quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Não custa nada tentar

Quantas vezes você já não ouviu a frase "não custa nada tentar"? O "não custa nada tentar" nos incentiva a tentar, em alguns casos, coisas simples que eram complicadas apenas na nossa cabeça, coisas que realmente valiam a pena. Em outros casos, incentiva a tentar coisas impossíveis, inéditas, ridículas ou até mesmo sem noção.
No mundo dos relacionamentos o "não custa nada tentar" serve para tentativas de convites, aproximações, cantadas, declarações, confissões, etc. Ele se manifesta principalmente quando estamos de olho em alguém e não conseguimos achar um motivo para não tentarmos algo. 


Conversando com alguns amigos, ouvi algumas
situação reais incentivadas por essa frase. Parte-se sempre do princípio que não se tem nada a perder, somente tem-se a ganhar ou deixar de ganhar. O problema é que nem sempre ganhar significa ganhar algo bom... 

Não custa nada tentar chamar alguém para sair pela primeira vez...
Era sexta-feira e ambos saíam do trabalho no mesmo horário, ele então criou coragem e a chamou para saírem juntos pela primeira vez:
- Tá afim de ir num lugar ali? A cerveja lá é no preço e bem gelada, a comida também é no preço, tudo no preço! Mas tipo... Tu só tem que tirar esse teu cordão ae e o teu relógio...
- Meu, pra onde é que você vai me levar?
- Não, você não entendeu... A cerveja é no preço, gelada, tem churrasquinho também... É ótimo! Mas você tira só esse teu relógio e esse cordão...
Nesse caso ele ganhou um fora e o constrangimento de vê-la todos os dias. 

Não custa nada tentar uma aproximação...
Conversando com ela numa festa já há alguns minutos, ele resolveu perguntar:
- Onde você mora?
- Ah, moro ali no bairro norte!
- É, então vai ser difícil para o nosso amor se realizar...
Nesse caso ambos deixaram de ganhar. 

Não custa nada tentar um lugar diferente...
Estava entediada no msn, quando resolvi jogar conversa fora com um amigo na esperança de sair para algum lugar.
- Ah cara, eu preciso sair... tão entediada!
- Vamos sair então! Eu conheço um lugar massa!
- É?! Vamos, aonde fica?
- Lá tem até espelho no teto! Muito irado!
Nesse caso ninguém ganhou nada.

Não custa nada tentar uma rima engraçadinha...
Ele estava numa boate quando finalmente conseguiu puxar conversa com ela. Conversa vai, conversa vem, ele descobriu que ela morava no Piauí.
- Você é do Piauí? Eu adoro o caranguejo de lá!
- Sou sim, também adoro!
- Mas sabe o que é melhor do que caranguejo?
- Não, o quê?
- O meu beijo!
Com certeza ambos ganharam uma boa risada.

Não custa nada tentar pelo computador...
Já fazia um tempo que ela conversava com ele pela internet, até se viram pessoalmente uma única vez. Um dia ele se declarou apaixonado.
- Mas isso não é possível! A gente só se viu uma vez!
- Então garota, os cegos não tem o direito de amar???
Ela ganhou uma boa resposta e ele o silêncio dela.

Não custa nada tentar ter outra...
Ela conversava no msn com um garoto que tinha namorada e que estava dando em cima dela.
- Queria ser seu, mas você não me quer!
- Você tem NAMORADA!
- E você tem eu! Deixa eu te ver? Até já sei sua resposta.
- Tá ficando espertinho!
- Por que você é tão idiota comigo, hein?
- Será que você não se tocou que você tem NAMORADA? Fica me cobrando coisas que eu não tenho que te dar satisfações! Não sou nada sua! Prefiro minha amiga do que você!
- Obrigado pelo maior fora da minha vida.
Como o próprio garoto disse, ele ganhou o maior fora da vida dele.

Pensando assim, se ganhar pode significar ganhar situações ruins e constrangedoras, ainda bem que não custa nada tentar, porque se custasse o prejuízo poderia ser ainda maior.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Meu Sopro no Top 30 Semanal do Prêmio Top Blog

Olá queridos leitores! Gostaria de agradecer a todos aqueles que já votaram no Meu Sopro para o Prêmio Top Blog 2011 na categoria variedades. O blog está entre os 30 mais votados até agora, por isso, mais uma vez, muito obrigada! Sem vocês isso não seria possível!


Para quem ainda não votou e deseja votar, basta clicar aqui e deixar seu nome e e-mail. Não se esqueça de validar o seu voto através do e-mail fornecido.

Agora você também pode seguir o Meu Sopro através do twitter @meusopro. Confira!

domingo, 17 de julho de 2011

Escrito nas estrelas? - Vanessa e Antoni

Acho que nunca fui muito de acreditar em religiões, adivinhações, crenças, coisas místicas, etc. Confesso que até achava interessante essa coisa de signos, mas como sou bastante racional e nunca encontrava racionalidade nisso, jamais encarei de maneira séria esse tipo de coisa.
Até que, um dia, fui num Astrólogo, pois estava fazendo um trabalho sobre Astrologia. Fiquei impressionada com tudo o que ele falou ao meu respeito, mas a questão amorosa, obviamente, foi a que mais chamou a atenção.
Ele disse que eu estava muito fechada para o amor ultimamente, e de fato já estava há um ano e meio sem me interessar por ninguém. Apesar disso, ele disse que eu iria conhecer e namorar uma pessoa muito falante, boa de papo, carismática e que talvez por causa desse alguém eu precisaria ir embora da minha cidade. Disse até o ano em que eu provavelmente me casaria.
Não levei muito a sério, mas segundo ele, para a Astrologia o universo conspira para aquilo acontecer e a decisão depende de mim, pois isso tudo são apenas tendências.
Um mês se passou e fui esquecendo essa história, naquele mês eu estava totalmente empolgada com um show em São Paulo, tão empolgada que comprei o ingresso e a passagem meses antes.
Outro mês se passou e num dia qualquer, acabei me tornando amiga virtual de um cara chamado Alberto, que sempre comentava nos posts do meu blog. Por coincidência, ou destino, um amigo estava fazendo uma visita ao Alberto naquele dia, por conta disso conheci o Antoni, e desse dia em diante não paramos mais de conversar.
Apesar do Antoni morar em São Paulo, nos tornamos amigos rapidamente, nos falávamos quase todos os dias, até mesmo sobre assuntos pessoais, acho que pelo fato dele ser muito falante, bom de papo e carismático. Assim, fomos ficando íntimos e ele foi ganhando espaço no meu coração, tanto que finalmente se declarou:
- Bem Vanessa, preciso te contar algo... É que... Eu gosto de você... Mesmo!
Confessei que sentia algo, mas que não nos conhecíamos pessoalmente, era complicado devido ao fato de morarmos longe um do outro e não sabia se confiava viver novamente um namoro à distância. Enfim, como em toda história de amor, ele disse que provaria que era diferente dos outros.
Uns meses depois eu já estava de malas prontas para ir a São Paulo ver o show que tinha comprado antes mesmo de conhecer o Alberto e Antoni. Eles queriam me conhecer pessoalmente já que eu ficaria alguns dias na cidade. Sendo assim, marcamos um encontro num bar junto com alguns amigos meus de lá. Como era de se esperar, foi aquele clichê, nos abraçamos e meu coração bateu forte.
Até então, nada havia acontecido. Foi quando decidi pegar meu casaco na chapelaria e ele resolveu me acompanhar que ele me encostou, literalmente, na parede. Me abraçou forte e quando percebi que poderia me beijar fiquei muito nervosa.
- Antoni! Não tô pronta pra isso!
- Não tem problema, só quero ficar abraçado...
O problema era que eu desejava que acontecesse algo entre nós, mas não queria me apegar, pois morava longe e ele já havia deixado claro que queria um compromisso sério. Sabia que se nos beijássemos isso se tornaria algo sério.

Finalmente fomos para casa onde eu estava hospedada. Ao chegar, me deparei com Antoni segurando um buquê de rosas e bichinhos de pelúcia. Agradeci, muito envergonhada, com um beijo no rosto dele.

 
Foto por Alberto Otrebla

No dia seguinte, nossos amigos fizeram um jantar na casa da minha amiga. Antoni e eu ficamos o tempo inteiro juntos, mas dessa vez percebi que ele não insistia como antes, talvez por causa da noite anterior. Aproximei minha mão para perto da dele, ele percebeu e a segurou por debaixo da mesa.
No outro dia, decidimos sair com nossos amigos para o Burger King. Conversamos sobre diversos assuntos e lembro-me que ele falava sobre algo triste e acabei dando um beijo em seu rosto para consolá-lo. Desse beijo ele foi virando bem devagar em minha direção, quando percebemos já estávamos nos beijando.
Sim, seguido de suspiros e sorrisos, nós demos o nosso primeiro beijo no Burger King. Ok, deixo vocês brigarem comigo por isso. Tive a oportunidade de beijá-lo numa balada ao som de músicas sensacionais, em frente ao prédio que estava hospedada numa rua simpática com árvores lindas, num jantarzinho descontraído com os amigos íntimos e nosso primeiro beijo foi logo no Burger King!
Não que o Burger King seja um lugar ruim, até gostamos de lá, só que agora teremos que admitir que ele se tornou especial e inesquecível, o que é muito estranho.
Logo após o beijo, Antoni tirou do pescoço um cordão com um crucifixo e colocou nas minhas mãos.
- Quem me deu isso foi a mulher que mais amei na vida, minha avó. Quero que fique com você.
- Não! Tá maluco? Você nem sabe quando vai me ver de novo!
- Me devolve quando a gente casar...
Insisti para que ele ficasse com o cordão, afinal de contas eu não tinha aceitado namorar. Mas ele foi firme na decisão e não aceitou.
O dia do show chegou, que por sinal foi ótimo. Depois, nos reunimos na casa de um amigo do Antoni, onde todos acabaram dormindo por lá. Pela manhã, quando acordei, ouvi Antoni ainda meio dormindo falar baixinho:
- Vanessa, eu te amo...
Com um sorriso de orelha a orelha ele me perguntou:
- Namora comigo?
E é claro que eu disse que siiim!

Até agora o "universou conspirou" para estarmos com quase 1 ano e meio de namoro e, apesar da distância, nós continuamos e vivemos esse amor nos visitando sempre que possível e nos falando todos os dias, seja por telefone ou via internet. Não sei se está escrito nas estrelas que vamos nos casar, mas o cordão continua comigo e estou aprontando as malas para estudar em São Paulo muito em breve! 

Caso você tenha uma história interessante, diferente, inusitada ou engraçada sobre relacionamentos e queira vê-la publicada no Meu Sopro, envie um e-mail para meusopro@hotmail.com para que eu possa reescrevê-la.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Amor real virtual ou amor virtual real?

Depois que você assume que possui muitos amigos virtuais e que atualmente já está no seu segundo namoro virtual, você passa a ser uma espécie de referencial para todos daquela garota que entende como é possível se interessar por alguém que nunca se viu pessoalmente.

Foto por CPGXK

Vamos por partes, para quem não sabe ou não me conhece, eis o meu histórico de relacionamentos virtuais:

- Namorei 3 anos e meio com o Dirceu que morava em Florianópolis - SC. Nos conhecemos e começamos a namorar pela internet, mais tarde também nos conhecemos pessoalmente e nos encontrávamos sempre que possível.
- Tenho mais ou menos uns 7 amigos virtuais que moram em cidades distantes da minha e que não conheço pessoalmente, mas que tento manter contato sempre que possível.
- E atualmente, estou namorando à distância novamente, só que dessa vez com o Antoni. Nos conhecemos pela internet e só começamos a namorar quando nos conhecemos pessoalmente. Essa longa história até merece ser contada em um outro post.
Com a minha experiência em relacionamentos virtuais e reais, entenda-se relacionamentos como amores entre namorados e amigos, percebi que nem sempre o real é de fato real e o virtual é virtual, ou seja, o real pode ser virtual e o virtual pode ser real.
Benjamim Constant estava certo quando disse que:
"Todo sentimento precisa de um passado pra existir, o amor não, ele cria como por encanto um passado que nos cerca. Ele nos dá a consciência de havermos vivido anos a fio com alguém que a pouco era quase um estranho. Ele supre a falta de lembranças por uma espécie de mágica..."
Se o amor de fato cria esse passado e supre a falta de lembranças, isso significa que isso é possível também no mundo virtual, já que no mundo real nos também criamos um passado que nunca existiu.
Em se tratando do mundo real, em alguns relacionamentos as coisas acontecem assim: saímos para algum lugar, vemos aquela pessoa bonita ou charmosa que dá vontade de conhecer, até então, apenas pela sua aparência, rolando a famosa atração física. Por mais que você queira conhecê-la antes de beijá-la, isso quase nunca é possível, afinal de contas 5 a 10 minutos de conversa com alguém não é de fato conhecer, mas é claro que é possível que você tenha uma noite muito divertida e agradável ao lado da pessoa.
Em se tratando de mundo virtual as coisas são diferentes, se queremos conhecer e manter contato com alguém somos "obrigados" a conversarmos, porque simplesmente é a ÚNICA coisa que podemos fazer. Se a conversa flui bem da primeira vez a tendência é que ela se repita praticamente todos os dias.
Concluí que, no mundo real, às vezes precisamos beijar alguém para que TALVEZ possamos conhecê-lo de verdade algum dia. Já no virtual, precisamos conversar com alguém para que TALVEZ possamos beijá-lo de verdade algum dia. Numa primeira ideia parece que no real o "físico" vem antes do "mental" e no virtual o "mental" vem antes do "físico". Se você prefere um ou o outro, tanto faz, não existe certo ou errado, cada caso é um caso.
É lógico que a parte física é de grande importância, mas não podemos nos esquecer que os longos casamentos, as longas amizades e os grandes amores não se prenderam essencialmente por causa da parte física, e sim por conta de algo que transcende o corpo, o conhecer além, a sincronia de pensamentos.
As pessoas, de maneira geral, entendem o virtual como o oposto do real. É fácil quebrar essa ideia apenas expondo os conceitos do dicionário:
Real: "Que existe de facto. = efetivo, verdadeiro ≠ imaginário, irreal. Que tem existência física, palpável. = concreto ≠ abstracto." *
O virtual pode ser efetivo e verdadeiro, com existência física e palpável. Só porque não posso tocar em algo não significa que não seja real.
Virtual: "Que existe potencialmente e não em ação. Suscetível de se realizar ou de se exercer. Possível. Analógico; potencial." *
O real pode existir apenas potencialmente e não em ação. Só porque presencio ou observo algo não significa que irei tomar alguma atitude. Existe o potencial, mas eu não agi.
Tive alguns relacionamentos "reais", tanto com amigos quanto com namorados, que duraram pouquíssimo tempo, mal nos víamos, saíamos, ou conversávamos. E já tive relacionamentos "virtuais" onde as pessoas conseguiram ou ainda conseguem, por incrível que pareça, serem mais presentes do que outras que moram próximas a mim. 
Apesar de expor que em certos casos os relacionamentos virtuais são mais reais do que os ditos como reais, não viva somente de relacionamentos virtuais, pois também precisamos de pessoas presentes fisicamente para aquela saidinha ou aquele abraço de vez em quando.
Acreditem, relacionamentos virtuais tem vantagens e desvantagens. Assim como um relacionamento real ele também acontece naturalmente, quando não se procura e nem se espera, ele aparece. 

Referências:
* Definição de real. Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Disponível em http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=real
* Definição de virtual. Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Disponível em http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=virtual

domingo, 22 de maio de 2011

Prêmio Top Blog 2011

Olá queridos leitores! O Meu Sopro foi indicado e está concorrendo ao Prêmio Top Blog 2011 na categoria variedades. Para votar basta clicar no selo ao lado e deixar seu nome e e-mail. Não se esqueçam de validar o seu voto através do e-mail fornecido. Agradeço vocês desde já!

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