramente, vejamos o caso da sereia Ariel. Ela simplesmente fez uma espécie de "pacto com o diabo" para ficar com o príncipe Eric, assinou um contrato com a bruxa mais poderosa do oceano para adquirir atributos que pudessem conquistar seu príncipe. No caso dela, pernas. Pobre Ariel, até sem voz ela ficou, e o príncipe Eric por um triz não casou-se com a bruxa!
Rapunzel
Essa aí, coitada, tinha que jogar as tranças para o príncipe subir até a torre em que ela morava. O príncipe não se dava nem ao trabalho de levar uma escada ou uma corda. Nãããooo, ela tinha que ser puxada pelos cabelos mesmo!
A Bela e a Fera
A Bela precisou conviver, durante muito tempo e com muita paciência, com uma "fera" em vários sentidos. Era "fera" no nome, na aparência, na brutalidade e na grosseria, e ainda era mal-educado, mal-amado, e talvez até mal-comido. E digo mais, antes dele virar príncipe, a Bela teve que dar uma de professora e ensinar muitas boas maneiras para que o mesmo pudesse se salvar de ficar fera para sempre.
Shrek
Acho que da princesa Fiona não preciso nem dizer nada. O resultado da sua busca pelo "príncipe encantado" todos nós sabemos: virou uma ogra, foi viver na lama e ainda ganhou de brinde um amigo Burro.
Aladdin
A princesa Yasmin já era princesa, o que mais ela poderia querer? Ah sim, um príncipe lógico! E o que o Aladdin fez? Típico caso do "príncipe" mentiroso, o cara fingiu que era rico para ela supostamente se encantar com isso e criar a mera ilusão que eles podiam casar e viver felizes para sempre. Daí, quando ela já estava totalmente apaixonada, ele disse: "É, pois é né Yasmin, eu não sou rico, nem príncipe. Na verdade, eu roubo pão."
Sininho ou Tinker Bell
O maior sonho da Sininho era o de ter o tamanho de um ser humano qualquer. Desejava isso para poder abraçar o seu amor platônico, Peter Pan, um menino perdido, imaturo e que não queria crescer. Enfim, ela gostou dele a vida toda e o Peter Pan nunca se tocou disso.
Cinderella
Fez de tudo para ir para a porcaria do baile, cumpriu milhões de tarefas e sofreu o pão que o diabo amassou. Por sorte, a fada madrinha apareceu e fez mágica, fazendo com que ela dançasse com o príncipe a noite toda, olhos nos olhos e rosto colado. E por mais sorte ainda, ela esqueceu o sapato de cristal, porque senão ela nunca mais seria encontrada. Veja bem, o cego do príncipe ainda teve que sair calçando o sapato em todas as mulheres do reino até encontrá-la.
Branca de Neve e A Bela Adormecida
Esse caso tem tudo a ver com a expressão "espera sentado". Tenho que confessar, ainda bem que a princesa Aurora e a Branca de Neve estavam dormindo, porque esperar pela boa vontade de um príncipe não sei durante quanto tempo não é nada fácil.
Depois de todas essas histórias, só tenho uma coisa a dizer:
Acho que já somos princesas...

sábado, 11 de outubro de 2008

Suas experiências também me ensinam

Certa vez, conversando com minha amiga Vitória, ela me disse que acreditava que na vida nada acontecia por acaso, tudo tinha uma razão de ser, desde as pessoas que aparecem como as que se vão também. Ela continuou:
- Eu te falei tantas vezes que talvez você devesse acabar seu namoro por não estar sendo aquilo que você esperava, e hoje me encontro numa situação parecida, sem saber se desisto ou se continuo tentando. Será que a razão disso tudo é castigo por eu ter falado isso para você?
Na mesma hora eu disse que não, um castigo não faria sentido. Porém, pensei em outra coisa que também estava relacionado ao que ela havia me dito: "Será que ela precisava ver o meu exemplo para melhor entender a situação em que ela vive hoje e isso ter influência na decisão dela?"
Lembrei-me do meu primeiro namorado, um relacionamento a distância. Quase todas as pessoas à minha volta diziam que não daria certo, e foi assim durante muito tempo. O mais engraçado é que uma dessas pessoas, que julgava o tipo de relacionamento que eu levava, viveu isso também no decorrer do tempo em que eu namorei. Acabou dando certo para ela, já o meu, não vingou, e fracassou exatamente quando todos perceberam que poderia dar certo, quando se convenceram de que realmente iríamos nos casar. Enfim, talvez tenha durado tempo suficiente para as pessoas finalmente acreditarem que era possível e para inspirar outros que viriam a passar por tal situação.
Por falar em namoros que viram casamentos, não é engraçado que você namore, 3, 4, 5 anos e case justamente com aquele namorado que você conhece a menos de 1 ano? Na maioria dos casos acontece assim.
Lembrei da minha amiga Ellen, ela teve um desses namoros como o meu, onde todos acreditavam que eles iriam se casar. Alguns anos depois que eles acabaram, ele a procurou. O fato é que ele passava por um momento de tribulação em sua vida, e ao em vez de procurar apoio nas pessoas que estavam próximas, procurou apoio na Ellen, que já havia se afastado fazia algum tempo.
A princípio a gente pode pensar: é, no caso dela talvez a vida dos dois tivesse que "dar essa volta" para eles se reencontrarem e finalmente ficarem juntos. Mas não, isso aconteceu para que ela finalmente o deixasse ir de sua vida, para a história deles ter seu fim e não uma continuidade como acontece com a maioria que se reencontra.
Esse reencontro fez ela perceber que ele não era o cara certo para estar com ela, o que ela achou que devia dar certo, não deu, e ainda bem que não teve a chance de acontecer, pois não daria certo novamente, como foi há 3 anos atrás. Também, provavelmente, ela perderia tempo e não conheceria o Mário, seu atual namorado.
Hoje eles, Mário e Ellen, estão enfrentando 6 meses de relacionamento à distância para poderem ficar juntos novamente. E o engraçado é que, ela sabendo o que eu já vivi, hoje recorre a mim para saber como eu aguentava tal situação, e consegue entender como me senti quando vivenciei aquilo.
Voltando ao que minha amiga Vitória disse sobre ela estar sendo castigada, também pensei em outro
exemplo, mas dessa vez bem ridículo. Há uns 4 anos atrás estávamos eu, Deyse e Loana na praia, nós soltamos uma brincadeira dizendo o quanto os "Dirceus" eram os melhores namorados do mundo, pois na época nós três namorávamos garotos que se chamavam Dirceu. Namoramos durante muito tempo, cada qual com seu Dirceu, mas hoje nenhuma de nós namora Dirceu, e tão pouco namoramos outro. Será que foi um castigo porque nos gabamos de namorar "Dirceus"?
Ok, falei isso para ser ridículo mesmo, é claro que não foi um castigo! Mas é mais uma estúpida ironia da vida, podendo te surpreender com situações pelas quais você nem imagina que irá passar. E como às vezes precisamos passar por situações ruins para que aconteçam situações boas, talvez seja sempre aquela velha história do "tive que sair disso para abrir os olhos e encontrar algo melhor" ou do "tive que perder para aprender dar valor".

Já dizia Alanis Morissette na música "Ironic":
"Bem, a vida tem uma maneira engraçada
de te atrapalhar quando você pensa que está tudo bem
e tudo está dando certo
E a vida tem uma maneira engraçada
de te ajudar
quando você pensa que tudo deu errado
e tudo explode na sua cara..."


Será que a vida sempre dá um jeito de mostrar que quando você diz, ou faz algo, se está errado ou certo? Seja isso com sua própria experiência, a prática, ou pela experiência dos outros, a teoria? Aparentemente, entende-se que não são só as suas próprias experiências que tem influência na vida, as experiências dos outros, querendo ou não, tornam-se de alguma maneira nossa parte teórica também. Enquanto alguns vivenciam a prática, outros apenas tentam entender a teoria de nossa prática para não cometerem erros.
Acho que a pergunta em questão seria: Será que a nossa prática sempre tem uma razão de ser? Mesmo que seja apenas para se tornar teoria para alguns, ou talvez prática depois?

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

"Quem bebe Sukita não engole qualquer coisa"

Pois bem, hoje eu tenho uma charada, aí vai:
Qual é o tipo de cara que numa balada te chama de bebê?
TIC TAC TIC TAC TIC TAC...
Tempo esgotado!
Se você respondeu que é o cara com faixa etária acima de 40 anos que dá em cima de garotas que são no mínimo 20 anos mais novas que ele, acertou! É o famoso "Tio". E quem não lembra daquele famoso "Tio" da propaganda da Sukita?
Nada contra os "Tios", para ser sincera alguns até despertam o nosso interesse, mas se você não dá bola para um deles, não tem porque o mesmo insistir.

Eu, Ellen e Lúcia, estávamos num desses barzinhos com música ao vivo. E veja bem, não tem nada mais inconveniente do que você sentar numa mesa e os caras da mesa ao lado ficarem "secando" você e suas amigas a noite inteira. Agora imaginem o quão inconveniente isto pode se tornar quando esses caras são 30 anos mais velhos que vocês e nem um pouco atraentes.
Cansadas de tal situação decidimos pedir a conta e nos levantar para ir embora. Mas ao nos levantarmos:
- Ei bebê!
Tem alguém de fralda, chupeta ou mamadeira pra ele tá chamando de bebê? Sinceramente, já passa de 1:00 da manhã, acho que todos os bebês do Brasil estão em seus berços dormindo!
- Psiu!
E como era de se esperar, a gente sempre ignora...
Já saindo do bar, estávamos na calçada para atravessar a rua quando...
- Psiu, ei bebê!
E quando acontece na terceira vez, a gente ignora também...
- Psiu, bebê!
Ignora...
Já atravessando a rua e chegando ao outro lado dela...
- Psiu, ei bebê!
Calma...
- BEBÊ!
Ok, entendam uma coisa, eu não tenho nada contra homens mais velhos, mas quem insiste merece resposta, e ele pediu por isso...
- Pois não vovô?
Porque enfim né, tio ainda dá pra pegar...

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Se o coco tiver os requisitos certos, rola

Quais são as chances do mesmo cara dar em cima de você no mesmo lugar, exatamente na mesma mesa e no mesmo dia da semana? 

Deyse e eu estávamos numa dessas caraguejadas de quinta-feira. Eu não imaginava que pintar as unhas de azul e vestir uma camisa preta com a palavra "No" escrita, pudesse ser motivo para a aproximação de um cara.
- Ôôôôôiiiiiiii!
- Oi.
- Gostei de v
ocê!
- É mesmo? Por quê?
- Tipo, tu tá altamente tricolor com essas unhas azuis!
- É?
- É, Fortaleza e tal, azul e vermelho.
- Nossa...
- E essa blusa preta com esse "No"!
- O que tem ela?
- Ela é altamente tricolor! É tipo, "No preto", "No Ceará", sacou?
- Hum... Saquei... Deixa eu adivinhar seu nome?
- Deixo, duvido que você adivinhe!
- Lázaro.
- Caramba! Tu é boa mesmo! Ou... Vem cá, tu me conhece?
Vamos relembrar um post que fiz nas férias do começo do ano, em
17 de Fevereiro de 2008

"História 4 - Escolha bem o batom que você usa
- Esse seu batom é muito bonito.
- Obrigada.
- Mas acho que você ficaria melhor ainda sem ele.
Silêncio constrangedor...
- Mas eu só posso fazer isso se você me permitir.
Silêncio ainda mais constrangedor...
- Posso?
- Não."
Pois bem, esse é o Lázaro. E com essa nós podemos concluir que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas uma cantada cai.
- Você já deu em cima de mim nas férias passadas, aliás, por coincidência, numa caranguejada de quinta-feira, nesse mesmo lugar e nessa exata mesa.
- Foi?
- Você disse que meu batom era bonito, mas que eu ficaria melhor ainda sem ele e perguntou se poderia tirar e eu disse "Não".
- Ei! Essa cantada é boa né não?
- Oh, se é!
- Peraí que vou usar com a tua amiga.
Coitada da Deyse, ele se voltou para ela e me pedindo silêncio soltou:
- Ei, teu batom é lindo.
Acho que nem preciso dizer que a Deyse me olhou com uma cara de "Quem é esse louco? O que eu digo?". Então eu a ajudei:
- Agora você diz "Obrigada".
- Obrigada.
- Mas você ficaria melhor ainda sem ele, posso tirar?
- Não.
- Tá, então assim, tu tá vendo aquele morro ali?
- Não.
Detalhe: Embora estivéssemos na praia, não havia nenhum morro ou duna próximo, não faço a menor idéia de que morro ele estava falando para a Deyse.
- Tá, mas o coqueiro, aquele ali, tu tá vendo?
- Tô.
- Tá vendo o coco?
- Não tem coco.
- Mas se o coco cair rola?
- Cai.
Isso veio seguido de uma risada coletiva dos três envolvidos.
- Olha lá o que você vai me responder hein.
- Mas não tem coco!
É, e não tinha mesmo. Mas vamos filosofar a respeito, mesmo que existisse um coco, será que o coco cairia e rolaria? Oh Céus, eu me pergunto! Porque se você pensar bem dependem de muitas coisas para um coco cair e rolar.
1 - A altura da qual ele cai;
2 - A velocidade com a qual ele chega ao chão;
3 - O quão redondo ele é;
4 - O atrito dele com a superfície;
5 - A inclinação dessa superfície;
Ou seja, o coco tem que ser um coco com os requisitos certos pra poder cair e ainda rolar. Então, pensando bem, a pergunta dele foi até complexa.
Mas, voltando para a história, a noite se seguiu com ele tentando beijar minha amiga e ela dizendo:
- Não.
Ele tentando, e ela:
- Não.
E eu pensando: "Isso vai dar uma ótima história para o Meu Sopro."
Quando ele finalmente cansou...
- Olhe, eu vou embora! Mas se eu te ver ficando com um cara mais feio que eu, eu volto aqui! Ouviu?
Sim Senhor! Quem é ela para dizer algo? Ela não entende nem de cocos que caem e rolam na areia, quanto mais de caras bonitos.
 


Esse encontro foi construtivo para as nossas vidas, pois nós aprendemos que se aquele coco, especificamente aquele coco daquele coqueiro, cair, ele não rola... Ou será que rola? Não sei, acho que depende de qual coco vai cair.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...