sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Se o coco tiver os requisitos certos, rola

Quais são as chances do mesmo cara dar em cima de você no mesmo lugar, exatamente na mesma mesa e no mesmo dia da semana? 

Deyse e eu estávamos numa dessas caraguejadas de quinta-feira. Eu não imaginava que pintar as unhas de azul e vestir uma camisa preta com a palavra "No" escrita, pudesse ser motivo para a aproximação de um cara.
- Ôôôôôiiiiiiii!
- Oi.
- Gostei de v
ocê!
- É mesmo? Por quê?
- Tipo, tu tá altamente tricolor com essas unhas azuis!
- É?
- É, Fortaleza e tal, azul e vermelho.
- Nossa...
- E essa blusa preta com esse "No"!
- O que tem ela?
- Ela é altamente tricolor! É tipo, "No preto", "No Ceará", sacou?
- Hum... Saquei... Deixa eu adivinhar seu nome?
- Deixo, duvido que você adivinhe!
- Lázaro.
- Caramba! Tu é boa mesmo! Ou... Vem cá, tu me conhece?
Vamos relembrar um post que fiz nas férias do começo do ano, em
17 de Fevereiro de 2008

"História 4 - Escolha bem o batom que você usa
- Esse seu batom é muito bonito.
- Obrigada.
- Mas acho que você ficaria melhor ainda sem ele.
Silêncio constrangedor...
- Mas eu só posso fazer isso se você me permitir.
Silêncio ainda mais constrangedor...
- Posso?
- Não."
Pois bem, esse é o Lázaro. E com essa nós podemos concluir que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas uma cantada cai.
- Você já deu em cima de mim nas férias passadas, aliás, por coincidência, numa caranguejada de quinta-feira, nesse mesmo lugar e nessa exata mesa.
- Foi?
- Você disse que meu batom era bonito, mas que eu ficaria melhor ainda sem ele e perguntou se poderia tirar e eu disse "Não".
- Ei! Essa cantada é boa né não?
- Oh, se é!
- Peraí que vou usar com a tua amiga.
Coitada da Deyse, ele se voltou para ela e me pedindo silêncio soltou:
- Ei, teu batom é lindo.
Acho que nem preciso dizer que a Deyse me olhou com uma cara de "Quem é esse louco? O que eu digo?". Então eu a ajudei:
- Agora você diz "Obrigada".
- Obrigada.
- Mas você ficaria melhor ainda sem ele, posso tirar?
- Não.
- Tá, então assim, tu tá vendo aquele morro ali?
- Não.
Detalhe: Embora estivéssemos na praia, não havia nenhum morro ou duna próximo, não faço a menor idéia de que morro ele estava falando para a Deyse.
- Tá, mas o coqueiro, aquele ali, tu tá vendo?
- Tô.
- Tá vendo o coco?
- Não tem coco.
- Mas se o coco cair rola?
- Cai.
Isso veio seguido de uma risada coletiva dos três envolvidos.
- Olha lá o que você vai me responder hein.
- Mas não tem coco!
É, e não tinha mesmo. Mas vamos filosofar a respeito, mesmo que existisse um coco, será que o coco cairia e rolaria? Oh Céus, eu me pergunto! Porque se você pensar bem dependem de muitas coisas para um coco cair e rolar.
1 - A altura da qual ele cai;
2 - A velocidade com a qual ele chega ao chão;
3 - O quão redondo ele é;
4 - O atrito dele com a superfície;
5 - A inclinação dessa superfície;
Ou seja, o coco tem que ser um coco com os requisitos certos pra poder cair e ainda rolar. Então, pensando bem, a pergunta dele foi até complexa.
Mas, voltando para a história, a noite se seguiu com ele tentando beijar minha amiga e ela dizendo:
- Não.
Ele tentando, e ela:
- Não.
E eu pensando: "Isso vai dar uma ótima história para o Meu Sopro."
Quando ele finalmente cansou...
- Olhe, eu vou embora! Mas se eu te ver ficando com um cara mais feio que eu, eu volto aqui! Ouviu?
Sim Senhor! Quem é ela para dizer algo? Ela não entende nem de cocos que caem e rolam na areia, quanto mais de caras bonitos.
 


Esse encontro foi construtivo para as nossas vidas, pois nós aprendemos que se aquele coco, especificamente aquele coco daquele coqueiro, cair, ele não rola... Ou será que rola? Não sei, acho que depende de qual coco vai cair.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Os 5 estágios da Vanessa na areia movediça

Não é exatamente uma história minha que tenho para contar hoje, na verdade é uma história "universal", que acontece praticamente com todos, o famoso "chute" de uma relação. Pode ser qualquer tipo de relação, um fica, um namoro, um casamento, uma sociedade, uma parceria, etc. Se você não viu aquele famoso vídeo "Os 5 Estágios de uma Girafa na Areia Movediça", provavelmente não entenderá esse post, sendo assim, assista.
Os estágios apresentados são: Negação, Fúria, Barganhando, Depressão e Aceitação. Considerando as experiências já vividas pelas pessoas que conheço e por mim mesma, nem sempre esses 5 estágios ocorrem exatamente nessa ordem no que se refere ao fim de um relacionamento. No meu caso, por exemplo, ocorreram na seguinte ordem: Fúria, Depressão, Negação, Barganhando, GRANDE DEPRESSÃO e Aceitação.
A partir disso, é possível traçar um paralelo do vídeo da Girafa com o final de um relacionamento.
Num primeiro momento você negará até o fim, não acreditará, pensará que está num pesadelo e que brevemente acordará. Não será por mal, mas seus amigos provavelmente te dirão frases idiotas como "vocês voltam" e "é só uma fase".
Quando você finalmente perceber que não é só uma fase, que vocês não vão voltar, que não é um pesadelo e que na verdade já está acordado, você será dominado pelo estado da fúria, se sentirá traído e enganado, tanto pela pessoa que fez isso com você quanto por você mesmo. Para aqueles que possuem "sangue quente" ou "cabeça quente", possivelmente terão pensamentos brutais, como por exemplo: socando a cara de seu "amado" até ele sangrar, ou mordendo a cara de alguém como no caso da Girafa.
Depois de tentar todas as coisas terrenas possíveis para que vocês tivessem um final feliz, você resolverá recorrer as coisas "não terrenas", seja tendo uma conversa sincera com Deus, ou indo naquele pai de santo para fazer aquele feitiço, ou quem sabe, venderá sua alma ao diabo. Não importa como, mas de alguma maneira você tentará barganhar para ter de volta o que perdeu.
Visto que nem as coisas terrenas e nem as "não terrenas" funcionaram, você cairá num estado de depressão, onde a única coisa que você saberá fazer é chorar e enxugar lágrimas, chorar e enxugar lágrimas, às vezes chorar, ligar para um amigo, se lamentar e enxugar lágrimas.
E por último, o estágio mais importante de todos, você aceitará. Vá pro inferno! A vida é muito melhor e maior do que ficar numa cama chorando por quem, uma hora dessas, está por aí vivendo enquanto você está morrendo.
Só haverá um problema, nesse tempo todo você não se dará conta, mas na verdade estava afundando, e mais cedo ou mais tarde chegará ao "fundo" do poço, ou como a Girafa, ao "fundo" da areia movediça. O seu consolo é que, estando no "fundo" do poço, as coisas não têm mais como piorar, e a tendência será a de alguém vir e te puxar para fora dele.
Considerando todos estes estágios e suas explicações, podemos "traduzir" as falas da Girafa para a nossa realidade: 

Estágio 1 - Negação
A Girafa diz:
"Tá, grande coisa. Provavelmente nem é areia movediça! Vou dar boas risadas com a galera quando lembrar disso hoje à noite. Hahahah... Hahah... Ha..."
Nós dizemos:
"Tá, grande coisa. Provavelmente nem é o fim mesmo! Vou dar boas risadas com ele quando lembrar disso amanhã. Hahahah... Hahah... Ha..." 

Estágio 2 - Fúria
A Girafa diz:
"AH PERFEITO! Areia movediça ESTÚPIDA! Floresta ESTÚPIDA! AAAAHHH! Quero morder a cara de alguém!!! FILHA DA P... ! FILHA DA P... ! F-I-L-H-A D-A P... ! AAAHHH! ESSA FLORESTA ESTÚPIDA!!!"
Nós dizemos:
"AH PERFEITO! Garoto ESTÚPIDO! Eu sou uma ESTÚPIDA! AAAAHHH! Quero espancar a cara de alguém!!! FILHA DA P... ! FILHA DA P... ! F-I-L-H-A D-A P... ! AAAHHH! ESSE RELACIONAMENTO ESTÚPIDO!!!" 

Estágio 3 - Barganhando
A Girafa diz:
"Você está aí Deus? Sou eu... Girafa. E... Escuta... Se você me der uma nova chance fora dessa areia movediça e tal... Eu prometo... Eu PROMETO... Não mijarei mais em cima das suas pequenas criaturas... E aí? Temos um acordo?"
Nós dizemos:
"Você está aí Deus? Sou eu... Vanessa. E... Escuta... Se você me der uma nova chance com ele e tal... Eu prometo... Eu PROMETO... Não brigarei mais por causa de pequenas coisas... E aí? Temos um acordo?" 

Estágio 4 - Depressão
A Girafa diz:
"BUÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!!BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!!!!!!"
Nós dizemos:
"BUÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!! BUÁÁÁÁÁÁ!!!BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!!!!!!BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!!!!!!BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!!!!!!BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!!!!!!" 

Estágio 5 - Aceitação
A Girafa diz:
"Sabe de uma coisa? Eu tô de boa... Eu aposto que no paraíso tem mais folhas suculentas do que eu posso comer. E cada um tem sua própria máquina de raspadinha. Issooooo... Leve-me ó doce morte! Eu aguardo pelo seu doce abraço... O quê? Acho que eu cheguei no fundo... MERD..."
Nós dizemos:
"Sabe de uma coisa? Eu tô de boa... Eu aposto que no mundo tem mais caras maravilhosos do que eu posso imaginar. E cada um tem sua própria alma gêmea. Issooooo... Chute-me ó doce tolo! Eu aguardo pelo seu doce arrependimento... O quê? Acho que eu cheguei no fundo... MERD..."
Agora você já pode se perguntar: "Qual a minha ordem de Estágios na Areia Movediça?"

sexta-feira, 11 de julho de 2008

"Beije a moça"

Já conhecia o Thales de outras festas que já havia ido do grupo de voluntários, mas numa festa em particular acabamos nos conhecendo melhor, e a partir desse dia ele sempre encontrava motivos para que eu fosse para as reuniões do grupo de voluntários.
O primeiro motivo foi uma "escolta" que ele fez no próprio dia da festa até minha casa, segundo ele eu deveria ir ao grupo como uma forma de agradecimento pela sua gentileza. Então... Eu fui...
Na segunda vez, segundo ele, eu teria que ir para buscar um anel meu que ele tinha "pegado emprestado" na primeira vez em que fui. Então... Eu fui...
Na terceira vez eu teria que ir, segundo ele, porque ele havia me entregado uma carta pessoalmente, então eu teria que responder essa carta e entregá-la pessoalmente assim como ele havia feito. Então... Eu fui...
E foi nessa terceira vez que acabei constatando "se afasta enquanto ainda dá tempo".
- Então, quando você vier sábado... Aliás, tenho que pensar no motivo pra você vir no próximo sábado.
- Thales, não virei mais.
- Por quê?
- Não posso mais ficar vindo.
- Não tá gostando?
- Não muito, mas o motivo é outro. É que não posso mais te ver.
- Por que não?
- Eu vinha pra cá por causa das pessoas, claro que também pelos motivos que você me dava, até porque eu nem gosto muito das reuniões. Mas com o tempo o meu motivo pra vir aqui mudou, eu venho porque quero ver você, porque gosto de estar com você, da sua companhia. Entende?
Tá, acho que agora ele vai me beijar...
- Entendo...
- Era isso, me desculpe qualquer coisa.
Eu ia adorar se fosse com um beijo...
- Mas então você pode vir e não me ver!
Pausa: é o quê?
- Mas eu só venho porque quero te ver.
Me beija...
- É né... Então você vem e me vê!
Sha-la-la-la-la, vocês já ouviram aquela música do filme da Pequena Sereia?
"Aí está ela, aprendendo a namorar
Nada, nada vai falar mas embora não a ouça
Dentro de você, uma voz vai dizer agora
Beije a moça..."
- Thales, não posso mais te ver, não tô afim de tomar na testa agora.
Me beija...
- Hum... Então você só vem por minha causa, e agora não pode vir mais por minha causa também?
- Sim...
Me beija...
- Eu entendo.
Vocês acham mesmo que ele entendeu?
- Então... Eu vou sentir sua falta...
Me beija...
"É verdade, gosta dela como vê
Talvez ela de você, nem pergunte a ela
Pois não vai falar, só vai demonstrar
Se você a beijar..."
- Mas a gente não pode se ver fora daqui?
- Se não posso te ver aqui, por que poderia em outro lugar?
Me beija...
- É, não fez sentido isso que eu disse.
Na verdade nada até agora fez.
- É isso...
Me beija...
- Bem, eu vou ali falar com o pessoal, você vai também?
- Não, vou ficar aqui.
Esperando você me beijar...
- Refletindo?
- Sim...
Não, esperando você me beijar...
Então eu fiquei ali e ele lá.
"Sha-la-la-la-la, vai não vai,
Olha o rapaz não vai, não vai beijar a moça
Sha-la-la-la-la, essa não, ele não tenta não
E vai perder a moça..."
2 horas depois...
- Vamos pra casa?
Acreditem, para complicar a situação eu estava de carona logo com ele. Imaginem o silêncio constrangedor. Eu que não gosto de nada mal resolvido, logo quebrei esse silêncio.
- Thales, você entendeu o que eu disse hoje?
- Sim, mas se você quiser me explicar de novo.
- Não, me explique você.
Depois disso você me beija...
- Você não pode mais me ver porque está começando a gostar de mim e não quer se decepcionar agora.
- Isso.
- Mas você não devia fazer isso.
- Por que não?
- Porque você não vai tomar na testa.
- Como assim?
- Porque eu gosto de você...
- Como assim?
Depois daquela atitude sem sentido eu tinha que ter certeza do que ele estava falando dessa vez.
- Me encontro na mesma situação que você me descreveu hoje, gosto de você como você gosta de mim, senão mais...
"Esta é a hora, flutuando na lagoa (no meu caso, dirigindo no carro)
Veja só que hora boa, não perca esta chance
Ela não falou e ela não vai falar,
Se você não a beijar..."
- E por que você não disse isso antes?
Traduzindo: E por que você não me beijou antes?
- Na verdade, eu fui pensar como eu ia fazer pra te convencer de ficar, pois queria poder te ver de novo.
Meninas, agora vocês podem fazer "ooooowwww".
- Você me deixou pensar mil e uma coisas.
Como por exemplo, que não queria me beijar...
- Desculpe Vanessa...
- Tudo bem...
- Agora que está claro para nós e para todos?
- Para todos?
- Sim, acho que todos perceberam que estava acontecendo algo entre nós nessas últimas semanas.
- É...
"Sha-la-la-la-la, vai com fé,
Que agora vai dar pé, é só você beijar
Sha-la-la-la-la, vai em frente
Não desaponte a gente, você tem que beijar..."

- Então... Como ficamos?
- Você quer saber se ainda vou nas reuniões do grupo?
Claro que não sua tonta!
- Não, quero saber como ficamos independente do grupo ou de qualquer outra coisa.
- Eu quero te ver mais vezes...
Mas antes me beija...
- Então verá.
Nesse momento chegamos na minha casa.
"Sha-la-la-la-la, pegue a mão,
Escute esta canção e beije logo a moça
Sha-la-la-la-la, pra ser feliz, faça o que a gente diz
E beije logo a moça.
Beija a Moça... Beija a Moça..."

Ah sim! Se ele me beijou ou não? Isso é segredo, e quem sabe assunto para uma outra história...

domingo, 1 de junho de 2008

Desagradáveis cantadas de uma sexta à noite

Ao longo de sua vida as garotas recebem muitos elogios, cantadas, etc, sendo difícil saber como se livrar quando os caras são verdadeiros "pregos" e te incomodam. Essa é uma pequena amostra de como algumas amigas minhas conseguiram se livrar desses "pregos" em uma de nossas saídas numa sexta à noite. Mas antes de usar alguma frase dessa lista ou outra qualquer, lembre-se: toda resposta pode vir seguida de uma outra muito mais desagradável que a sua, por isso, pense bem antes de falar e aplicar certas técnicas. 

3° Lugar - As Aparências Enganam
Andando numa dessas festas com a Ellen, somos paradas por alguém que diz:
- Vocês são gêmeas?
Para tomarmos consciência do caso, notem as nossas descrições:
Ellen: Loira, cabelo liso, 1,65m, olhos verdes.
Vanessa: Morena, cabelo cacheado, 1,78m, olhos castanhos.
Nesse caso a melhor resposta que pudemos pensar foi:
- Sim, somos almas gêmeas.

2° Lugar - Só Um
- Ah, me dá um beijo vai!
- Não...
- Só um...
- Não...
- Vou embora da sua cidade sem te dar um beijo?
- Vai...
- Tem certeza que não quer?
- Deixa eu te ver melhor.
[...]
- Agora eu tenho.

1° Lugar - Vamos Evitar o Constrangimento 
O garoto olhou para ela, ela olhou para ele, porque afinal de contas ele estava olhando para ela. Então, o que aconteceu? Pois é, ele veio na direção dela crente que era a última coca-cola gelada no deserto... Ela balançou a cabeça negativamente e pensou:
- Ah não! De novo não! Odeio, odeio essas conversinhas que já sei que a resposta é "não"! Não, só por hoje não!
Então, com aquele sorrisinho de "eu sou o cara" ele começou a abrir a boca, sabe lá Deus para falar o quê. E antes que ele pudesse dizer algo, ela se pegou dizendo:
- Não, sério, vamos evitar o constrangimento. Volta pro teu lugar.
E na sequência ela teve que aguentar aquela famosa cara de "Hã?".
- Não, é sério, você volta pro teu lugar, economiza a saliva e um discurso, continua sua noite agradável com os seus amigos e me poupa do trabalho de ser chata. E de quebra ainda me deixa continuar curtindo minha noite com as minhas amigas, que até então estava maravilhosa. Aí a gente evita uma conversa que todo mundo já sabe qual vai ser o final e fica todo mundo bem e feliz!
E para terminar, aquele sorrisinho amarelo:
- Certo?
É, para ela até estava certo, mas para ele não estava certo não. Ele tentou mesmo assim e levou o não mesmo assim.
Não foi dessa vez que ela conseguiu se livrar fácil dele, mas o "vamos evitar o constrangimento" acabou servindo como pretexto em uma outra ocasião.
Em um outro lugar, numa outra festa, esse mesmo cara apareceu e tentou novamente, mas dessa vez não foi com o "vamos evitar o constrangimento" que ela se livrou dele, e sim com "o vamos relembrar o seu constrangimento".

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Desagradáveis cantadas de um sábado à noite

Essas são 5 conversas curtas e diretas que levaram ao nada, mas que acabaram virando pérolas de uma sexta a noite.
História 1 - Qualquer motivo serve
Num luau com a quase inseparável amiga Ellen, que também foi abordada por um elemento do mesmo nível que o seguinte.
- Oi, como é seu nome?
- Vanessa.
- Prazer, eu sou o Fred.
- Prazer.
- Eu já vou, tchau.
Isso mesmo, a direta dele só tem começo e fim, sem meio, sacou?
Então só me resta dizer:
- Tchau.
- Você vai sair assim sem me dar um beijo?
Como assim eu vou sair? Eu continuo sentada! Mas o mais intrigante não é isso, a pergunta que não quer calar é:
- E por que eu deveria te dar um beijo?
Preparem-se para a resposta.
- Porque eu acho que nós formamos um belo casal!
E nesse exato momento eu pulei no pescoço dele e disse: Eu também acho!
História 2 - Eu te perdôo
Sentada numa mesa com a Ellen e a Lúcia num bar.
Um cara vem em direção a mesa e tenta brindar sua garrafa de cerveja com o meu copo de coca-cola. Eu, educadamente, correspondo ao brinde.
- Oi, como é seu nome?
- Vanessa.
- Meu nome é Alexandre.
Na hora você pensa: Eu perguntei o nome dele? Mas também se ele não se apresentasse não seria nada educado.
Ele continua.
- Me desculpa se eu te incomodei tá?
- É... tá...
- Tchau.
E oferece mais um brinde e sai.
Esse é mais um caso de conversa sem meio, apenas começo e fim.
História 3 - Um vidente formado em Harvard
Essa aconteceu no mesmo local da história 2, mas dessa vez a vítima foi a Lúcia.
Um indivíduo se aproxima, e sem ser convidado senta em nossa mesa de frente para a Lúcia.
- Você já teve um grande amor.
- Aham.
- E ele vai voltar e você vai ficar balançada com ele.
- E como você sabe disso?
- Eu sou vidente, formado em Harvard.
- Nossa!
- É, e você vai casar duas vezes. Vai ser infeliz no primeiro casamento, mas você vai se realizar no segundo casamento, esse sim você vai dar certo!
- Cara, isso não tá colando.
- Não estou tentando dar em cima de você não.
Então ela me olha com aquela cara de "Me tira daqui!". E eu ajudo dizendo:
- Cara, seja lá o que for que você queira, não tá colando!
Ele olha pra ela e diz:
- E essa sua amiga aí, vai ser a sua amiga solteirona. Ela não vai casar!
- Como você sabe que ela já não foi casada?
- Pode até ter sido, mas agora não casa mais não, vai morrer solteira!
Grau 5 de bebedeira, acho que ele estava mais pra 'rogador de pragas' do que vidente.
História 4 - Escolha bem o batom que você usa
- Esse seu batom é muito bonito.
- Obrigado.
- Mas acho que você ficaria melhor ainda sem ele.
Silêncio constrangedor...
- Mas eu só posso fazer isso se você me permitir.
Silêncio ainda mais constrangedor...
- Posso?
- Não.
História 5 - A Nora que o papai pediu
Até no shopping você não consegue escapar de uma curta e direta.
Um senhor que passa rapidamente com seu filho olha para mim e a Hannah. Não se aguentando acaba soltando:
- Essas aí vão ser minhas futuras noras!
Não se eu puder evitar casando com ela primeiro! É melhor eu correr!
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