domingo, 17 de julho de 2011

Escrito nas estrelas? - Vanessa e Antoni

Acho que nunca fui muito de acreditar em religiões, adivinhações, crenças, coisas místicas, etc. Confesso que até achava interessante essa coisa de signos, mas como sou bastante racional e nunca encontrava racionalidade nisso, jamais encarei de maneira séria esse tipo de coisa.
Até que, um dia, fui num Astrólogo, pois estava fazendo um trabalho sobre Astrologia. Fiquei impressionada com tudo o que ele falou ao meu respeito, mas a questão amorosa, obviamente, foi a que mais chamou a atenção.
Ele disse que eu estava muito fechada para o amor ultimamente, e de fato já estava há um ano e meio sem me interessar por ninguém. Apesar disso, ele disse que eu iria conhecer e namorar uma pessoa muito falante, boa de papo, carismática e que talvez por causa desse alguém eu precisaria ir embora da minha cidade. Disse até o ano em que eu provavelmente me casaria.
Não levei muito a sério, mas segundo ele, para a Astrologia o universo conspira para aquilo acontecer e a decisão depende de mim, pois isso tudo são apenas tendências.
Um mês se passou e fui esquecendo essa história, naquele mês eu estava totalmente empolgada com um show em São Paulo, tão empolgada que comprei o ingresso e a passagem meses antes.
Outro mês se passou e num dia qualquer, acabei me tornando amiga virtual de um cara chamado Alberto, que sempre comentava nos posts do meu blog. Por coincidência, ou destino, um amigo estava fazendo uma visita ao Alberto naquele dia, por conta disso conheci o Antoni, e desse dia em diante não paramos mais de conversar.
Apesar do Antoni morar em São Paulo, nos tornamos amigos rapidamente, nos falávamos quase todos os dias, até mesmo sobre assuntos pessoais, acho que pelo fato dele ser muito falante, bom de papo e carismático. Assim, fomos ficando íntimos e ele foi ganhando espaço no meu coração, tanto que finalmente se declarou:
- Bem Vanessa, preciso te contar algo... É que... Eu gosto de você... Mesmo!
Confessei que sentia algo, mas que não nos conhecíamos pessoalmente, era complicado devido ao fato de morarmos longe um do outro e não sabia se confiava viver novamente um namoro à distância. Enfim, como em toda história de amor, ele disse que provaria que era diferente dos outros.
Uns meses depois eu já estava de malas prontas para ir a São Paulo ver o show que tinha comprado antes mesmo de conhecer o Alberto e Antoni. Eles queriam me conhecer pessoalmente já que eu ficaria alguns dias na cidade. Sendo assim, marcamos um encontro num bar junto com alguns amigos meus de lá. Como era de se esperar, foi aquele clichê, nos abraçamos e meu coração bateu forte.
Até então, nada havia acontecido. Foi quando decidi pegar meu casaco na chapelaria e ele resolveu me acompanhar que ele me encostou, literalmente, na parede. Me abraçou forte e quando percebi que poderia me beijar fiquei muito nervosa.
- Antoni! Não tô pronta pra isso!
- Não tem problema, só quero ficar abraçado...
O problema era que eu desejava que acontecesse algo entre nós, mas não queria me apegar, pois morava longe e ele já havia deixado claro que queria um compromisso sério. Sabia que se nos beijássemos isso se tornaria algo sério.

Finalmente fomos para casa onde eu estava hospedada. Ao chegar, me deparei com Antoni segurando um buquê de rosas e bichinhos de pelúcia. Agradeci, muito envergonhada, com um beijo no rosto dele.

 
Foto por Alberto Otrebla

No dia seguinte, nossos amigos fizeram um jantar na casa da minha amiga. Antoni e eu ficamos o tempo inteiro juntos, mas dessa vez percebi que ele não insistia como antes, talvez por causa da noite anterior. Aproximei minha mão para perto da dele, ele percebeu e a segurou por debaixo da mesa.
No outro dia, decidimos sair com nossos amigos para o Burger King. Conversamos sobre diversos assuntos e lembro-me que ele falava sobre algo triste e acabei dando um beijo em seu rosto para consolá-lo. Desse beijo ele foi virando bem devagar em minha direção, quando percebemos já estávamos nos beijando.
Sim, seguido de suspiros e sorrisos, nós demos o nosso primeiro beijo no Burger King. Ok, deixo vocês brigarem comigo por isso. Tive a oportunidade de beijá-lo numa balada ao som de músicas sensacionais, em frente ao prédio que estava hospedada numa rua simpática com árvores lindas, num jantarzinho descontraído com os amigos íntimos e nosso primeiro beijo foi logo no Burger King!
Não que o Burger King seja um lugar ruim, até gostamos de lá, só que agora teremos que admitir que ele se tornou especial e inesquecível, o que é muito estranho.
Logo após o beijo, Antoni tirou do pescoço um cordão com um crucifixo e colocou nas minhas mãos.
- Quem me deu isso foi a mulher que mais amei na vida, minha avó. Quero que fique com você.
- Não! Tá maluco? Você nem sabe quando vai me ver de novo!
- Me devolve quando a gente casar...
Insisti para que ele ficasse com o cordão, afinal de contas eu não tinha aceitado namorar. Mas ele foi firme na decisão e não aceitou.
O dia do show chegou, que por sinal foi ótimo. Depois, nos reunimos na casa de um amigo do Antoni, onde todos acabaram dormindo por lá. Pela manhã, quando acordei, ouvi Antoni ainda meio dormindo falar baixinho:
- Vanessa, eu te amo...
Com um sorriso de orelha a orelha ele me perguntou:
- Namora comigo?
E é claro que eu disse que siiim!

Até agora o "universou conspirou" para estarmos com quase 1 ano e meio de namoro e, apesar da distância, nós continuamos e vivemos esse amor nos visitando sempre que possível e nos falando todos os dias, seja por telefone ou via internet. Não sei se está escrito nas estrelas que vamos nos casar, mas o cordão continua comigo e estou aprontando as malas para estudar em São Paulo muito em breve! 

Caso você tenha uma história interessante, diferente, inusitada ou engraçada sobre relacionamentos e queira vê-la publicada no Meu Sopro, envie um e-mail para meusopro@hotmail.com para que eu possa reescrevê-la.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Amor real virtual ou amor virtual real?

Depois que você assume que possui muitos amigos virtuais e que atualmente já está no seu segundo namoro virtual, você passa a ser uma espécie de referencial para todos daquela garota que entende como é possível se interessar por alguém que nunca se viu pessoalmente.

Foto por CPGXK

Vamos por partes, para quem não sabe ou não me conhece, eis o meu histórico de relacionamentos virtuais:

- Namorei 3 anos e meio com o Dirceu que morava em Florianópolis - SC. Nos conhecemos e começamos a namorar pela internet, mais tarde também nos conhecemos pessoalmente e nos encontrávamos sempre que possível.
- Tenho mais ou menos uns 7 amigos virtuais que moram em cidades distantes da minha e que não conheço pessoalmente, mas que tento manter contato sempre que possível.
- E atualmente, estou namorando à distância novamente, só que dessa vez com o Antoni. Nos conhecemos pela internet e só começamos a namorar quando nos conhecemos pessoalmente. Essa longa história até merece ser contada em um outro post.
Com a minha experiência em relacionamentos virtuais e reais, entenda-se relacionamentos como amores entre namorados e amigos, percebi que nem sempre o real é de fato real e o virtual é virtual, ou seja, o real pode ser virtual e o virtual pode ser real.
Benjamim Constant estava certo quando disse que:
"Todo sentimento precisa de um passado pra existir, o amor não, ele cria como por encanto um passado que nos cerca. Ele nos dá a consciência de havermos vivido anos a fio com alguém que a pouco era quase um estranho. Ele supre a falta de lembranças por uma espécie de mágica..."
Se o amor de fato cria esse passado e supre a falta de lembranças, isso significa que isso é possível também no mundo virtual, já que no mundo real nos também criamos um passado que nunca existiu.
Em se tratando do mundo real, em alguns relacionamentos as coisas acontecem assim: saímos para algum lugar, vemos aquela pessoa bonita ou charmosa que dá vontade de conhecer, até então, apenas pela sua aparência, rolando a famosa atração física. Por mais que você queira conhecê-la antes de beijá-la, isso quase nunca é possível, afinal de contas 5 a 10 minutos de conversa com alguém não é de fato conhecer, mas é claro que é possível que você tenha uma noite muito divertida e agradável ao lado da pessoa.
Em se tratando de mundo virtual as coisas são diferentes, se queremos conhecer e manter contato com alguém somos "obrigados" a conversarmos, porque simplesmente é a ÚNICA coisa que podemos fazer. Se a conversa flui bem da primeira vez a tendência é que ela se repita praticamente todos os dias.
Concluí que, no mundo real, às vezes precisamos beijar alguém para que TALVEZ possamos conhecê-lo de verdade algum dia. Já no virtual, precisamos conversar com alguém para que TALVEZ possamos beijá-lo de verdade algum dia. Numa primeira ideia parece que no real o "físico" vem antes do "mental" e no virtual o "mental" vem antes do "físico". Se você prefere um ou o outro, tanto faz, não existe certo ou errado, cada caso é um caso.
É lógico que a parte física é de grande importância, mas não podemos nos esquecer que os longos casamentos, as longas amizades e os grandes amores não se prenderam essencialmente por causa da parte física, e sim por conta de algo que transcende o corpo, o conhecer além, a sincronia de pensamentos.
As pessoas, de maneira geral, entendem o virtual como o oposto do real. É fácil quebrar essa ideia apenas expondo os conceitos do dicionário:
Real: "Que existe de facto. = efetivo, verdadeiro ≠ imaginário, irreal. Que tem existência física, palpável. = concreto ≠ abstracto." *
O virtual pode ser efetivo e verdadeiro, com existência física e palpável. Só porque não posso tocar em algo não significa que não seja real.
Virtual: "Que existe potencialmente e não em ação. Suscetível de se realizar ou de se exercer. Possível. Analógico; potencial." *
O real pode existir apenas potencialmente e não em ação. Só porque presencio ou observo algo não significa que irei tomar alguma atitude. Existe o potencial, mas eu não agi.
Tive alguns relacionamentos "reais", tanto com amigos quanto com namorados, que duraram pouquíssimo tempo, mal nos víamos, saíamos, ou conversávamos. E já tive relacionamentos "virtuais" onde as pessoas conseguiram ou ainda conseguem, por incrível que pareça, serem mais presentes do que outras que moram próximas a mim. 
Apesar de expor que em certos casos os relacionamentos virtuais são mais reais do que os ditos como reais, não viva somente de relacionamentos virtuais, pois também precisamos de pessoas presentes fisicamente para aquela saidinha ou aquele abraço de vez em quando.
Acreditem, relacionamentos virtuais tem vantagens e desvantagens. Assim como um relacionamento real ele também acontece naturalmente, quando não se procura e nem se espera, ele aparece. 

Referências:
* Definição de real. Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Disponível em http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=real
* Definição de virtual. Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Disponível em http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=virtual

domingo, 22 de maio de 2011

Prêmio Top Blog 2011

Olá queridos leitores! O Meu Sopro foi indicado e está concorrendo ao Prêmio Top Blog 2011 na categoria variedades. Para votar basta clicar no selo ao lado e deixar seu nome e e-mail. Não se esqueçam de validar o seu voto através do e-mail fornecido. Agradeço vocês desde já!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O passado nos persegue?

No mês passado conheci uma amiga do meu atual namorado que recentemente havia terminado um relacionamento. Passei vários dias com a Mellany tentando animá-la e fazendo com que ela não lembrasse tanto do ex-namorado. A situação dela me lembrou quando terminei o meu primeiro namoro, término no qual resultou o blog Meu Sopro.
Parece que essa coisa de terminar namoro é sempre a mesma situação clichê para todas as pessoas, digo isso porque ela falava exatamente as mesmas coisas que eu falava:
"Vocês não entendem, não era para ter acabado!"
"Vocês não sabem o que eu estou passando!"
"Por que ele está fazendo isso comigo?"
"Eu sei que ainda dá para ajeitar!"
"Ele ainda me ama, eu sei que ama!"
"Tenho certeza que não vou conseguir esquecê-lo!" 
"Eu nunca mais vou achar ninguém que combine comigo como ele..."


Dentre todas as frases, uma me chamou mais atenção: "TUDO me lembra ele, TUDO!"
Esse negócio de "TUDO me lembra ele" acaba derivando para "o passado me persegue" e "o universo conspira contra mim", e isso chega a ser ridículo. Tão ridículo que um azulejo quebrado lembra o dia em que você entrou numa loja com ele e o azulejo também estava quebrado. Tão ridículo que um cara que passa na rua, e que não se parece nenhum um pouco com o seu ex, pode lembrar ele só porque ele também tem o cabelo liso. E as músicas românticas? Para ser mais ridículo ainda, nem precisa ser uma música romântica, porque em QUALQUER música vai existir um trecho que vai te lembrar algo do seu ex.
Enfim, você fica totalmente paranóica, com aquela impressão de que o passado te persegue em qualquer lugar, a qualquer hora, com qualquer pessoa e com qualquer palavra.
Mas, voltando a história, vendo a Mellany naquela situação fiquei tentando lembrar quais eram as coisas ridículas que me faziam lembrar do meu ex na época em que acabamos. Tinha um pouco de cada uma já dita anteriormente, mas o meu maior problema foi relacionado a cidade em que morava Dirceu, meu ex, que era Florianópolis - SC.
Namoramos à distância e lembro-me que, quando terminamos, as placas de carro me lembravam ele porque, acredite se quiser, quase todas as vezes em que eu decidia olhar para a placa de um carro lá estava escrito Florianópolis - SC. E parecia que tudo no Brasil só acontecia em Florianópolis, o jornal todos os dias tinha notícias relacionadas a Florianópolis, até a maldita previsão do tempo tinha que dar a mínima ou a máxima de Florianópolis sempre!
Meus amigos, é claro, diziam que isso estava apenas na minha cabeça, e eu tentava mesmo acreditar que era apenas uma paranóia, porém, chegou um tempo em que eu tive a certeza absoluta de que o universo realmente conspirava contra mim. Minha confirmação veio quando resolvi sair para uma balada pela primeira vez depois do término do namoro.
Três rapazes abordaram eu e minha amiga Ellen no fim da balada e se apresentaram, um deles falou:
- Olá! Muito prazer, meu nome é Tirceu!
No mesmo instante pensei:
- Primeira vez que saio depois que acabei o namoro, primeiro cara que conheço, e o nome dele tinha que ser parecido com o do meu ex. E sem falar que ele ainda tem o mesmo tipo do meu ex, cabelos, olhos, altura, etc.
Deixei para lá, paranóia minha, o cara era legal e eu não podia culpá-lo só por ter um nome parecido com o do meu ex, não é mesmo?
Como eu já disse em outros posts, eu e a Ellen não dizíamos nossos nomes verdadeiros para as pessoas que conhecíamos nas baladas e nesse dia nós também o fizemos. Mas já no final da festa o arrependimento bateu, pois havíamos conversado horas e horas e todos haviam sido muito simpáticos.
- Olha, preciso ser sincera contigo, Vanessa não é meu nome verdadeiro.
Ele levou numa boa o fato de eu ter mentido o nome, e até tirou brincadeira:
- Poxa, que injusto! Eu falei meu nome verdadeiro para você, tiro até minha carteira de identidade para comprovar.
Quando ele mostrou a carteira acabei vendo uma informação a mais... A cidade em que ele havia nascido... Não, não, não... Não era Florianópolis, era Blumenau. Isso quebraria com toda a minha teoria de que o passado de fato estava me perseguindo... Isso se Blumenau não fosse a cidade em que meu ex também havia nascido. 

Até hoje eu não consegui saber se o passado realmente me perseguiu naquela época, o que eu sei é que o passado fica presente durante algum tempo, mas que cabe a mim decidir se ele vai ser o meu futuro.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Os segredos da loja de lingerie

Imagino que esse post não será surpresa para algumas pessoas, mas com certeza para mim e para minha amiga Sabrina a situação foi de constrangimento, surpresa e ao mesmo tempo curiosidade. Já deixo avisado esse post é para maiores de 18 anos.

Foto por our.city.lights

Estávamos eu e Sabrina entediadas em minha casa. Então, para matar o tempo, resolvi mostrar algumas roupas e conjuntos de sutiã e calcinha que eu havia comprado recentemente em algumas lojas.
- Ai Vanessa! Eu adorei tudo, vamos fazer compras, estou precisando de algumas coisas também. Me leva nessas lojas?
- Lógico, quero até passar nessa loja de roupas íntimas para ver se chegou um sutiã branco sem alça.
Chegando na tal loja, botamos ela inteira de cabeça para baixo, vimos tudo o que tinha, pelo menos achávamos que tínhamos visto tudo. Era calcinha, sutiã e camisola de todo jeito, para grávidas, para o pós-parto, "meu primeiro sutiã" para meninas de 10 a 12 anos, tudo nos mais tamanhos variados.
Todo mundo sabe que nas lojas de lingeries sempre tem algo mais ousado também, e nós até vimos algumas coisas, calcinhas do tipo fio dental, outras com uma certa transparência, enfim, nada que já não tivéssemos visto em qualquer outra loja de roupas íntimas.
Quando estávamos fechando a conta a atendente disse aquela famosa frase:
- Mais alguma coisa meninas? Não querem levar nada a mais?
E eu não sei porque, mas a Sabrina olhou para a última prateleira da loja. Lá haviam alguns frascos coloridos, e curiosa ela perguntou:
- Moça, o que é aquilo?
E nessa hora, por sorte ou azar, entrou a dona da loja que já devia ter por volta de uns 50 anos, que ao ouvir a pergunta já foi logo entrando na conversa.
- Minhas queridas, isso aqui é um gel erótico, é ótimo para usar com a namorado! Me dê aqui a sua mão, e a sua também, olhem como é delicioso.
Nós ficamos um pouco sem reação no momento, mas ambas acabamos cheirando o produto. E ela retrucou:
- Não, não, vocês tem que sentir o gosto.
Eu me lembrei da minha infância, de quando escovar os dentes era algo super legal por causa que eu comia um pouco de pasta Tandy.
Envergonhadas, nós dissemos:
- É, pois é, legal né... Hehehehe.. hehe... he...
Pausa para o momento constrangedor...
De alguma maneira, a dona da loja foi com a nossa cara e começou a mostrar o que eram todos aqueles outros produtos na prateleira.
- Esse aqui é um desodorante corporal íntimo.
- Desodorante corporal íntimo?
Atente para o detalhe, era um embalagem em forma de coração com três pequenas bolinhas, como aquilo poderia ser um desodorante corporal?
- Então, é assim, você coloca isso quando for fazer amor, daí no ato ela vai estourar e vai deixar um cheiro maravilhoso!
A minha pergunta veio quase que instantânea:
- E não tem perigo desse negócio não estourar ou ficar preso lá?
- Não minha filha, é batata! Sempre estoura e nunca fica preso, eu mesma já experimentei!
Pausa para o momento constrangedor 2...
- Olhem meninas, nós também temos esse aqui, o "Surpresinha". Com ele você volta a ser virgem!
Nós fizemos a única coisa que poderíamos fazer naquele momento, rir. Pensem bem, as mulheres atualmente se submetem a uma intervenção cirúrgica para voltarem a serem virgens, e você pode encurtar todo o processo sem cirurgia, gastando menos tempo e dinheiro apenas utilizando o "Surpresinha"!
- Ok, como funciona isso?
Eu tinha que perguntar né.
- É o seguinte, é uma pomada que você passa daí a musculatura fica contraída como se você fosse virgem de novo!
- Isso não pode causar nenhum tipo de alergia não?
- Dá nada! Eu já testei também!
Pausa para o momento constrangedor 3...
Depois que você passa pelo momento constrangedor 3, você fica mais solta e começa a não ter mais vergonha nem medo de perguntar sobre qualquer outra coisa. Tanto eu quanto a Sabrina descobrimos o que eram todos aqueles produtos e suas variações, como por exemplo o gel labial erótico, havia um tipo que deixava a boca quente e um outro que deixava a boca fria.
E já que nós aparentávamos mais confortáveis com a situação, a dona da loja nos revelou a maior surpresa de todas:
- Olha, nós temos fantasias também. Se vocês quiserem eu posso pegar para vocês aqui no estoque, é que a gente não deixa elas expostas.
Foi então que eu pensei: "Cara, eu simplesmente tô numa Sex Shop enrustida! E quer saber, já que eu nunca fui numa Sex Shop..."
- Eu quero ver sim, traz aí!
Eram fantasias das mais variadas, Policial, Bombeira, Empregada, Colegial e até de Ronda do Quarteirão, que é um tipo de polícia que existe lá no Ceará.
Depois de tantas emoções, finalmente fechamos a conta e a dona da loja se despediu:
- Voltem sempre meninas! E olhem, para o Natal estão chegando mais novidades, inclusive a fantasia de Mamãe Noel!
Nos despedimos e fomos embora. E não, nós não levamos nada a mais, quem sabe numa próxima vez.
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