domingo, 1 de março de 2009

A evolução nos relacionamentos

Evolução: "Do Lat. evolutiones. f., acto ou efeito de evolver-se; passagem lenta e gradual de uma a outra forma estável; desenvolvimento progressivo de uma ideia; teoria biológica que admite a transformação progressiva das espécies; crescimento sucessivo; mudança." *
A evolução é uma coisa engraçada, ela está presente em tudo, não só na evolução física da espécie humana como também naquilo que faz parte das nossas vidas.

Foi com uma história da minha amiga Vitória que pude perceber as fases na evolução de um relacionamento. Antigamente as mulheres eram praticamente prometidas para seus futuros maridos, eram casamentos arranjados pela família, que, em alguns casos, o casal nem chegava a namorar. Nesse tempo, o noivado e o casamento eram as 2 fases distintas e necessárias para que duas pessoas começassem uma vida a dois.
Com o tempo, os casamentos continuaram sendo arranjados, mas pelo menos os casais passaram a namorar e se conhecer melhor. Embora fosse aquele namoro de mãos dadas e sentado no sofá da casa na frente dos pais, às vezes ainda rolava um beijinho, outros casais até conseguiam escapar e ganhar algo mais. Nesse tempo já temos 3 fases distintas: o namoro, o noivado e o casamento.
Essas três fases permaneceram durante muito tempo como as únicas fases nos relacionamentos. Porém, ocorreu que as pessoas começaram a querer "experimentar" ou fazer um "test drive" nas outras pessoas antes de realmente assumir um compromisso, pois namorar era o primeiro passo para que os casais viessem a noivar para se casar. Diante disto, surgiu o "fica", o fica consiste em conhecer alguém, sentir atração por esse alguém e agir como um casal que namora, mas tudo isso com um prazo de validade de uma noite, às vezes até só uma hora ou menos. A vantagem do fica é o fato de você estar disponível para ficar com outras pessoas sem a culpa da traição e sem ter que dar explicações para onde vai e com quem vai. Quando o fica vai bem, o casal vai ficando até decidir começar um namoro. Nesse tempo surgem 4 fases distintas: o fica, o namoro, o noivado e o casamento.
Com o passar do tempo, tornou-se comum que as pessoas ficassem, depois namorassem, depois noivassem e finalmente casassem. Contudo, o casamento era algo que necessitava dinheiro, e alguns tinham a pressa de querer se conhecer no dia-a-dia. Passaram então a simplesmente morar juntos, ou seja, passaram a se amancebar, tendo assim uma amostra de como seria a vida a dois caso resolvessem se casar. Ao se conquistar uma condição financeira boa estes se casam, ou não. Observem que agora são 5 fases distintas: o fica, o namoro, o noivado, o amancebamento e o casamento.

Sinceramente, com tantas fases criadas durante todo esse tempo eu não achei que pudessem criar uma nova fase. Vitória vivenciou essa nova fase, cujo o criador a denominou de "ficar direitinho". Ela já vinha ficando com um cara fazia algum tempo, naturalmente, e é o que chamo de "evolução nos relacionamentos", eles começaram a tocar em assuntos que envolviam a fase do namoro. Um dia ele disse:
- Então, eu gosto muito de você e tal. A gente bem que podia "ficar direitinho".
- E o que é ficar direitinho pra você?
- Ficar direitinho é namorar.
Pois bem, um dia eles acabaram decidindo:
- Vamos ficar direitinho então.
Ela, muito discreta, contou somente para os amigos mais próximos que estava namorando. Alguns dias depois ela me disse que algo muito estranho havia acontecido. Vitória havia deixado de ir para uma festa por algum motivo pelo qual não lembro mais, no entanto suas amigas e seu namorado foram. Quando elas se encontraram com ele perguntaram:
- Cadê tua namorada?
- Namorada?
- É, você não tá namorando?
- Não, não tô não.
A amiga de Vitória, achando estranho o diálogo, disse:
- Vem cá, você não viu a Vitória sexta, sábado e domingo?
- Vi sim.
- Pra mim isso é namorar.
A história acabou chegando aos ouvidos de Vitória, o que fez com que ela começasse a agir de maneira estranha com seu "namorado". Ele passou a noite tentando descobrir porque ela estava esquisita, e ela, que simplesmente odeia coisas mal resolvidas, contou a história que havia escutado de suas amigas. Logo em seguida, perguntou:
- Eu não tô entendendo, pra mim você diz uma coisa e para os outros diz outra. Você disse que queria ficar direitinho e eu aceitei, agora diz por aí que a gente não tá namorando.
- Ah, é que ficar direitinho é continuar ficando, mas só eu e você, sem ficar com mais ninguém.
- Não existe isso, é sem sentido, ou você fica ou você namora. Ficar você é livre pra ficar com quem quiser e fazer o que quiser, namorar já é algo sério e fiel, sem mais ninguém. Sendo assim, qual é a vantagem de ficar direitinho?
Confesso que na hora em que Vitória me contou a história eu pensei exatamente a mesma coisa que ela. Concluí que como antigamente a palavra "casamento" pesava na cabeça deles, hoje em dia é a palavra "namoro" que pesa e dá sentimento de prisão temporária.
Ela continuou:
- E além disso, o que você disse que era ficar direitinho pra mim?
- Disse que era namorar.
- Sendo assim, você acha que eu acreditava que estávamos o quê?
Ou seja, o cara queria namorar com ela, mas no final das contas pareceu que era ela quem queria namorar com ele e saiu espalhando isso para as pessoas. Imaginem o quanto ela não ficou chateada, principalmente porque a Vitória é do tipo que odeia que as pessoas pensem algo dela que não seja realmente aquilo que ela pretendia.
Atualmente, Vitória está na fase do namoro com ele, apesar desse desentendimento, o fica direitinho acabou servindo para eles finalmente decidirem o que ambos queriam.

Nós, como jovens modernos que somos, fiquemos por dentro das 6 fases distintas de um relacionamento do nosso tempo: o fica, o fica direitinho, o namoro, o noivado, o amancebamento e o casamento. 

Referências:
* Definição de evolução. Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Disponível em http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

"Tá de portas abertas pra mode a gente se amar..."

Não adianta, é regra, todo casal sempre tem um lugar especial. Não acredita? Bem, se você diz que não tem ou acha que não tem um lugar especial, espere só até o dia em que vocês terminarem, em breve você passará por esse lugar e involuntariamente lembrará daquela pessoa e se dará conta de aquele era "O lugar" de vocês. Esse lugar geralmente está marcado por algum acontecimento que vocês dois realizaram juntos. Em alguns casos, foi lá aonde vocês deram o primeiro beijo, ou dançaram pela primeira vez, ou cruzaram os olhares pela primeira vez, ou o lugar aonde vocês se conheceram, ou muitos outros acontecimentos em particular.
No mundo ideal, dos filmes e dos sonhos, esse lugar sempre é um lugar "mágico", ou clichê, como uma praça de jardins verdes, um parque ensolarado, ou uma praia ao entardecer. Alguns casais tem a sorte de ter um lugar como no mundo ideal, as chances aumentam quando um dos envolvidos planeja a situação:
"Hum, vou beijá-lo pela primeira vez na praia onde nos conhecemos."
"É, vou pedi-la em casamento no nosso futuro apartamento."
 


Vocês lembram do Thales? Como não poderia ser diferente, nós também tivemos um lugar onde realizamos as coisas especiais de um casal, e se vocês lembrarem da primeira história que contei sobre ele, ficará fácil adivinhar qual lugar foi esse. Foi nessa história que contei exatamente a primeira situação especial de um casal: a declaração.
Eu diria até que talvez algumas pessoas se identificarão com esse local, não é o local mais romântico do mundo, mas com certeza te leva aos locais mais românticos. Ficou fácil não? Se você pensou o carro, acertou! 

"- Me encontro na mesma situação que você me descreveu hoje, gosto de você como você gosta de mim, senão mais...
'Esta é a hora, flutuando na lagoa (no meu caso, dirigindo no carro)
Veja só que hora boa, não perca esta chance...'" 

E se vocês lembrarem bem da história, a primeira demonstração de afeto dele por mim, veio com o carro também, com a escolta que ele me fez. 

"O primeiro motivo foi uma 'escolta' que ele fez no próprio dia da festa até minha casa, segundo ele eu deveria ir ao grupo como uma forma de agradecimento pela sua gentileza."

E quem disse que a história do carro parou por aí? Na semana seguinte após a declaração, nós demos o primeiro beijo, e adivinhem aonde foi? Lógico... no carro! E não demorou muito para que o pedido de namoro viesse, e acreditem... foi no carro também!
Com o tempo, as pessoas começaram a perceber que nosso namoro só andava quando a gente andava... no carro! Era como se o carro tivesse poderes mágicos, que sempre renovava o namoro e nos unia mais.
As piadas começaram a surgir, Thales e eu brincávamos que se um dia aquele carro fosse vendido, ou trocado por outro, nosso namoro provavelmente acabaria. E quem achou que era uma piada interna, que somente nós fazíamos, se enganou. Certa vez, Deyse e outro amigo meu se perguntaram se eu e Thales estaríamos bem, e um deles acabou soltando a piada que os fez rir muito:
- Devem estar bem, soube que eles saíram no carro ontem.
O próprio Thales utilizava o carro para ficar mais tempo comigo, quando ia me deixar em casa sempre desacelerava ou até mesmo acabava dando voltas no quarteirão:
- Porque você tá indo tão devagar?
- Pra ficar mais tempo contigo...
Como todo casal, nosso namoro começou a ter pequenos problemas e nós discutimos a relação... no carro! E era incrível como tudo ficava bem depois que conversávamos lá. Fazer as pazes então, nem se fala, o carro já era profissional nisso. E se a gente pensasse em acabar o namoro, o carro dava todo o clima para isso não acontecer, e acabávamos... por namorar lá mesmo.
O tempo passou e o relacionamento não vingou... E nós acabamos... Não, não foi no carro! Eu disse que ele tinha poderes mágicos para unir as pessoas, não desunir! Provavelmente se tivéssemos tido a conversa do término no carro, nós ainda estaríamos juntos. Daí provavelmente ele teria me pedido em casamento no carro, ou mais, nós teríamos nos casado no carro, com direito a lua de mel lá mesmo, ou pelo menos ir para a lua de mel nele mesmo.
Hoje, Thales aluga o carro para os casais que precisam de um "empurrãozinho" no relacionamento. Brincadeira né, mas não é uma boa idéia?

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

10 motivos para não te beijar

Ellen e eu estávamos numa boate, já era fim de noite, quer dizer, na verdade era início de manhã, sendo mais precisa eram umas 6hs da manhã. Para a surpresa da Ellen um cara sentou ao seu lado e começou a babar nas cochas dela, literalmente falando. Ele deitou por cima das pernas dela e não parou de cantá-la.
Nessas horas a gente se pergunta aonde está a pessoa que veio acompanhando esse cara. E para que a gente pergunta? Não demorou muito, e lá estava o amigo dele, que acabou por sentar ao meu lado.
- Oi, sou Márcio, prazer, você é...
Quando alguém se apresenta para você na intenção de ter algo mais do que uma simples conversa, no seu subconsciente você faz uma lista de motivos pelos quais você não ficaria com aquele cara, não necessariamente na ordem em que elas vem. Geralmente começa por um simples motivo.

1° motivo: Eu não quero.
- Vanessa.
- Hum... Vanessaaa...
Ele deu uma longa pausa no meu nome, na certa deveria estar pensando na próxima coisa que ele diria para me "encantar" com a pessoa dele.
- Você parece uma bonequinha sabia?
- Bonequinha?
- É.
2° motivo: Você me chamou de bonequinha.
- Acho que nunca me chamaram disso.
- Não? E o dizem que você é?
- Que sou bonita, linda...

3° motivo: Sou areia demais para o seu caminhão.
- É, realmente, é uma bonequinha muito linda.
- Obrigado. Mas... Por que bonequinha?
A curiosidade que tive foi mais forte do que a vontade de expulsá-lo.
- Não sei, deve ser por causa do seu cabelo cacheado.
Alguém já percebeu que o fato de se ter cabelos cacheados são sempre uma razão, ou uma desculpa, para a aproximação de algumas pessoas? Nessas horas eu penso seriamente em alisar o cabelo.
Minha amiga Ellen, que já estava cansada do amigo dele, tentou desviar a atenção do cara que falava comigo, acho que até querendo "me salvar". Ela disse:
- Ei, ela tem namorado.
Ele fez de conta que não ouviu. Então ela disse outra coisa:
- Ei, teu olho é lindo.
Só para matar a curiosidade dos leitores, os olhos dele eram azuis.
- Obrigado, mas eu queria que a bonequinha achasse isso também.
- Ok, seus OLHOS são bonitos.
Eu falei OLHOS, tá? OLHOS! Satisfeito? Pronto, já fiz o que você queria, agora pode ir embora.
4° motivo: Seus olhos são bonitos, mas você é feio.
- Ai bonequinhaaa... Fica comigo?
Se ele ainda não havia percebido a maneira desanimada com a qual eu falava, então era porque outro motivo não havia ficado claro.
5° motivo: Não estou com a mínima vontade.
- Não.
- Por que não?
Tá certo, eu poderia fazer uma lista de motivos, a qual eu até já comecei no meu subconsciente, mas nesse momento os motivos conscientes vieram na minha cabeça:
6° motivo: Eu gosto de outra pessoa.
7° motivo: Eu estou pensando nessa outra pessoa agora mesmo, nesse exato minuto em que conversamos.
O 8° motivo, e com certeza o mais importante, foi o que eu realmente acabei por dizer:
- A bonequinha aqui já tem um bonequinho.
8° motivo: Eu tenho namorado.
- E aonde tá o bonequinho da bonequinha?
Tipo assim, é da sua conta?
- Em casa dormindo, ou talvez acordando agora para ir trabalhar.
- E ele sabe que você tá aqui?
- Sabe, na verdade, foi ele mesmo quem me deixou aqui. Eu saí para jantar com ele e logo em seguida ele me deixou aqui para passar a noite com minhas amigas.
- E que espécie de namorado é esse que te deixa sair só?
Da espécie "eu confio na minha namorada", já ouviu falar?
- Ele confia em mim.
- Ahhh bonequinha, ele não tá aqui, fica comigo...
Isso me leva a te dizer o 9° motivo pelo qual não fico com você.
- A bonequinha aqui é fiel ao bonequinho dela.
9° motivo: Eu sou fiel ao meu namorado.
- Bonequinha, eu também sou! Sou fiel a você!
E eu só pude fazer uma coisa, me levantar para ir embora.
10° motivo: Porque eu não tenho pena de ninguém.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

O debate político das cantadas

Se você é daquele tipo de pessoa que não se arrisca por medo de levar um "fora", saiba: você pode levar um "fora" sem ter pedido absolutamente nada, e, é quase certo, que esse "fora" virá de alguém que você jamais iria querer ter algo a mais. Os "dispensados" que não se conformam com a derrota, fazem questão de que o jogo vire e você seja o derrotado.
É praticamente um debate político, onde o candidato (ou pretendente a te dar uns amassos) pergunta e você naturalmente responde. Não satisfeito com a resposta que você deu, o candidato logo seguida "tem direito" a uma réplica, a qual você não está pronta para receber e às vezes não consegue ser rápida o suficiente para elaborar uma tréplica à altura.
Ficou confuso? Ok, vamos as definições segundo o dicionário:
Pergunta:
ato de perguntar; interrogação; inquirição; quesito.
Ex.: Qual o telefone da gatinha?
Resposta: ato ou efeito de responder; o que se diz ou se escreve àquele que fez uma pergunta ou formulou uma questão.
Ex.: Tá na lista.
Réplica: ato ou efeito de replicar; contestação; objeção;
Ex.: Mas... Eu não sei seu nome.
Tréplica: resposta a uma réplica; ato de replicar.
Ex.: Tá na lista também, antes do número do telefone.
Nem sempre é possível responder a uma cantada, ou dar um "fora", e estar totalmente segura de que você se livrou do candidato, o pior ainda pode acontecer e talvez você não tenha tréplica para isso.
A primeira vez que isso aconteceu comigo, eu estava numa boate dançando, quando de repente escutei uma pergunta:
- Oi! Posso saber seu nome?
A resposta veio quase que automática:
- Não!
E eu tive que ouvir uma réplica que me deixou sem tréplica:
- Graças a Deus!
O próximo caso me faz dar o seguinte conselho para vocês: Jamais salve sua amiga de um cara chato que não pára de dar em cima dela.
Estava com minha amiga Hannah em uma mesa do lado de fora da boate, ela não aguentava mais a insistência de um cara que se utilizava do fato de ser Paulista como o maior argumento para ficar com ela.
- Porque eu sou Paulista... Blá, blá, porque eu sou Paulista.
A cara de desconforto, com aquela situação, ficava evidente cada vez em que ela me olhava. Era quase um "Socorro! me tira daqui!" só que falado através dos olhos.
Ele perguntou mais uma vez:
- Mas então, não vai rolar e tal?
E eu, cansada daquela situação, respondi:
- Seguinte, ela é minha irmã mais nova, minha mãe não quer ela se agarrando por aí e mandou eu tomar conta dela. Beleza?
Então... Eu ganhei uma réplica:
- Ah é? Então me responde por que a irmã mais velha ainda tá de batom e a mais nova não?
Ainda houve uma tréplica, que não convenceu o candidato, vinda da minha amiga Ellen:
- Já ouviu falar em "trazer o batom e passar de novo"? Ou você acha que um batom dura a noite inteira?
Mas a pior réplica que já ouvi falar, aconteceu com um amigo meu.
Rodolfo estava em um forró e resolveu convidar uma menina, mais velha que ele, para dançar.
Pergunta: - Oi, posso dançar com você?
Resposta: - Tu é doido é? Leite Ninho tá caro!
Réplica: - E por que você acha que vim atrás de uma vaca?
E eu acho que não existe tréplica para isso. Se existe, por favor me digam...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Quero ser uma princesa

Deve ser o sonho de quase toda garota encontrar o "príncipe encantado", casar e ter um final do tipo "Felizes para Sempre" como nos filmes da Disney. Porém, se você quer mesmo encontrar o príncipe encantado e virar uma princesa, vejamos o que as outras princesas já não tiveram que passar para ter o seu suposto final feliz.
A Pequena Sereia
Primeiramente, vejamos o caso da sereia Ariel. Ela simplesmente fez uma espécie de "pacto com o diabo" para ficar com o príncipe Eric, assinou um contrato com a bruxa mais poderosa do oceano para adquirir atributos que pudessem conquistar seu príncipe. No caso dela, pernas. Pobre Ariel, até sem voz ela ficou, e o príncipe Eric por um triz não casou-se com a bruxa!
Rapunzel
Essa aí, coitada, tinha que jogar as tranças para o príncipe subir até a torre em que ela morava. O príncipe não se dava nem ao trabalho de levar uma escada ou uma corda. Nãããooo, ela tinha que ser puxada pelos cabelos mesmo!
A Bela e a Fera
A Bela precisou conviver, durante muito tempo e com muita paciência, com uma "fera" em vários sentidos. Era "fera" no nome, na aparência, na brutalidade e na grosseria, e ainda era mal-educado, mal-amado, e talvez até mal-comido. E digo mais, antes dele virar príncipe, a Bela teve que dar uma de professora e ensinar muitas boas maneiras para que o mesmo pudesse se salvar de ficar fera para sempre.
Shrek
Acho que da princesa Fiona não preciso nem dizer nada. O resultado da sua busca pelo "príncipe encantado" todos nós sabemos: virou uma ogra, foi viver na lama e ainda ganhou de brinde um amigo Burro.
Aladdin
A princesa Yasmin já era princesa, o que mais ela poderia querer? Ah sim, um príncipe lógico! E o que o Aladdin fez? Típico caso do "príncipe" mentiroso, o cara fingiu que era rico para ela supostamente se encantar com isso e criar a mera ilusão que eles podiam casar e viver felizes para sempre. Daí, quando ela já estava totalmente apaixonada, ele disse: "É, pois é né Yasmin, eu não sou rico, nem príncipe. Na verdade, eu roubo pão."
Sininho ou Tinker Bell
O maior sonho da Sininho era o de ter o tamanho de um ser humano qualquer. Desejava isso para poder abraçar o seu amor platônico, Peter Pan, um menino perdido, imaturo e que não queria crescer. Enfim, ela gostou dele a vida toda e o Peter Pan nunca se tocou disso.
Cinderella
Fez de tudo para ir para a porcaria do baile, cumpriu milhões de tarefas e sofreu o pão que o diabo amassou. Por sorte, a fada madrinha apareceu e fez mágica, fazendo com que ela dançasse com o príncipe a noite toda, olhos nos olhos e rosto colado. E por mais sorte ainda, ela esqueceu o sapato de cristal, porque senão ela nunca mais seria encontrada. Veja bem, o cego do príncipe ainda teve que sair calçando o sapato em todas as mulheres do reino até encontrá-la.
Branca de Neve e A Bela Adormecida
Esse caso tem tudo a ver com a expressão "espera sentado". Tenho que confessar, ainda bem que a princesa Aurora e a Branca de Neve estavam dormindo, porque esperar pela boa vontade de um príncipe não sei durante quanto tempo não é nada fácil.
Depois de todas essas histórias, só tenho uma coisa a dizer:
Acho que já somos princesas...
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